
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Aqui não se fazem greves de brincar.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Obama vence


Barack Obama vence as presidenciais Norte-Americanas.
Dados de 5 de Novembro, ás 12:38.
"Se alguém duvidava de que neste país todos os sonhos podem ser realizados, se alguém duvidava do poder da democracia, esta noite tiveram a sua resposta". Foi com estas palavras que o novo presidente norte-americano, o democrata Barack Obama, iniciou ontem o seu discurso de vitória perante mais de 125 mil apoiantes.
"Demorámos muito tempo a chegar até aqui, mas esta noite, a mudança chegou à América", afirmou Obama, que subiu ao palco na companhia da esposa, Michelle, e das filhas. Num discurso tranquilo mas recheado de significado, o primeiro presidente negro da História dos EUA recordou a sua avó, que faleceu no dia anterior às eleições, agradeceu o apoio da esposa, que disse ser "a pessoa mais importante da sua vida", e felicitou McCain, lembrando o seu ''sacrifício pela América''.
"O senador McCain é um homem corajoso que lutou pelo nosso país e sofreu muito mais do que podemos imaginar em nome dos ideais deste país", afirmou também Obama, sublinhando esperar contar com ele para o ajudar a governar o país.

Apesar de satisfeito com a vitória, Obama disse ainda que "amanhã será um dia de grandes desafios, entre eles a guerra no Iraque e a crise financeira".
"Sempre fui honesto com o povo e continuarei a sê-lo. Terei o maior prazer em reconstruir a América que nasceu há 220 anos", acrescentou.
Como Lincoln, antigo presidente dos Estados Unidos, disse uma vez "a amizade é o que nos unirá".
''O caminho será longo e íngreme. Podemos não chegar lá num ano ou sequer num mandato, mas nunca tive tanto a certeza, como tenho hoje, de que lá chegaremos'', afirmou ainda, antes de terminar o discurso com o lema da sua campanha: ''Sim, podemos''.
Fonte:CM/JN
O candidato republicano John McCain já reconheceu a derrota e deu os parabéns ao adversário, afirmando que nada mais podia ter feito para tentar chegar à vitória. Aqui John McCain surpreendeu. Demonstrou humanidade, sinceridade e elevação ao silenciar os apupos dos seus apoiantes no momento em que falava de Obama. Aproveitou ainda o momento para, exemplarmente, pedir que todos os americanos, como ele próprio, se disponibilizem para ajudar e apoiar totalmente o novo presidente dos Estados Unidos da América.
O Presidente da Venezuela, Hugo Chávez felicitou hoje Barack Obama pela eleição histórica e expressou a vontade de estabelecer novas relações com os Estados Unidos e relançar uma agenda bilateral construtiva para o bem-estar dos dois povos.
O Presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, pediu, hoje, ao Presidente eleito dos EUA, Barack Obama, que conduza uma guerra anti-terrorismo que evite as mortes de civis. O apelo surge após um ataque, hoje, das forças americanas no sul do país que terá feito cerca de 40 mortos entre convidados de um casamento.
O nosso primeiro-ministro, José Sócrates, considerou hoje a vitória de Barack Obama nas presidenciais norte-americanas "um momento histórico" que irá contribuir para a melhoria das relações entre os Estados Unidos e a Europa.Chega assim ao fim a campanha eleitoral mais longa, mais cara e mais mediática de toda a história. No Sala-de-Enfermagem destacamos a elevação do debate eleitoral, o respeito pelo adversário e a visão de futuro que ambos os candidatos demonstraram.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Estou?Estou...?ESTOU!?...Olha...isto paga-se na mesma?

Na origem das falhas esteve a actualização do sistema informático, que obrigou ao corte das linhas telefónicas durante uma parte da noite e depois impediu que os enfermeiros conseguissem aceder ao programa informático que faz o despiste das situações e permite o aconselhamento dos utentes sobre o que fazer em caso de doença. As chamadas começaram depois a ser atendidas via central do Porto, mas sempre sem o acesso ao sistema de triagem. O problema ficou solucionado perto das 07h00, mas a comunicação com as unidades de saúde (hospitais e centros de saúde) através de fax só ficou operacional por volta das 10h00.
Esta actualização já estava prevista, mas não foi informada aos utentes da linha, apenas aos funcionários que estavam de turno. E, como o sistema esteve inoperacional, é impossível perceber quantas chamadas se perdeu. Mas, ao que o CM apurou, a linha de atendimento recebeu dois casos de emergências que tiveram de ser encaminhados para o INEM através de chamadas manuais dos enfermeiros que estavam a trabalhar, mas sem que fosse possível enviar dados clínicos sobre os doentes. Houve também um caso de perigo de intoxicação que não foi possível transferir para o Centro de Informação Anti-Venenos (CIAV) do INEM e o operador foi obrigado a fornecer o número de telefone ao utente para ele próprio ligar.
Contactado pelo CM, o responsável da Direcção-Geral da Saúde pelo acompanhamento da Linha, Sérgio Gomes, afirmou apenas ter conhecimento de que haveria uma actualização do sistema, mas remeteu mais esclarecimentos para a entidade gestora. O nosso jornal tentou contactar o responsável pela LCS, mas tal não foi possível até ao fecho desta edição.
