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domingo, 22 de fevereiro de 2009

Correia de Campos...outra vez...

O nosso caro ex-ministro da saúde gosta de pérolas. Em especial das pérolas da oralidade, pelo menos tem-nos habituado a protagonizar algumas.


Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra e mestrado em Saúde Pública pela Universidade Johns Hopkins, demonstra pouca sensibilidade no que toca a assuntos tão polémicos como a empregabilidade dos profissionais formados em Portugal, a economia no ensino e, como muitos defendem não reconhece um sistema nacional de saúde, preferindo um sistema liberal como o adoptado nos EUA.


Durante o seu mandato, interrompido bruscamente (para bem do SNS), foi dissertando longamente acerca de temáticas que, claramente, dominava de forma deficitária. Do abre e fecha de serviços de urgência, ao abre e fecha de maternidades, passando pela contestação popular (que acabou no afastamento de Correia de Campos como ministro), ficou bem clara a intenção popular de terminar o nefasto capítulo. Mas, aparentemente, Correia de Campos não compreendeu o sinal para se afastar das luzes da ribalta. Continua a aparecer com frequência, a escrever com mais frequência ainda e a afirmar algumas...incongruências.


A última, publicada amplamente nos meios de comunicação social (ler exemplo aqui), dá conta de uma opinião no mínimo duvidosa. Correia de Campos refere que o "Estado não tem de privilegiar o acesso ao primeiro emprego a enfermeiros". Claro que não senhor advogado. Aliás o Estado deve efectivamente gastar tempo, recursos humanos e recursos económicos na formação de profissionais qualificados que servem apenas para engrossar as fileiras nos Centros de Emprego de todo o país. Chama-se a isto um investimento bem feito.

De forma gradualmente mais confiante (deram-lhe tempo...) analisou ainda o caso dos Enfermeiros quando comparado com os Psicólogos dizendo "Por que é que eu hei-de ser exigente com o emprego dos enfermeiros e não hei-de ser igualmente exigente com o emprego dos psicólogos? Temos muitos mais psicólogos desempregados do que felizmente temos enfermeiros!". Senhor Ex-ministro, actualmente comentador político na área da saúde e afins, o problema é precisamente esse. Em breve, dado o elevado número de Licenciados em Enfermagem, não demorará muito até que a gravidade da situação não só seja igual como até piore! E quando a realidade assistencial demonstra, em especial no litoral e no interior profundo, que existe uma gritante falta de profissionais de Enfermagem, não será estranho falar-se em desemprego? Não será estranho ser comparado com uma classe profissional, os psicólogos, onde existe um manifesto excesso de profissionais? Até os rácios da OCDE, aqui tão contestados, demonstram isto. Ah, mas vendo bem, pedimos desculpa. Afinal esta é a postura tão portuguesa do "Vocês estão mal? E aqueles ali? Vá, comam o vosso pão duro que há quem nem pão tenha!". É muito tradicional o Ex-ministro Correia de Campos.


Mas a miríade de eflúvios não termina. Correia de Campos, fazendo fintas à audiência, refere acalmando os ânimos que afinal a empregrabilidade dos Enfermeiros é um problema ultrapassado uma vez que nomeadamente nas novas áreas do Serviço Nacional de Saúde como a dos cuidados continuados onde, disse, vão existir "centenas, milhares de camas" na procriação medicamente assistida ou nos cuidados de saúde oral. "São áreas que vão, certamente, abrir espaço para a colocação de enfermeiros". Cá estamos nós para verificar, como especialista deve saber do que fala. Centenas de milhares de camas resolviam muitos problemas. Para já a sobrelotação das instituições do SNS...


Por fim, resta aos profissionais de Enfermagem no desemprego, agradecer ao Ex-ministro o seguinte conselho: Correia de Campos disse ainda que existem "imensas possibilidades" de emprego noutros países: "Há instituições inglesas que vêm buscar a Portugal centenas de enfermeiros por ano." Correia de Campos, mantendo a postura visionaria que caracterizou o seu mandato regressa aqui à ideia peregrina de investir para formar e depois exportar o ganho intelectual para outros países. Será da opinião que todos os trabalhadores intelectuais devem abandonar o país, migrando para super potências internacionais? Aqui , no Sala de Enfermagem, não queremos acreditar nisso, mas...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Aqui não se fazem greves de brincar.


Já chega de apoiar o sindicalismo corporativista do "arranja um papel a dizer que és delegado sindical e, no dia da greve, argumentas actividade sindical".

Caros colegas, a função da greve é, pontualmente, encetar uma jornada de luta por algum direito que se considere legalmente mal atribuído ou mesmo sem atribuição. Destaco o pontualmente. A função da greve é causar o incómodo, é ser mediático e difundido. A realidade é lamentável, já NINGUÉM tem paciência para as greves levadas a cabo por Enfermeiros... Em breve nem a atenção dos sedentos meios de comunicação teremos! Chega de greves de brincar.

