quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Medicamentos & Internet

Surgiram já esta semana relatos de que existem na internet inúmeros sites que oferecem medicamentos mais baratos, mas que actuam fora do controlo das autoridades competentes, nomeadamente do Infarmed.
Contudo, os consumidores têm, actualmente, a possibilidade de encomendar medicamentos sem terem que se dirigir presencialmente às farmácias e aos locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica. Estes estabelecimentos, desde que se tenham registado previamente no Infarmed, podem aceitar pedidos de medicamentos feitos pela internet.

O Infarmed dedica o seu terceiro número do seu “Saiba mais sobre” aos medicamentos & internet, desta forma adverte para o facto de a compra de medicamentos através de canais não autorizados, principalmente através da internet, não garantir o acesso a medicamentos com qualidade, segurança e eficácia, podendo mesmo pôr em risco a saúde dos cidadãos. É por isso, fundamental que os consumidores, antes de procederem a qualquer tipo de encomenda pela internet, verifiquem se o estabelecimento está registado no site do Infarmed. O Infarmed disponibiliza, através do seu site, um portal que permite aceder à lista de Farmácias e Locais de Venda de Medicamentos Não Sujeitos a Receita Médica que estão autorizados à dispensa de medicamentos ao domicílio, sendo a sua entrega assegurada pelos mesmos profissionais que o fazem naqueles estabelecimentos.

Os perigos dos sites não autorizados

Quem “aposta a sua saúde na internet”, comprando medicamentos fora dos canais licenciados e controlados pelo Infarmed, corre riscos desnecessários. Eis alguns apontados pelo Infarmed:
- Mesmo que o site tenha uma aparência credível, isso não significa que esteja autorizado a vender medicamentos pela internet, não reunindo assim as garantias de segurança, qualidade e eficácia dos medicamentos;
- Os medicamentos podem ser falsificados ou contrafeitos, terem a composição alterada, estarem fora do prazo ou terem sido transportados sem quaisquer precauções: como consequência, podem não fazer o efeito pretendido ou causar efeitos secundários inesperados;
- Muitos sites vendem medicamentos sem que haja a intervenção de um profissional de saúde, sem conhecerem a história clínica ou a existência de outras doenças, aumentando o risco para quem os toma;
- O medicamento encomendado pode não chegar a ser enviado ou ficar retido na alfândega;
- Alguns sites não garantem a confidencialidade dos dados pessoais.

Perante estas “ameaças” o Infarmed respondeu de forma antecipada aquelas que poderão ser as perguntas mais frequentes.

Quem pode dispensar medicamentos no domicílio?
As farmácias e os locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica (nestes últimos apenas para os medicamentos que não exijam receita), desde que estejam registados no Infarmed para a entrega de medicamentos ao domicílio.

Como poderá ser feito o pedido de dispensa de medicamentos ao domicílio?
O pedido poderá ser feito nas farmácias ou nos locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica, através do sítio electrónico do estabelecimento ou do seu correio electrónico, telefone ou telefax.

Todos os sites portugueses estão autorizados?
Não. O facto de um site estar sediado em Portugal ou ser escrito em Português não significa que esteja autorizado a utilizar a Internet para receber encomendas de medicamentos.

Não há perigo de os consumidores confundirem esta possibilidade de encomenda através da internet com os sites ilegais?
Sim, daí a importância de esclarecer os consumidores sobre a forma de pesquisar os sites autorizados, através do site do Infarmed. Neste sentido, o Infarmed promoveu uma campanha sobre “Medicamentos e Internet”, para alertar e esclarecer os consumidores.

Que perigos incorrem os consumidores ao não utilizar sites autorizados?
A compra através de sites não autorizados não garante o acesso a medicamentos com qualidade, segurança e eficácia, sendo uma forma de comercializar medicamentos contrafeitos. Comprar medicamentos via Internet sem ser pelos canais licenciados, previstos na lei, põe em risco a saúde dos cidadãos (sem garantia das condições de conservação, nem de acompanhamento médico ou farmacêutico).
Fonte: Infarmed

Estas são questões que nós como profissionais de saúde devemos ter em conta na altura das consultas dos centros de saúde ou nas altas hospitalares, pois mais dia, menos dia vamos ser confrontados com esta realidade e devemos estar à altura para saber responder de forma adequada e assertiva, em prol da saúde dos nossos concidadãos.
Gostaria de saber a vossa opinião sobre o tema, ou até quem sabe possíveis relatos de situações que porventura já tenham presenciado.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Greve (II)