SUSPENSA ENFERMEIRA VOZ DA LINHA
"Bem-vindo à Saúde 24. Por questões de segurança os seus dados pessoais serão registados. Por favor, não desligue. Obrigado." A voz da mensagem que se ouve sempre que alguém liga para o 808 24 24 24 é a da enfermeira suspensa na passada semana pelo conselho de administração da Linha Saúde 24. Ana Rita Cavaco é um dos oito supervisores que denunciaram problemas no serviço e a primeira subscritora da carta enviada à ministra da Saúde, Ana Jorge. Na 5ª feira, a administração da LCS comunicou-lhe que estava suspensa e que a sua presença é considerada "inconveniente nas instalações da empresa". Foi-lhe aberto um processo disciplinar, apesar de não ter sido comunicada nota de culpa (razão para o processo). A situação aumentou o clima de mal-estar na equipa que assegura o serviço.
DENÚNCIA
Numa carta enviada a Ana Jorge, oito supervisores do serviço alertam para o caos organizativo.
REACÇÃO
A ministra Ana Jorge pede à Direcção-Geral da Saúde que analise as denúncias. Esta avaliação está em curso. A empresa LCS rejeita as acusações e paga anúncio nos jornais onde defende que as denúncias se explicam pelo facto de os enfermeiros quererem "manter o pluriemprego e conveniências pessoais".
INVESTIGAÇÃO
A Ordem dos Enfermeiros está também a analisar este caso.
Fonte:CM, ler Aqui. (Clique para ler)
Opinião da Ministra, Dr.ª Ana Jorge,
«A Ministra da Saúde recusou comentar esta segunda-feira a falha de funcionamento da Linha Saúde 24 durante a madrugada de sábado para domingo, que o 'Correio da Manhã' noticiou. Ana Jorge remeteu-se ao silêncio por estar ainda a aguardar os “resultados” de uma reunião entre a Direcção de Saúde e a empresa gestora do serviço.
A Ministra da Saúde ressalvou, no entanto, o bom funcionamento deste serviço de um modo geral: “A Linha Saúde 24 tem vindo a desempenhar um bom trabalho de resposta à população e esperamos que não se repita aquilo que possa ter acontecido”.
Ana Jorge revelou ainda estar também a acompanhar as situações de “falha” no atendimento telefónico do Instituto nacional de Emergência Médica (INEM), garantindo que são apenas “casos pontuais”.
A reunião entre a Direcção-geral de Saúde e a empresa gestora da Linha Saúde 24 decorreu esta manhã, mas a Ministra da Saúde diz que não sabe quando vai ter os resultados da mesma.»
Fonte: CM, ler Aqui.(clique para ler)
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Bancos pagaram menos 145 milhões de impostos este ano
O anúncio dos resultados do terceiro trimestre dos principais bancos portugueses (só falta a Caixa Geral de Depósitos) mostrou que afinal a banca portuguesa continua a lucrar apesar da crise. Apesar dos lucros serem menores que em 2007, os banqueiros não têm razões para estarem descontentes. Como disse Ricardo Salgado na apresentação dos resultados do BES (lucros de 334,8 milhões entre Julho e Setembro), este lucro "não deixa de ser notável, considerando que há bancos na Europa a apresentar resultados negativos".
Vivemos num país simpático. De brandos costumes. À semelhança de outros países, que até são visita frequente neste blogue, já vamos esquecedo as agruras do dia-a-dia com sol, samba e sorvete.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Em busca da dignidade perdida...
O restaurante chama-se simplesmente "Hospital" e foi aberto em Riga. Os clientes podem comer em mesas para exames médicos ou até mesmo numa cama ginecológica. Embora sirva pratos tipicamente europeus, o cardápio não foi deixado ao acaso e os pratos têm nomes referentes a doenças, como por exemplo "Debilitas Universalis Gravis".
De acordo com a BBC, o restaurante tem ainda um serviço especial: se o cliente quiser pode pedir para ser alimentado preso numa camisa-de-forças.
fonte: Expresso
Lamentável....e ridículo.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
Absens heres non erit. (*)
"Caros Colegas Enfermeiros,
Há longa data, repetidamente reciclada, estamos todos à espera que a enfermagem tenha finalmente uma carreira digna dos profissionais de louvor a que diz respeito. Porém, há vários anos que isso nos é prometido e há outros tantos que tal é adiado. E, ao longo destes anos, enquanto este impasse se não resolve, todos vimos
carreiras congeladas. Para além de já ganharmos mal relativamente ao trabalho que desenvolvemos, aos riscos que a nossa profissão acarreta e ás qualificações que possuímos, há vários anos que não há subida para ninguém! Nem sequer a licenciatura que todos foram obrigados a fazer nos serviu de nada! Dinheiro e tempo gasto na escola, para na prática se passar a receber mais 0 Euros! Fala-se actualmente que até Setembro a nova carreira de enfermagem terá que estar definida, mas sinceramente ninguém já acredita em nada. E mesmo que até Novembro seja definida uma nova carreira de enfermagem, acreditem meus amigos que será muito má, pois segundo as fontes que tenho a contraproposta apresentada pelo governo irá arruinar por completo a Enfermagem, e como sempre haverá alguém “que diz defender a classe de Enfermagem” que irá mais uma vez concordar com o governo e estará pronto a assinar a nossa “sentença de morte”.Todavia colegas perguntam vocês: “Mas afinal de quem é a culpa de toda esta fraude que todos temos vivido na última década?”.
Para essa pergunta a resposta é facílima e eu próprio a tenho: “A CULPA é de todos nós caros colegas”! A culpa é nossa pois temo-nos deixado manipular como autênticos fantoches, temos sido vandalizados consentidamente, temos caído em todas as armadilhas e ciladas que nos têm sido montadas quer pelos sucessivos governos, quer por alguns membros de alguns Sindicatos e da Ordem dos Enfermeiros que apenas representam as respectivas fundações para beneficio próprio mesmo que para isso tenham que sacrificar toda uma profissão e toda uma classe de Enfermagem! E o que é que nós temos feito perante esta situação caros colegas? Temos ficado impávidos e serenos na esperança que um dia de manhã acordemos e todos os problemas da enfermagem tenham sido resolvidos!