A vulgarização e massificação foi um dos maiores erros da Enfermagem portuguesa...bastando para isso observar o número de licenciados que, anualmente, se produzem. Em série, em massa, como numa linha de montagem. Será esse o erro dos Enfermeiros? Não saber quando parar e direccionar a luta noutro sentido?

Até à proxima greve, algures daqui a dois ou três meses. Suspeito que não será dificil elaborar os manifestos...no fundo, as reivindicações não mudam...é pena. Da nossa parte fica a promessa... Se a greve for realista, inteligente, maciça e organizada...Estaremos na linha da frente. Até lá, chega de marasmos.

Destaco a leitura do artigo publicado no CM, dia 16 de Fevereiro, na íntegra: CLIQUE AQUI.


segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Estou?Estou...?ESTOU!?...Olha...isto paga-se na mesma?

"Das 02h00 até perto das 07h00 da madrugada de sábado para domingo a Linha Saúde 24 esteve sem conseguir atender chamadas, fazer triagem de doentes ou referenciar casos para as unidades de saúde. Um utente podia ligar, mas o telefonema não era atendido, apesar de lhe ser cobrado o habitual custo da chamada local."

Na origem das falhas esteve a actualização do sistema informático, que obrigou ao corte das linhas telefónicas durante uma parte da noite e depois impediu que os enfermeiros conseguissem aceder ao programa informático que faz o despiste das situações e permite o aconselhamento dos utentes sobre o que fazer em caso de doença. As chamadas começaram depois a ser atendidas via central do Porto, mas sempre sem o acesso ao sistema de triagem. O problema ficou solucionado perto das 07h00, mas a comunicação com as unidades de saúde (hospitais e centros de saúde) através de fax só ficou operacional por volta das 10h00.

Esta actualização já estava prevista, mas não foi informada aos utentes da linha, apenas aos funcionários que estavam de turno. E, como o sistema esteve inoperacional, é impossível perceber quantas chamadas se perdeu. Mas, ao que o CM apurou, a linha de atendimento recebeu dois casos de emergências que tiveram de ser encaminhados para o INEM através de chamadas manuais dos enfermeiros que estavam a trabalhar, mas sem que fosse possível enviar dados clínicos sobre os doentes. Houve também um caso de perigo de intoxicação que não foi possível transferir para o Centro de Informação Anti-Venenos (CIAV) do INEM e o operador foi obrigado a fornecer o número de telefone ao utente para ele próprio ligar.

Contactado pelo CM, o responsável da Direcção-Geral da Saúde pelo acompanhamento da Linha, Sérgio Gomes, afirmou apenas ter conhecimento de que haveria uma actualização do sistema, mas remeteu mais esclarecimentos para a entidade gestora. O nosso jornal tentou contactar o responsável pela LCS, mas tal não foi possível até ao fecho desta edição.


SUSPENSA ENFERMEIRA VOZ DA LINHA

"Bem-vindo à Saúde 24. Por questões de segurança os seus dados pessoais serão registados. Por favor, não desligue. Obrigado." A voz da mensagem que se ouve sempre que alguém liga para o 808 24 24 24 é a da enfermeira suspensa na passada semana pelo conselho de administração da Linha Saúde 24. Ana Rita Cavaco é um dos oito supervisores que denunciaram problemas no serviço e a primeira subscritora da carta enviada à ministra da Saúde, Ana Jorge. Na 5ª feira, a administração da LCS comunicou-lhe que estava suspensa e que a sua presença é considerada "inconveniente nas instalações da empresa". Foi-lhe aberto um processo disciplinar, apesar de não ter sido comunicada nota de culpa (razão para o processo). A situação aumentou o clima de mal-estar na equipa que assegura o serviço.


DENÚNCIA

Numa carta enviada a Ana Jorge, oito supervisores do serviço alertam para o caos organizativo.

REACÇÃO

A ministra Ana Jorge pede à Direcção-Geral da Saúde que analise as denúncias. Esta avaliação está em curso. A empresa LCS rejeita as acusações e paga anúncio nos jornais onde defende que as denúncias se explicam pelo facto de os enfermeiros quererem "manter o pluriemprego e conveniências pessoais".

INVESTIGAÇÃO

A Ordem dos Enfermeiros está também a analisar este caso.

Fonte:CM, ler Aqui. (Clique para ler)


Opinião da Ministra, Dr.ª Ana Jorge,

«A Ministra da Saúde recusou comentar esta segunda-feira a falha de funcionamento da Linha Saúde 24 durante a madrugada de sábado para domingo, que o 'Correio da Manhã' noticiou. Ana Jorge remeteu-se ao silêncio por estar ainda a aguardar os “resultados” de uma reunião entre a Direcção de Saúde e a empresa gestora do serviço.