A actual situação da Saúde não é, de todo isolada. Vivemos num país trespassado por uma aura de secretismo e ocultismo atroz, onde apenas uma minoria tem acesso à informação, à admissão, à opinião, numa espécie de herança genealógica. Uma maçonaria de amigos, filhos, primos, enteados, afilhados e protegidos. Um país onde se cortam as árvores apenas para que não façam sombra aos arbustos, como escreveu Luís de Sttau Monteiro na peça “Felizmente há Luar!”.


A cartelização da saúde levou a que, socialmente, a Enfermagem e o processo de admissão se tornassem em anedotas contadas ao domingo no churrasco dos Conselhos de Administração, aos feriados no jantar de convívio dos Secretários de Estado da Saúde e durante toda a semana nos banquetes reservados do Executivo.


A comunidade de Enfermagem junta-se hoje, em dia de greve em frente ao Ministério da Saúde. A representatividade será a que se irá ver, mas pede-se mais. Pede-se que todos unam forças. Pede-se que se lute de punho erguido, em voz alta, mas pede-se também que seja transversal. Do Enfermeiro de Cuidados Gerais, ao Enfermeiro Especialista, do jovem ao mais experiente, do Enfermeiro de nível 1 ao Enfermeiro Director.


Aos senhores Enfermeiros com mais experiência, relembrem-se que esta é uma luta de TODOS e que, mesmo que perto da aposentação, os jovens precisam de ajuda nesta luta. O desemprego destrói uma profissão e, mais que isso, diminui a sua cotação económica e social. Lutem pela profissão que exercem, pela continuidade dela e pela continuidade dos seus profissionais que, mais não fazem senão manter o vosso legado vivo. É certo que a vós se devem muitas das conquistas que hoje são consideradas dados adquiridos, lutemos um pouco mais. Todos os jovens Enfermeiros e estudantes de Enfermagem deste país têm os olhos postos em vós e esperam um sinal aprovação.


Aos jovens Enfermeiros, avizinha-se um período duro, de luta, de perseverança. Lutem pela profissão que vos enche por dentro, que vos fez estudar, perder horas de sono e crescer como Seres Humanos. São vocês o futuro da profissão que escolheram, A Enfermagem. Lutem por uma profissão dignificada e não pela dignidade, pois essa, mesmo que esquecida por vezes, nunca nos abandonou.


Estamos em greve senhores Enfermeiros, mostremos a garra que nos une.



Notícias:


JN: Adesão de 100% nos Hospitais de São José, Curry Cabral, Dona Estefânea, Capuchos e INEM (Clique para ler).

DN: Adesão dos enfermeiros à greve superou os 70% (Clique para ler).

Público: Saúde das pessoas não fica em risco com greve dos enfermeiros, garante ministra (Clique para ler).

Idem: Greve da função pública: hospitais, comboios e recolha de lixo são dos sectores mais afectados (Clique para ler).

CM: Greve afecta Hospitais (Clique para ler).

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Muitos hospitais e centros de saúde sem enfermeiros.

Segundo o Jornal de Notícias, "A adesão dos enfermeiros à greve de dois dias, que se iniciou esta terça-feira, deixou muitos hospitais e centros de saúde sem um único profissional, garantiu o coordenador do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, admitindo que isso provocou um "impacto indesejado nos cidadãos". "De facto, esta greve está a traduzir-se em algum impacto indesejado para os cidadãos [porque] a generalidade dos blocos operatórios está a funcionar apenas com as urgências". Em "muitos centros de saúde (...) não existem enfermeiros" a trabalhar, disse José Carlos Martins em conferência de imprensa à porta do Hospital de São José, em Lisboa."Desctaca-se ainda a elevada taxa de adesão à greve no que diz respeito aos colegas dos Cuidados de Saúde Primários, "...há uma elevadíssima adesão da parte dos colegas dos cuidados primários que é, diga-se, onde existe o maior número de enfermeiros a contrato a quem a senhora ministra diz que lhes vai prorrogar o contrato", salientou o coordenador do SEP. Para José Carlos Martins, este tipo de adesão à greve demonstra que "está bem claro para os enfermeiros que a prorrogação dos contratos não é uma solução, é um remendo", porque a solução "é efectivar".