Com muita pena minha, lamento dar-vos a triste noticia mas essa suposta manhã não vai chegar nunca, pois como todos já devem ter reparado, a cada dia que passa a enfermagem está cada vez mais no fundo do poço, estando a atingir um fundo tão longínquo que daqui a um pequeno nada, não existe corda nenhuma que a volte a agarrar e a trazer á tona da água.
Parem todos 1 minutos para pensar:
-O crescendo de escolas e vagas não parou desde o momento em que foi criada a licenciatura em Enfermagem, em 1999;Pensem agora o que será da enfermagem daqui a uns meros cinco anos. Haverá nessa altura cerca de 15 mil enfermeiros no desemprego. E calculo que todos consigam imaginar que uma profissão com quinze mil desempregados fique automaticamente sem poder reivindicativo, pois tudo no
-Por ano saem das escolas de Enfermagem cerca de três mil licenciados em Enfermagem;
-Neste momento existem em Portugal cerca de três mil enfermeiros desempregados a trabalhar em lavandarias, caixas de supermercados e na construção civil, e daqueles que estão empregados muitos deles sujeitam-se a receber cerca de 500 euros mensais.
-Actualmente as escolas portuguesas de Enfermagem têm quinze mil alunos em formação e o número de vagas de ingresso no curso continua a aumentar!
mercado se baseia na lei da oferta e da procura. Penso também que consigam imaginar, e isto também para aqueles que já estão em topo de carreira que o seu preço/hora poderá vir a baixar e poderão vir a ter que trabalhar mais e a receber...bem mas bem menos! É o que acontece com as uvas na altura das vindimas que são vendidas a uma terça parte do preço do que nas restantes épocas do ano pela grande dificuldade em dar escoamento a este produto na altura da sua colheita. Portanto não pensem que isto é um problema apenas dos mais novos pois esta crise irá ser vivida por todos os profissionais de enfermagem caso não seja travada atempadamente, e atempadamente será AGORA.Mas afinal o que tem feito a nossa Ordem perante esta situação que todos conseguimos enxergar? Continua a dizer que faltam cerca de trinta mil enfermeiros em Portugal! O que têm feito os sindicatos? Distribuir papeis que publicitem trabalho do sindicato mas na prática não têm feito mais que receber as quotas mensais dos seus associados! Mas pior do que isso, o que temos feito todos nós estimados colegas? NADA, absolutamente nada! Temos todos sido uma verdadeira mole de lentificados e comodistas! Enquanto conjunto e força não temos lutado rigorosamente nada pelos nossos direitos e pela nossa carreira, e isso é vergonhoso!
É por isso meus amigos que hoje vos escrevo esta carta na esperança que todos levantem os braços e ponham mãos à obra! Recordem todos o que ainda o ano passado os nossos colegas finlandeses conseguiram graças à união:” Dezasseis mil enfermeiros finlandeses uniram-se e ameaçaram o governo com uma demissão em massa, caso não lhes fosse conferido um aumento de ordenado de 24%. O sistema de saúde finlandês ficou assim em risco de parar completamente. Perante isto o que pôde fazer o governo? Antes de terminar o prazo imposto pelos enfermeiros foi obrigado a ceder ás exigências impostas pela classe de enfermagem do referido país pois caso contrário o sistema de saúde entraria em rotura total.
Da mesma forma recordo-vos também o caos que ainda o mês passado o país viveu graças à pequena greve de três dias dos camionistas! Não sei se todos estiveram nas filas intermináveis de carros juntos das gasolineiras para meterem os derradeiros litros de gasolina, depois de terem passado por algumas já fechadas por terem esgotado os combustíveis, todos devem ter reparado na corrida aos supermercados para comprar os últimos produtos das prateleiras quase vazias e da ruptura de stocks de todos os supermercados que, para não alarmarem o país, não deixaram os jornalistas filmar o seu interior completamente desfalcado.
Agora pensem no caos que se geraria em Portugal se todos os enfermeiros se unissem uma vez na vida e fizessem uma paralisação total. Estão todos a imaginar os serviços de urgência a rebentar pelas costuras e a prestarem apenas os cuidados mínimos emergentes? Estão a ver os blocos operatórios todos a operarem apenas as emergências apesar das intermináveis listas de espera? Estão a ver os serviços de internamento completamente atulhados, a cheirarem nauseabundamente sem poderem admitir mais doentes os quais ficariam retidos nas urgências que por sua vez ficariam imediatamente sem macas e sem espaço para mais ninguém até ao ponto que já ninguém conseguiria passar as portas da admissão para dentro? E já pensaram no protesto que a população civil faria perante o governo? O Serviço Nacional de saúde entraria imediatamente em rotura, entraríamos imediatamente numa situação insuportável e incontornável, restando ao governo uma única solução, ceder a ás exigências feitas pela Classe de Enfermagem.
Penso que agora está claro para todos que se quisermos sair da “arrastadeira onde nos meteram e nos defecaram em cima” só haverá uma forma: Uma Aliança entre todos os enfermeiros fazendo uma GREVE POR TEMPO INDETERMINADO até o governo ceder à proposta que lhe for apresentada pela supracitada classe. Mas uma carreira decente para todos nós caros colegas. Eu tenho uma delineada que vos darei a conhecer futuramente caso estejam interessados em lutar ao meu lado. Uma carreira que mesmo aqueles que à partida não poderiam subir mais nada pela antiga carreira ainda poderão subir e ganhar mais uns bons belos euros, os quais por sua vez irão ter um grande impacto quando os colegas forem aposentados.