A Ministra da Saúde ressalvou, no entanto, o bom funcionamento deste serviço de um modo geral: “A Linha Saúde 24 tem vindo a desempenhar um bom trabalho de resposta à população e esperamos que não se repita aquilo que possa ter acontecido”.

Ana Jorge revelou ainda estar também a acompanhar as situações de “falha” no atendimento telefónico do Instituto nacional de Emergência Médica (INEM), garantindo que são apenas “casos pontuais”.

A reunião entre a Direcção-geral de Saúde e a empresa gestora da Linha Saúde 24 decorreu esta manhã, mas a Ministra da Saúde diz que não sabe quando vai ter os resultados da mesma.»


Fonte: CM, ler Aqui.(clique para ler)

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Infecção por HPV...Questões principais.

O cancro do colo do útero tem uma incidência muito alta em Portugal no contexto da Europa dos quinze. Tal facto é consequência da ausência de programas de rastreio organizados em todo o país. A região centro tem um programa em curso desde 1990, por isso apresenta uma taxa de incidência muito mais baixa que o resto do país.


A história natural deste cancro é bem conhecida. O principal responsável é o vírus do papiloma humano de alto risco (HPV). Numa 1ª fase o vírus infecta as células do colo do útero e depois, perante determinadas condições, transforma-as progressivamente numa célula cancerosa. Na maior parte dos casos, esta evolução acontece sem qualquer sintoma, sem qualquer sinal.

As infecções pelo HPV são a doença sexualmente transmissível mais frequente na Europa. Em mulheres sexualmente activas, alguns estudos demonstram uma prevalência de 70%, o que é muito elucidativo da facilidade com que transmite. Não são necessários comportamentos considerados de risco para que uma mulher possa entrar em contacto com o vírus e adquirir a infecção.

O vírus propaga-se com extrema facilidade através das relações sexuais, mas não é indispensável que haja penetração, basta um contacto da zona genital com o vírus. A infecção, por si só não representa uma ameaça grave, na medida em que na maior parte dos casos (95%) é debelada pelas defesas naturais, sem consequências.


O problema está, que não é possível distinguir à partida os 5% em que corre mal. Por isso é fundamental a prevenção com a vacina e o rastreio. Em Portugal te-mos cerca de 2.850.000 mulheres

que deviam fazer regularmente um rastreio com citologia. Destas 20 a 30% fazem citologias todos os anos, às vezes mais de uma vez por ano.

As restantes nunca o fizeram ou fazem-no erraticamente, sem método, sem rigor! É sobretudo neste grupo que vamos encontrar os cerca de 960 novos casos de cancro invasivo que diagnosticamos todos os anos. Destas cerca de 360 vão morrer, porque a doença é detectada numa fase tão avançada, que a cura não é possível! No programa de rastreio da região centro 90% das mulheres com cancro invasivo do colo não fazem uma citologia há mais de 5 anos!


Uma nova e promissora expectativa foi aberta com o advento da vacina. Duas estão disponíveis nas farmácias. Ambas protegem contra o HPV 16 e 18, que são responsáveis por cerca de 75% dos casos de cancro do colo do útero. Uma delas é quadrivalente, porque protege também contra o HPV 6 e 11, que é responsável por 90% dos condilomas genitais e pode proporcionar outros benefícios potenciais diminuindo a frequência de lesões pré-cancerosas genitais e doenças graves da laringe. O Ministério da Saúde decidiu incluir a vacina no plano nacional de vacinação, tornando-a de uso universal e gratuita para toda a população envolvida: jovens com 13 anos em 2008; jovens com 13 e 17 anos em 2009, 2010 e 2011, seguindo-se então só as adolescentes com 13 anos.


Seja como for, importa salientar que a vacina não cobre todas as hipóteses. Para as vacinadas e não vacinadas o rastreio é indispensável.

Dr. Daniel Pereira da Silva, Director do Serviço de Ginecologia, IPO Coimbra.



É realmente eficaz?

O valor da actual vacina contra o HPV não pode ser subestimado e deveria ser considerado de acordo com as recomendações do FDA e CDC ou seja : crianças e mulheres até 26 anos de idade devem receber a vacina em 3 doses nos meses 0, 2 e 6.

Em mulheres com 21 anos ou mais, um teste de papanicolau deve ser realizado antes de se administrar a vacina. A vacina contra o HPV não substitui a necessidade de se utilizar outros meios preventivos tais como o Papanicolau. Em mulheres que planeiam se abster de sexo, ou que possuem apenas um parceiro sexual há uma redução dramática do risco de infecção com o HPV de tipos 16/18 e 6/11 tornando o uso da vacina nestes casos menos valiosa.