Contactado pela Agência Lusa, o Ministério da Saúde recusou avançar dados relativos à paralisação.


Apesar de não ter ainda dados definitivos sobre os números de adesão a esta greve, que começou esta terça-feira e se prolonga por quarta-feira, o dirigente sindical disse ao Jornal de Notícias não ter dúvidas de que os números rondarão entre os 60 a 80%, justificando que mesmo nos hospitais onde a média global de adesão é baixa, há serviços que ficaram completamente desfalcados de enfermeiros

Para José Carlos Martins, "se a senhora ministra da Saúde ainda não compreendia a greve, no decurso das primeiras horas da manhã passou a compreende-la".

As reivindicações, como explicou o sindicalista, passam pela admissão de mais enfermeiros, efectivação de contratos a cerca de cinco mil profissionais, melhores salários aos mais competentes, "nomeadamente os especialistas", numa carreira profissional que enquadre, do ponto de vista salarial, os enfermeiros de acordo com a licenciatura que detêm.


Segundo a RTP "Os serviços mínimos foram garantidos no Hospital de São José e as consultas externas foram os serviços menos afectados. Fonte hospitalar referiu [à RTP] que a adesão foi de 74 por cento.

Aderiram à greve 350 dos 660 enfermeiros escalados no Hospital de Santa Maria. Alguns serviços do maior hospital de Lisboa funcionaram com normalidade, mas noutros, como o bloco operatório, foi registada uma adesão de 80 por cento."



RTP: Enfermeiros entraram em greve (clique para ver).

Omnia si perdas, famam servare memento

Não foi com espanto que ouvi a Ministra da Saúde, Dr.ª Ana Jorge, referir a falta de compreensão no que toca à Greve Nacional de Enfermeiros agendada para os próximos dias 30 de Setembro e 1 de Outubro.
Seria de esperar que, após a recente vitória acerca do debatido Modelo de Desenvolvimento Profissional, os ânimos reivindicativos esmorecessem e os Sindicatos arrumassem as bandeiras. Esta é, obviamente, a visão institucional. Será então lógico que, depois de Dezembro do presente ano (data de apresentação em Conselho de Ministros da proposta) a situação se irá, de imediato, inverter? A resposta do Sala de Enfermagem é não.
No que toca à admissão, por exemplo, o que passa actualmente é gritante. Jovens Enfermeiros, formados com verba oriunda da Administração Pública, acumulam-se nos bancos dos Centros de Emprego. São licenciados, representam a entrada com médias ainda elevadas (à quatro anos atrás) e, passivamente, esperam a integração nas instituições. Mas…nem todos. As entradas veladas sucedem-se uma após a outra e acontecem frequentemente com Enfermeiros oriundos de Escolas privadas. Estes, não raras vezes, são admitidos nas instituições através do referido sistema velado que nada abona a favor da imagem da Enfermagem moderna. Em detrimento dos Enfermeiros oriundos de Escolas públicas, com médias de acesso mais altas e, portanto, com maior motivação, maior investimento intelectual prévio e, eventualmente, com maior capital intuitivo. Jobs for the Boys, onde é que eu já ouvi isto? Presumo que seja no mesmo país onde a média de acesso não é importante, excepto se for num concurso público. E mesmo assim, apenas se corresponder aos critérios apertados, criados de forma a seleccionar, de forma dirigida, o futuro profissional. Este modus operandi prático, mas flagrante, constitui a forma de aumentar o ângulo em relação ao solo mantendo, ainda assim, menos de 90º. A Física da empregabilidade é semelhante à Física espacial, depende do ponto de vista e das interacções.
Este problema nasce da incapacidade de absorção, por parte do mercado de emprego, de todos (ou da maior parte) dos licenciados em Enfermagem. Estará o defeito do lado do Ministério da Ciência e Ensino Superior, que forma em larga escala, ou do lado do Ministério da Saúde, cujas políticas economicistas restringem o acesso dos profissionais ao mercado de trabalho? Ou ainda, de sucessivos erros administrativos que levaram a uma exaustão económica que levou a uma má distribuição dos recursos?
Na opinião que me concedem o erro está, infelizmente, numa combinação destes factores com uma inércia social generalizada. Vivemos num país de brandos costumes, e os costumes brandos não são brandos com quem os apregoa. A senhora Ministra da Saúde não compreende a Greve. Quanto a nós, Enfermeiros e redactores deste blogue, não compreendemos como é que, correndo tudo de feição, os problemas se continuam a amontoar no Sistema Nacional de Saúde. Omnia si perdas, famam servare memento, citação latina para "Perca-se tudo, menos a honra", lutemos para que isso não ocorra.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Greve Nacional de Enfermeiros