Uma única vez na vida vamos todos remar para o mesmo lado Senhores Enfermeiros. UNAM-SE, ASSOCIEM-SE, UNIFIQUEM-SE, REVOLTEM-SE contra o que nos têm feito. Deixem de se acobardar perante a pressão dos vossos chefes e dos vossos directores. ACREDITEM na nossa FORÇA pois todos unidos será impossível vencerem-nos. Eu acredito em vocês. Há por ai quem se ria de nós e diga que os enfermeiros são demasiado cobardes e medrosos para fazer uma coisa desta dimensão, mas seguidamente também dizem que se tivessem coragem para o fazer criariam imediatamente uma situação incontornável no país á qual o governo seria obrigado a ceder. Basta metade de nós ter coragem para o fazer. Mas eu acredito que serão todos a fazê-lo e não apenas metade. Façamos todos unidos, o 25 de Abril da Enfermagem.
É para uma GREVE POR TEMPO INDETERMINADO que eu apelo a todos os enfermeiros. Até aqui apenas têm sido feitas greves politicas da função pública e da frente comum dos sindicatos, ou seja, no final de contas apenas temos feito greves em proveito de outras classes profissionais. Agora greves exclusivas da classe de enfermagem quantas foram feitas na última década meus amigos? Nem vê-las e é por isso que este país nos tem torturado constantemente. Portanto está encontrada a solução para o problema da enfermagem e a um pequeno passo de ser posta em prática, mas para isso necessito da colaboração e união de todos vocês!"
Caros Colegas, retirem as vossas conclusões. Façam um exercício introspectivo e comentem em consciência.
Absens heres non erit - Não há ausentes sem culpa nem presentes sem desculpa
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
Inimici sui amicum nemo in amicitia sumit. (*)

A Ordem dos Enfermeiros congratula-se com compreensão, por parte dos colegas, da problemática que tais atitudes envolvem para a profissão e com o trabalho desenvolvido pelos Presidentes das Secções Regionais da Ordem dos Enfermeiros, nomeadamente das Secções Regionais do Centro e do Sul, na sensibilização dos colegas para esta matéria.
2) Está a Ordem dos Enfermeiros a elaborar um dossiê com as informações de que tem conhecimento, bem como sobre irregularidades verificadas em farmácias, para preparar a sua intervenção.
3) Está ao dispor de todos os membros, NA ÁREA RESERVADA DO SITE, o parecer nº 60/2008 do Conselho de Enfermagem, subordinado ao tema «ORIENTAÇÕES TÉCNICAS PARA A VACINAÇÃO EM SECTOR PRIVADO».
4) Será divulgada informação aos membros sobre o resultado da reunião que se realizará a 23 de Outubro com a Ordem dos Farmacêuticos.
Fonte: Ordem dos Enfermeiros (Link)
O Sala-de-Enfermagem aplaude de pé.
(*)-Não pode ser meu amigo o amigo de meu inimigo.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
1.º Grande Arraial na Farmácia Alfredo (com música a combinar...esse som no máximo!)
Okay, a música é boa...mas tentem ler o artigo...vá lá...
Como se não bastassem os últimos avanços por parte de profissionais de áreas distintas, como os farmacêuticos, eis que chega ao correio electrónico de um dos redactores o seguinte anúncio:
Curso de Formação: Auxiliar de Geriatria
Instituto de Ciências da Saúde do Porto
Área de formação: Saúde
Modalidade: Presencial
Distrito: Porto
Preço: 500,00 €
Data Inicio: quinta-feira, 13 de Março de 2008
Duração: 4 meses
Horário: Laboral e Pós Laboral
Local: Rua Júlio Dinis, 748 - 7º andar - 4050-012 Porto (ao Parque Itália)
Número de horas: 100 horas
Objectivos: O curso tem como objectivo dotar os formandos dos conhecimentos e das competências técnicas necessárias para apoiar idosos em instituições ou no seu domicílio.
Programa: Os serviços de prestação de cuidados a idosos (lar de terceira idade;centro de dia,apoio domiciliário) Saúde e cuidados básicos no idoso (Higiene, Alimentação e nutrição do idoso Administração de medicamentos, Incontinência, Úlceras por pressão: prevenção e tratamento, Reabilitação), Gerontologia (Psicologia do idoso,Problemas neurológicos nos idosos,O idoso no confronto com a morte,Como auxiliar os processos de luto no idoso,a importância da reciclagem dos papéis de vida) Promover a qualidade de vida do idoso (Terapia ocupacional,Animação sócio-cultural com idosos) O apoio ao cuidador (Auxiliar o cuidador nos cuidados básicos a ter com o idoso, O apoio psicológico ao cuidador em caso de doença grave ou morte do idoso.
Para quê mais médicos e enfermeiros?
Farmácias vão prestar primeiros socorros:
Os farmacêuticos vão passar a assistir doentes através de cuidados de suporte básico de vida – oxigenar alguém com um ataque de asma ou fazer manobras de reanimação a um diabético com hipoglicemia. A lei permite, a Ordem dos Farmacêuticos (OF) aproveita. E fez um acordo com a Cruz Vermelha Portuguesa para formar os profissionais.
José Mário Miranda, membro da direcção da OF, explica que as farmácias aderentes vão ter um símbolo a identificar que ali se prestam, gratuitamente, cuidados deste tipo.
Nós, por cá, gostamos em especial desta notícia. Aliás, aplaudimos de pé. E que tal fechar todos os hospitais? Na compra de duas caixas de Valium oferecemos uma reanimação pós-tentativa de suicídio! Ou na compra de um Vibrocil Gotas Nasais oferecemos uma hora de oxigénio totalmente grátis?
