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terça-feira, 30 de setembro de 2008

Muitos hospitais e centros de saúde sem enfermeiros.

Segundo o Jornal de Notícias, "A adesão dos enfermeiros à greve de dois dias, que se iniciou esta terça-feira, deixou muitos hospitais e centros de saúde sem um único profissional, garantiu o coordenador do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, admitindo que isso provocou um "impacto indesejado nos cidadãos". "De facto, esta greve está a traduzir-se em algum impacto indesejado para os cidadãos [porque] a generalidade dos blocos operatórios está a funcionar apenas com as urgências". Em "muitos centros de saúde (...) não existem enfermeiros" a trabalhar, disse José Carlos Martins em conferência de imprensa à porta do Hospital de São José, em Lisboa."Desctaca-se ainda a elevada taxa de adesão à greve no que diz respeito aos colegas dos Cuidados de Saúde Primários, "...há uma elevadíssima adesão da parte dos colegas dos cuidados primários que é, diga-se, onde existe o maior número de enfermeiros a contrato a quem a senhora ministra diz que lhes vai prorrogar o contrato", salientou o coordenador do SEP. Para José Carlos Martins, este tipo de adesão à greve demonstra que "está bem claro para os enfermeiros que a prorrogação dos contratos não é uma solução, é um remendo", porque a solução "é efectivar".


Contactado pela Agência Lusa, o Ministério da Saúde recusou avançar dados relativos à paralisação.


Apesar de não ter ainda dados definitivos sobre os números de adesão a esta greve, que começou esta terça-feira e se prolonga por quarta-feira, o dirigente sindical disse ao Jornal de Notícias não ter dúvidas de que os números rondarão entre os 60 a 80%, justificando que mesmo nos hospitais onde a média global de adesão é baixa, há serviços que ficaram completamente desfalcados de enfermeiros

Para José Carlos Martins, "se a senhora ministra da Saúde ainda não compreendia a greve, no decurso das primeiras horas da manhã passou a compreende-la".

As reivindicações, como explicou o sindicalista, passam pela admissão de mais enfermeiros, efectivação de contratos a cerca de cinco mil profissionais, melhores salários aos mais competentes, "nomeadamente os especialistas", numa carreira profissional que enquadre, do ponto de vista salarial, os enfermeiros de acordo com a licenciatura que detêm.


Segundo a RTP "Os serviços mínimos foram garantidos no Hospital de São José e as consultas externas foram os serviços menos afectados. Fonte hospitalar referiu [à RTP] que a adesão foi de 74 por cento.

Aderiram à greve 350 dos 660 enfermeiros escalados no Hospital de Santa Maria. Alguns serviços do maior hospital de Lisboa funcionaram com normalidade, mas noutros, como o bloco operatório, foi registada uma adesão de 80 por cento."



RTP: Enfermeiros entraram em greve (clique para ver).

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Greve Nacional de Enfermeiros




A "Uma Só Voz" os sindicatos de Enfermagem convocam greve para os dias 30 de Setembro (M/T) e 1 de Outubro (N/M/T)


Enfermeiros Portugueses, chegou finalmente a hora crucial pela qual todos esperámos. Mostremos a indignação, mostremos a face do desespero, mostremos a força com que lutamos pela melhoria da qualidade dos cuidados prestados à população. Lutemos de punho erguido contra a opressão, a incoerência administrativa, a precaridade, o assimetrismo salarial, as limitações na admissão. Mostremos ao poder vigente que os Enfermeiros têm uma palavra a dizer acerca do descarrilar da saúde dos utentes. Afinal, somos licenciados, somos necessários e, com GRAVE prejuízo para o sistema nacional de saúde, estamos a ser desqualificados e, mais que isso, desclassificados numa corrida ignóbil e desnecessária.
A saúde dos Portugueses e Portuguesas é a nossa prioridade. Sem condições laborais óptimas nao existem cuidados de saúde óptimos. Os Enfermeiros são, antes de mais, seres Humanos, que cuidam outros seres Humanos. No próximo dia 30 de Setembro e 1 de Outubro apontamos o dedo ao Governo, ao Ministério da Saúde, e a todos os portugueses e perguntaremos "Em consciência, são os Enfermeiros bem remunerados? São os Enfermeiros suficientes segundo as estatísticas europeias? São os Enfermeiros alvos de políticas de protecção, tendo em conta o risco e o desgaste sofrido?". Todos nós sabemos as respostas a estas perguntas, lutemos por ser ouvidos!
Consulte:
"COM A APROVAÇÃO DO MODELO DE DESENVOLVIMENTO PROFISSIONAL O MINISTÉRIO NÃO TEM QUALQUER ARGUMENTO PARA NÃO ACEITAR UMA CARREIRA UNICATEGORIAL"
"É possível, é justo, está ao nosso alcance … e nas nossas mãos."
A LUTA CONTINUA, NÃO PODEMOS DESISTIR DE MELHORES CUIDADOS DE SAÚDE PARA A NOSSA POPULAÇÃO.