A "Uma Só Voz" os sindicatos de Enfermagem convocam greve para os dias 30 de Setembro (M/T) e 1 de Outubro (N/M/T)


Enfermeiros Portugueses, chegou finalmente a hora crucial pela qual todos esperámos. Mostremos a indignação, mostremos a face do desespero, mostremos a força com que lutamos pela melhoria da qualidade dos cuidados prestados à população. Lutemos de punho erguido contra a opressão, a incoerência administrativa, a precaridade, o assimetrismo salarial, as limitações na admissão. Mostremos ao poder vigente que os Enfermeiros têm uma palavra a dizer acerca do descarrilar da saúde dos utentes. Afinal, somos licenciados, somos necessários e, com GRAVE prejuízo para o sistema nacional de saúde, estamos a ser desqualificados e, mais que isso, desclassificados numa corrida ignóbil e desnecessária.
A saúde dos Portugueses e Portuguesas é a nossa prioridade. Sem condições laborais óptimas nao existem cuidados de saúde óptimos. Os Enfermeiros são, antes de mais, seres Humanos, que cuidam outros seres Humanos. No próximo dia 30 de Setembro e 1 de Outubro apontamos o dedo ao Governo, ao Ministério da Saúde, e a todos os portugueses e perguntaremos "Em consciência, são os Enfermeiros bem remunerados? São os Enfermeiros suficientes segundo as estatísticas europeias? São os Enfermeiros alvos de políticas de protecção, tendo em conta o risco e o desgaste sofrido?". Todos nós sabemos as respostas a estas perguntas, lutemos por ser ouvidos!
Consulte:
"COM A APROVAÇÃO DO MODELO DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL O MINISTÉRIO NÃO TEM QUALQUER ARGUMENTO PARA NÃO ACEITAR UMA CARREIRA UNICATEGORIAL"
"É possível, é justo, está ao nosso alcance … e nas nossas mãos."
A LUTA CONTINUA, NÃO PODEMOS DESISTIR DE MELHORES CUIDADOS DE SAÚDE PARA A NOSSA POPULAÇÃO.

Governo admite falta de recursos humanos nos cuidados primários

"O desequilíbrio no número de profissionais afectos aos Cuidados de Saúde Primários e Hospitalares e o investimento desigual nestas áreas são duas das ameaças ao Sistema Nacional de Saúde, de acordo com os autores do livro "Cuidados de Saúde Primários em Portugal -Reformar para Novos Sucessos", cuja segunda edição foi ontem apresentada em Lisboa e contou com a presença do secretário de Estado da Saúde, Manuel Pizarro.
André Biscaia, um dos autores do estudo, salientou que "Portugal tem uma orientação forte para os cuidados de saúde primários em termos teórios, mas, na prática, está mais virado para os hospitais". Prova disso é o facto de o número de profissionais de saúde (médicos e enfermeiros) afectos aos cuidados hospitalares ser muito superior aos dos CSP.
O secretário de Estado da Saúde [Manuel Pizarro]não nega que a insuficiência de recursos humanos é a principal dificuldade sentida na actual reforma dos cuidados de saúde primários(...)"

Manuel Pizarro
Sec. de Estado da Saúde


in Jornal de Notícias 2008-09-24, por Fátima Mariano. Ler Notícia completa Aqui.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Qui furtim accipit, palam exsolvit(*)

A reavaliação dos exames nacionais de uma aluna do 11.º ano da Escola Secundária de Fafe transformou notas "suficientes" em notas "excelentes". Os restantes pais não se conformam e já foi pedida a intervenção do Ministério da Educação.