E quem é o responsável pelos cuidados? O senhor Alfredo da farmácia, ajudante técnico de profissão, mas muito simpático! Sim porque o sôtor não está. Está nas Maldivas a gozar os rendimentos provenientes da cartelização e venda de drogas (lícitas...mas drogas). Em breve vai poder fazer a sua cirurgia LASIK(TM) numa farmácia perto de si, a sua trombólise numa farmácia perto de si, a sua Colangiopacreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) numa farmácia perto de si....e a questão que se põe é:
Para quê manter hospitais abertos?
(No Sala de Enfermagem...lamentamos a música...vai um pézinho de dança?)
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Férias Super "Calientes" (com música a combinar)
"Os 14 médicos do Uruguai que o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) contratou no início de Julho ainda não podem trabalhar em Portugal por não estarem inscritos na Ordem dos Médicos"
Ler notícia aqui.
Ups. Então os senhores auferem 3000 euros mensais e não podem trabalhar...ah, já percebi, são férias remuneradas! Viva o luxo, quem pode, pode. Só falta mesmo usarem uma VMER para ir às compras...com umas luzes por baixo e tal...
A Sala-de-Enfermagem fica estupefacta!
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
Quem dá mais? 12.º Ano ou Licenciatura?

AVISO
1. Para os devidos efeitos, faz-se público que o Hospital de Santo Espírito de Angra do Heroísmo, E.P.E. pretende recrutar, em regime de contrato de trabalho a termo resolutivo certo, pelo período de seis meses, renovável, ao abrigo da alínea f) do nº 2 do artigo 129º do Código do Trabalho, 34 indivíduos para desempenhar as funções correspondentes à categoria profissional de enfermeiro, com uma carga horária semanal de 40 horas.
2. Remuneração ilíquida mensal: 1.132,93 €, a que acrescerá o montante diário de 4,11 € de subsídio de refeição.
3. É requisito de admissão possuir o título profissional de enfermeiro.
4. Os candidatos deverão ter disponibilidade para trabalhar por turnos.
5. O método de selecção a utilizar é a avaliação curricular que poderá ser complementada com entrevista de selecção.
6. Os requerimentos deverão ser remetidos pelo correio - Secção de Pessoal do Hospital de Santo Espírito de Angra do Heroísmo, E.P.E., sita à Canada do Barreiro, 9701-856 Angra do Heroísmo, ou entregues, pessoalmente, no horário de expediente (dias úteis, das 8,30 às 14 horas), até ao dia 30 de Setembro de 2008.
7. Os requerimentos deverão ser devidamente acompanhados da seguinte documentação:
a) Curriculum Vitae;
b) Certificado de habilitações literárias;
c) Quaisquer outros elementos que o candidato considere relevantes para apreciação do seu mérito profissional.
Filipe Alexandre Veiga Rocha
O problema surge no momento da divulgação dos resultados...
Ora consta que, os candidatos que não enviaram o certificado de habilitações literárias exigido foram excluídos. E dizem vocês, foram e muito bem! Afinal consta do ponto 7, alínea b, o envio obrigatório do certificado de habilitações literárias!
Certo amigos leitores, no sala-de-enfermagem estamos de acordo. E, pergunta o senhor leitor, enviando o certificado de habilitações literárias, atestando a licenciatura que se obteve, já somos incluídos? Pois senhor leitor, a resposta é NÃO!
E porquê? Porque, segundo consta, era obrigatório o envio do Certificado de conclusão do 12.º Ano. No entanto, o certificado de habilitações literárias é considerado o certificado que concede o maior grau académico, e portanto o que concede o grau de LICENCIADO em Enfermagem.
Ainda assim, sabemos que para exercer a profissão de Enfermeiro em território nacional basta, apenas, a cédula profissional, uma vez que a Ordem dos Enfermeiros tem como função (para além de regulamentar a prática de enfermagem) atestar, ou não, a capacidade e as habilitações para, legalmente se ter acesso à prática profissional.
No entanto, com a boa vontade dos jovens enfermeiros, lá se vai enviando até porque, se for pedido...sob pena de exclusão, tem mesmo de ser. Mas, enviar o certificado de conclusão do 12.º ano porquê? Mistérios da saúde. Os Açores ainda são Portugal...pelo menos da última vez que vimos um mapa era...
Aqui, no sala de enfermagem, estaríamos em silêncio se constasse do aviso, para além do certificado de habilitações académicas o certificado de conclusão do Ensino Secundário. Mas a realidade é que isto não acontece...ora se me pedem para atestar o meu grau académico. Lamento meus senhores, podem querer pagar-me como licenciado, como bacharel, como Assistente Administrativo ou mesmo como lojista...mas eu sou LICENCIADO!

Segundo parecer colhido junto da Ordem dos Enfermeiros é dada razão aos jovens Enfermeiros que protestam contra mais esta injustiça. Ou devo chamar-lhe anedota?
Segundo opinião expressa no site "forum Enfermagem" pela colega Paula Gomes, as responsáveis por este júri já estão identificadas. Dá para perguntar se, ocasionalmente, se lembraram de ir ver qual o grau académico que permite (em regime normal) o acesso ao Curso de Licenciatura em Enfermagem e se, ocasionalmente, se recordaram de aclarar a noção de "habilitações académicas".
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
As Vaquinhas, um poema do Sr. Silva.

Esperamos ansiosamente a crítica acerca das ovelhinhas, cabrinhas, galinhas, patinhas, e outros animais de quinta como as porquinhas.
"Os Mú-Mús" por, Sr. Silva
Fiquei surpreendidíssimo,
Por ver como... as vacas avançavam,
Uma atrás das outras,
Se encostavam ao robot,
E, se sentiam deliciadas,
Enquanto ele...sim, enquanto ele
Durante seis, sete minutos,
lhes fazia...a ordenha.
Cogitationis nemo poenam patitur (*)

Infelizmente, há poucos profissionais de enfermagem que podem...e os que podem preferem aliar-se ao poder dos que também podem.
(*- Ninguém sofre pena pelo simples facto de pensar.)
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Bonis nocet qui malis parcet
CLIQUE PARA AUMENTAR(Fluxograma retirado de Doutor Enfermeiro)
Se julga ser importante lutar pelos direitos da população portuguesa, no que concerne à segurança, fiabilidade e confiança na imunização coloque uma destas imagens no seu blogue. Pela segurança de todos, pela segurança na vacinação!



quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Healthcare Professionals Crossing Borders
Quem estiver interessado em responder a este inquérito poderá fazê-lo em inglês ou francês.
Segundo os promotores desta iniciativa, os resultados obtidos serão uma importante ferramenta para o actual trabalho do HPCB e poderão ajudar a antever o seu desenvolvimento futuro.
No ano passado, no dia 8 de Outubro, a HPCB foi a organização responsável pela criação e implementação do Acordo de Portugal. Assinado em Lisboa, este acordo preconiza as linhas orientadoras das Entidades Reguladoras da Saúde nos países europeus. Tudo isto de uma forma voluntária.
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Plurima praestat amor, sed sacra pecunia cuncta (*)
Mesmo de pois de, no parecer emitido pela Ordem dos Enfermeiros constar que "Não devem os enfermeiros realizar acções de formação que transfiram para outros profissionais as competências da actividade profissional" e após a tomada de posição destinada à população do sentido desta não aceitar este procedimento em Farmácias que não disponham de Enfermeiros, eis que algumas colegas aceitaram colaborar com a Ordem dos Farmacêuticos na formação dos mesmos. Mesmo depois do Anúncio publicado pela Ordem dos Enfermeiros.
Apadrinhada pela Ordem dos Farmacêuticos realizar-se-à, nos próximos dias 6, 7 e 8 de Outubro, sob a tutela da Direcção Nacional da Ordem dos Farmacêuticos organiza uma das duas edições do Curso de Administração de Injectáveis. Local? No Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz, no Monte da Caparica. Este curso terá, espantem-se, 20 horas de formação. Toda uma ciência.
Módulo 1 - Relação Utente/Farmacêutico
Módulo 2 - Princípios Gerais de Assepsia
Módulo 3 - Procedimentos de Suporte Básico de Vida para Farmacêuticos
Módulo 4 - Aspectos Farmacêuticos da Prestação deste Serviço
Módulo 5 - Injecção Intramuscular
Módulo 6 - Injecção Subcutânea
Módulo 7 - Técnica de Injecção IM
Módulo 8 - Técnica da Injecção SC
Como se já não bastasse a vergonha maior de ver ENFERMEIROS a prestar formação, por uns euros, nesta venda de banha-da -cobra, vemos ainda conteúdos EXCLUSIVOS da ENFERMAGEM serem devorados por outros grupos profissionais. Falo obviamente da Assépsia, ex-libris do ensino e prática da Enfermagem Moderna.
O nome e percurso profissional das enfermeiras que se sujeitaram a leccionar neste curso estão disponíveis no blogue Doutor Enfermeiro, Aqui (Clique para Ler).
(*)-O Amor faz muito, mas o dinheiro faz mais.
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Carta Aberta

Sou Enfermeiro e foi com enorme pesar que li esta carta. Não pela atitude do jovem enfermeiro, mas sim pela realidade que ele expõe. Sei que não faz parte do propósito inicial deste blogue...peço desculpa por isso, de qualquer forma, aqui fica.
"Exmo. Senhor Ministro da Saúde Correia de Campos,
Sou uma pessoa que concluiu, este ano, a Licenciatura em Enfermagem e venho, com grande embaraço, pedir-lhe emprego.
Eu sei que é um pedido estranho mas foram pessoas que já estão a trabalhar na área que me aconselharam a fazê-lo. O que me têm vindo a dizer é que devo pedir uma “cunha”. No início desconhecia a palavra e então fui ver ao dicionário e encontrei isto: “instrumento de ferro ou madeira, para fender pedras, madeira, etc.”. Mesmo a achar estranho, fui à procura de uma mas não encontrei na minha cidade e não podia ir a outra pois os meus pais não me tinham dado dinheiro suficiente. Os meus pais, coitados, já me deram tanto dinheiro durante o curso (imagine a darem 970€/ano no mínimo, mais dinheiro alojamento, alimentação, livros, fotocópias e outras coisas) e agora para cartas, avisos de recepção, fotocópias, autenticações, etc. só para concorrer para listas de espera para trabalhar. Ai, peço desculpa pelo desabafo. Voltando à “cunha”. Como disse não encontrei nenhuma “cunha” e desisti.