Pais e alunos das turmas do 11º ano, do ano lectivo transacto, da Escola Secundária de Fafe estão revoltados com a "subida astronómica" que tiveram as notas de uma aluna após pedido de recurso dos exames nacionais de Física e Química e de Biologia e Geologia. As notas transformaram-se, após o recurso da aluna, de positivas suficientes em notas de excelência.
"Na prova de Física e Química passou de 9,8 para 18,9 enquanto na prova de Biologia e Geologia a nota de 11,6 transformou-se em 19", explicou ao JN um dos vários encarregados de educação que se apresentam revoltados com esta reviravolta na classificação dos exames nacionais.

"Como é possível que um professor avalie uma prova com uma nota muito baixa e a mesma prova seja reavaliada e colocada quase com a cotação máxima?" Esta pergunta atravessa, por estes dias, a mente de vários pais e alunos que se sentem injustiçados e descriminados pelo tratamento dado a este caso.

A desconfiança dos pais é ainda reforçada pelo facto de a mãe da aluna em causa ser docente naquele estabelecimento de ensino e, segundo alegam, "há cerca de três anos" ter acontecido "o mesmo com outro filho que agora até está na universidade a cursar Medicina". São coincidências que os encarregados de educação não pretendem deixar passar em branco

Ao que o JN apurou, em causa não está apenas uma simples reavaliação dos exames mas também um hipotético atestado médico que indica que a jovem poderá sofrer de dislexia e que a leva a não responder acertadamente às questões que na sua maioria são de escolha múltipla. (!?)

Este assunto está a causar algum mal-estar na Secundária de Fafe onde, inclusive, terá estado nos últimos dias uma equipa de inspectores do Ministério da Educação. Esta informação não foi confirmada oficialmente ao JN, já que José Caetano, presidente do Conselho Executivo da escola, não quis pronunciar-se para já sobre o assunto.
Esta situação é delicada porque abrange a comunidade escolar de uma pequena cidade onde quase todos se conhecem e, por esse facto, todos negam dar a cara para a reportagem do JN. A Associação de Pais também não se quis pronunciar oficialmente sobre o caso, mas o JN apurou junto de fonte próxima que "por uma questão de equidade entre todos os alunos foi pedido, através de carta, ao Ministério da Educação e ao Juíz Presidente dos Exames Nacionais que as provas de todos os alunos do 11º ano da Secundária sejam reavaliadas".

Fonte: Jornal de Notícias
(*)- Quem o alheio veste, na praça o despe.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Semana do Humor.

Como parece que afinal o país está a saldo...ou melhor, para celebrar o início do ano político, vamos publicar humor. Humor do bom. Ou do razoável...


Hot Line (INEM - Bombeiros de Mafamude) - Gato Fedorento


Ricardo Araújo Pereira brinca com o INEM...eu fiquei claramente indignado...aliás, sabemos que em Portugal esta situação NUNCA poderia ocorrer. Para atestar esta bonita situação aqui vai uma (super espectacular) situação real:



Hot Line (INEM-Desgraça(!)) - Real....

"Está doente? Ah, então...espera uns 30 minutinhos, mais IVA...pronto, são umas 2 horinhas...pode ser? É para comer já ou levar?..."

"Está morto? Então sempre morrem pessoas?! Bolas, não me ensinaram isto!"

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Antena Aberta, 15-01-2008, Desemprego em Enfermagem.


Emissão da Antena 1, o programa é o Antena Aberta. Neste programa, vários dirigentes, entre eles Guadalupe Simões, referem (e bem) quais os problemas da Enfermagem moderna e que soluções podem ser apontadas. Chocante, alarmante e, infelizmente, real.

Pode ser ouvido aqui. (Clique)

Damos as boas vindas a mais uma colega.

Parece que, finalmente, as negociações foram a bom porto e o nosso serviço poderá, brevemente, contar com uma nova colega de trabalho. Desta vez no feminino vamos dispor de uma preciosa colaboração.

Na entrevista, claramente favorável, referiu que:
As suas áreas de eleição são a "Cirurgia, uma das minhas [suas] àreas preferidas assim como Cuidados Intensivos e Medicina."

Para além disto, refere ainda que:
"Se por um lado se pode sentir o pouco reconhecimento por parte de profissionais "conformados", por outro tem-se também a motivação inicial que e espero que se prolongue por muito tempo."

Sê bem-vinda ao Sala de Enfermagem, este é também o teu espaço, esperamos poder ler as tuas palavras brevemente, assim que achares que tens algo para nos dar na "passagem de turno".

Activos do Sala-de-Enfermagem: 3