Passados uns 3 meses de ter acabado o curso decidi ir trabalhar para outra coisa sem ser enfermeiro, para não pedir mais dinheiro aos meus pais. Fui, então, a um shopping na minha área de residência, ao Dolce Vita que de certeza que deve conhecer, e entrei numa loja de sapatos para crianças. Entreguei o meu curriculum vitae, onde não ocultei a minha Licenciatura em Enfermagem, a Dona da Loja disse logo “Um Enfermeiro a pedir emprego numa Sapataria, está assim tão mal?”. Após uns 3 minutos de conversa ela diz logo para começar no dia seguinte. No primeiro dia fiquei com ela em integração e em conversa ela perguntou porque não arranjava uma “cunha” para os hospitais mais perto, ao que respondi que não encontrei nada mas que o pedreiro, meu vizinho, sabia de uma loja que vendia umas. Logo a Dona começou a rir-se e então perguntei porquê tal gargalhada. Prontamente me explico que “cunha” também significa pessoa que consegue pedir a que admite os Enfermeiros nos Hospitais ou outra entidade de saúde para os colocar à frente de outros ou simplesmente lhe dar emprego.
E então pensei: como não conheço ninguém assim por que não pedir ao Ministro da Saúde, o mais indicado para esta situação e que tem o mesmo apelido que eu, para que fosse a minha “cunha”? É esse o motivo pelo qual lhe mando este e-mail a pedir-lhe emprego. Posso dizer-lhe que não tenho experiência profissional, pois os estágios académicos não contam. No entanto, posso dizer-lhe que tenho imensa experiência em Pediatria por trabalhar neste momento numa loja de calçado para crianças, em Ortopedia por que vendo sapato formativo e ortopédico e em Infecciologia por que vendemos palminhas anti-bacterianas e anti-fúngicas.
E agora você deve estar a questionar-se o porquê de ainda não ter um emprego como Enfermeiro tendo eu esta experiência toda e se me candidatei aos concursos que abriram. Eu candidatei-me mas tenho ficado em 300º lugar ou em outros em 1000º lugar. E com poucas vagas (eu compreendo que você tem uma cota definida para meter “cunha”) é difícil ficar com um emprego. Eu penso que fico com esta classificação porque a maioria têm mais experiência em Sapataria, Bares, McDonald’s, entre outras coisas do que eu. O facto de concorrem muitos Enfermeiros penso que se deve ao facto de ainda pensarem que “cunha” significa “instrumento de ferro ou madeira, para fender pedras, madeira, etc.”.
Sem mais nenhum assunto termino este e-mail pois quero chegar cedo à passagem de turno da loja. E ainda tenho muitas coisas para fazer hoje, pois em um mês sou como um gerente da loja, disse a Dona da Loja que tinha excelente capacidades e que os serviços de saúde perdiam muitos em não me ter. O mesmo dizem os Clientes, a quem faço questão de dizer que sou Enfermeiro pois sei lá se qualquer diz não aparece na loja um parente seu e me ajude.
E deixo-o, então, com este meu pedido e rezo, agarrado à “cunha” de metal que comprei com o meu primeiro ordenado na loja, que me consiga algo urgentemente.
Cumprimentos,
Um Enfermeiro perto de si"
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Greve (II)
A actual situação da Saúde não é, de todo isolada. Vivemos num país trespassado por uma aura de secretismo e ocultismo atroz, onde apenas uma minoria tem acesso à informação, à admissão, à opinião, numa espécie de herança genealógica. Uma maçonaria de amigos, filhos, primos, enteados, afilhados e protegidos. Um país onde se cortam as árvores apenas para que não façam sombra aos arbustos, como escreveu Luís de Sttau Monteiro na peça “Felizmente há Luar!”.
A cartelização da saúde levou a que, socialmente, a Enfermagem e o processo de admissão se tornassem em anedotas contadas ao domingo no churrasco dos Conselhos de Administração, aos feriados no jantar de convívio dos Secretários de Estado da Saúde e durante toda a semana nos banquetes reservados do Executivo.
A comunidade de Enfermagem junta-se hoje, em dia de greve em frente ao Ministério da Saúde. A representatividade será a que se irá ver, mas pede-se mais. Pede-se que todos unam forças. Pede-se que se lute de punho erguido, em voz alta, mas pede-se também que seja transversal. Do Enfermeiro de Cuidados Gerais, ao Enfermeiro Especialista, do jovem ao mais experiente, do Enfermeiro de nível 1 ao Enfermeiro Director.
Aos senhores Enfermeiros com mais experiência, relembrem-se que esta é uma luta de TODOS e que, mesmo que perto da aposentação, os jovens precisam de ajuda nesta luta. O desemprego destrói uma profissão e, mais que isso, diminui a sua cotação económica e social. Lutem pela profissão que exercem, pela continuidade dela e pela continuidade dos seus profissionais que, mais não fazem senão manter o vosso legado vivo. É certo que a vós se devem muitas das conquistas que hoje são consideradas dados adquiridos, lutemos um pouco mais. Todos os jovens Enfermeiros e estudantes de Enfermagem deste país têm os olhos postos em vós e esperam um sinal aprovação.
Aos jovens Enfermeiros, avizinha-se um período duro, de luta, de perseverança. Lutem pela profissão que vos enche por dentro, que vos fez estudar, perder horas de sono e crescer como Seres Humanos. São vocês o futuro da profissão que escolheram, A Enfermagem. Lutem por uma profissão dignificada e não pela dignidade, pois essa, mesmo que esquecida por vezes, nunca nos abandonou.
Estamos em greve senhores Enfermeiros, mostremos a garra que nos une.
Notícias:
JN: Adesão de 100% nos Hospitais de São José, Curry Cabral, Dona Estefânea, Capuchos e INEM (Clique para ler).
DN: Adesão dos enfermeiros à greve superou os 70% (Clique para ler).
Público: Saúde das pessoas não fica em risco com greve dos enfermeiros, garante ministra (Clique para ler).
Idem: Greve da função pública: hospitais, comboios e recolha de lixo são dos sectores mais afectados (Clique para ler).
CM: Greve afecta Hospitais (Clique para ler).
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Muitos hospitais e centros de saúde sem enfermeiros.
provocou um "impacto indesejado nos cidadãos". "De facto, esta greve está a traduzir-se em algum impacto indesejado para os cidadãos [porque] a generalidade dos blocos operatórios está a funcionar apenas com as urgências". Em "muitos centros de saúde (...) não existem enfermeiros" a trabalhar, disse José Carlos Martins em conferência de imprensa à porta do Hospital de São José, em Lisboa."
Desctaca-se ainda a elevada taxa de adesão à greve no que diz respeito aos colegas dos Cuidados de Saúde Primários, "...há uma elevadíssima adesão da parte dos colegas dos cuidados primários que é, diga-se, onde existe o maior número de enfermeiros a contrato a quem a senhora ministra diz que lhes vai prorrogar o contrato", salientou o coordenador do SEP. Para José Carlos Martins, este tipo de adesão à greve demonstra que "está bem claro para os enfermeiros que a prorrogação dos contratos não é uma solução, é um remendo", porque a solução "é efectivar".Contactado pela Agência Lusa, o Ministério da Saúde recusou avançar dados relativos à paralisação.
Apesar de não ter ainda dados definitivos sobre os números de adesão a esta greve, que começou esta terça-feira e se prolonga por quarta-feira, o dirigente sindical disse ao Jornal de Notícias não ter dúvidas de que os números rondarão entre os 60 a 80%, justificando que mesmo nos hospitais onde a média global de adesão é baixa, há serviços que ficaram completamente desfalcados de enfermeiros
Para José Carlos Martins, "se a senhora ministra da Saúde ainda não compreendia a greve, no decurso das primeiras horas da manhã passou a compreende-la".As reivindicações, como explicou o sindicalista, passam pela admissão de mais enfermeiros, efectivação de contratos a cerca de cinco mil profissionais, melhores salários aos mais competentes, "nomeadamente os especialistas", numa carreira profissional que enquadre, do ponto de vista salarial, os enfermeiros de acordo com a licenciatura que detêm.
Segundo a RTP "Os serviços mínimos foram garantidos no Hospital de São José e as consultas externas foram os serviços menos afectados. Fonte hospitalar referiu [à RTP] que a adesão foi de 74 por cento.
Aderiram à greve 350 dos 660 enfermeiros escalados no Hospital de Santa Maria. Alguns serviços do maior hospital de Lisboa funcionaram com normalidade, mas noutros, como o bloco operatório, foi registada uma adesão de 80 por cento."
Notícias relacionadas:
RTP: Ministra da Saúde critica Greve dos Enfermeiros (clique para ver).
RTP: Enfermeiros iniciam greve de dois dias (clique para ver).
RTP: Enfermeiros entraram em greve (clique para ver).
Omnia si perdas, famam servare memento
Seria de esperar que, após a recente vitória acerca do debatido Modelo de Desenvolvimento Profissional, os ânimos reivindicativos esmorecessem e os Sindicatos arrumassem as bandeiras. Esta é, obviamente, a visão institucional. Será então lógico que, depois de Dezembro do presente ano (data de apresentação em Conselho de Ministros da proposta) a situação se irá, de imediato, inverter? A resposta do Sala de
No que toca à admissão, por exemplo, o que passa actualmente é gritante. Jovens Enfermeiros, formados com verba oriunda da Administração Pública, acumulam-se nos bancos dos Centros de Emprego. São licenciados, representam a entrada com médias ainda elevadas (à quatro anos atrás) e, passivamente, esperam a integração nas instituições. Mas…nem todos. As entradas veladas sucedem-se uma após a outra e acontecem frequentemente com Enfermeiros oriundos de Escolas privadas. Estes, não raras vezes, são admitidos nas instituições através do referido sistema velado que nada abona a favor da imagem da Enfermagem moderna. Em detrimento dos Enfermeiros oriundos de Escolas públicas, com médias de acesso mais altas e, portanto, com maior motivação, maior investimento intelectual prévio e, eventualmente, com maior capital intuitivo. Jobs for the Boys, onde é que eu já ouvi isto? Presumo que seja no mesmo país onde a média de acesso não é importante, excepto se for num concurso público. E mesmo assim, apenas se corresponder aos critérios apertados, criados de forma a seleccionar, de forma dirigida, o futuro profissional. Este modus operandi prático, mas flagrante, constitui a forma de aumentar o ângulo em relação ao solo mantendo, ainda assim, menos de 90º. A Física da empregabilidade é semelhante à Física espacial, depende do ponto de vista e das interacções.
Este problema nasce da incapacidade de absorção, por parte do mercado de emprego, de todos (ou da maior parte) dos licenciados em Enfermagem. Estará o defeito do lado do Ministério da Ciência e Ensino Superior, que forma em larga escala, ou do lado do Ministério da Saúde, cujas políticas economicistas restringem o acesso dos profissionais ao mercado de trabalho? Ou ainda, de sucessivos erros administrativos que levaram a uma exaustão económica que levou a uma má distribuição dos recursos?
Na opinião que me concedem o erro está, infelizmente, numa combinação destes factores com uma inércia social generalizada. Vivemos num país de brandos costumes, e os costumes brandos não são brandos com quem os apregoa. A senhora Ministra da Saúde não compreende a Greve. Quanto a nós, Enfermeiros e redactores deste blogue, não compreendemos como é que, correndo tudo de feição, os problemas se continuam a amontoar no Sistema Nacional de Saúde. Omnia si perdas, famam servare memento, citação latina para "Perca-se tudo, menos a honra", lutemos para que isso não ocorra.
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Greve Nacional de Enfermeiros