(Obstet Gynecol 2006 Jan;107(1):18-27: Eficácia da vacina contra o vírus do papiloma humano tipo 16 para prevenir a neoplasia intraepiltelial cervical:um teste aleatório controlado.Mao C, Koutsky LA, Ault KA, Wheeler CM, Brown DR, Wiley DJ, Alvarez FB, Bautista OM, Jansen KU, Barr E. Departamento de Obstetrícia e Ginecologia, University of Washington, Seattle, Washington 98104-2499, USA.)




Confere protecção imunitária durante qua
nto tempo?

"A vacina de partículas similares do vírus do HPV16 L1 oferece protecção de alto nível contra infecções persistentes pelo HPV16 e contra NIC 2-3 relacionadas com o HPV16 por pelo menos 3, 5 anos após a imunização. A administração de vacinas de partículas similares do vírus do HPV16 L1 que atacam o vírus do HPV16 tem probabilidade de reduzir o risco de cancro cervical."

(Gynecol Obstet Fertil 2006 Mar;34(3):189-201. Prevenção do câncer cervical: o impacto da vacina contra o HPV. Monsonego J. Institut A.-Fournier, 174, rue de Courcelles, 75017 Paris, France.)



O Sala-de-Enfermagem, disponibiliza esclarecimentos adicionais acerca desta temática. Coloquem as vossas questões e dúvidas. Seja, ou não, profissional de saúde. Disponibilizamos ainda o poster acerca do HPV, distribuído pelo governo brasileiro, numa tentativa de diminuir as taxas de infecção.

(clique na imagem para abrir)




quarta-feira, 22 de outubro de 2008

1.º Grande Arraial na Farmácia Alfredo (com música a combinar...esse som no máximo!)



(imagem humorística original, toda e qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência)

Okay, a música é boa...mas tentem ler o artigo...vá lá...

Como se não bastassem os últimos avanços por parte de profissionais de áreas distintas, como os farmacêuticos, eis que chega ao correio electrónico de um dos redactores o seguinte anúncio:

Curso de Formação: Auxiliar de Geriatria
Instituto de Ciências da Saúde do Porto
Área de formação: Saúde
Modalidade: Presencial

Distrito: Porto

Preço: 500,00 €

Data Inicio: quinta-feira, 13 de Março de 2008
Duração: 4 meses
Horário: Laboral e Pós Laboral
Local: Rua Júlio Dinis, 748 - 7º andar - 4050-012 Porto (ao Parque Itália)
Número de horas: 100 horas
Objectivos: O curso tem como objectivo dotar os formandos dos conhecimentos e das competências técnicas necessárias para apoiar idosos em instituições ou no seu domicílio.
Programa: Os serviços de prestação de cuidados a idosos (lar de terceira idade;centro de dia,apoio domiciliário) Saúde e cuidados básicos no idoso (Higiene, Alimentação e nutrição do idoso Administração de medicamentos, Incontinência, Úlceras por pressão: prevenção e tratamento, Reabilitação), Gerontologia (Psicologia do idoso,Problemas neurológicos nos idosos,O idoso no confronto com a morte,Como auxiliar os processos de luto no idoso,a importância da reciclagem dos papéis de vida) Promover a qualidade de vida do idoso (Terapia ocupacional,Animação sócio-cultural com idosos) O apoio ao cuidador (Auxiliar o cuidador nos cuidados básicos a ter com o idoso, O apoio psicológico ao cuidador em caso de doença grave ou morte do idoso.


Se não questionamos a pertinência do ponto prevenção, o mesmo não acontece com o ponto tratamento. A menos que, ridiculamente, se limite a "chamar o enfermeiro". É mais um episódio da novela "Enfermeiros? Para quê?". Uma vez que vivemos num país pejado de "super-farmacêuticos-que-sabem-e-fazem-tudo-menos-neurocirurgia-e-transplantes" e, mais recentemente, de "auxiliares-de-geriatria-responsáveis-pela-reabilitação-e-especialistas-em-tratamento-de-feridas" a questão que se impõe é:


Para quê mais médicos e enfermeiros?

Surpreendentemente:

Farmácias vão prestar primeiros socorros:
Os farmacêuticos vão passar a assistir doentes através de cuidados de suporte básico de vida – oxigenar alguém com um ataque de asma ou fazer manobras de reanimação a um diabético com hipoglicemia. A lei permite, a Ordem dos Farmacêuticos (OF) aproveita. E fez um acordo com a Cruz Vermelha Portuguesa para formar os profissionais.
José Mário Miranda, membro da direcção da OF, explica que as farmácias aderentes vão ter um símbolo a identificar que ali se prestam, gratuitamente, cuidados deste tipo.

Ler notícia completa aqui. (clique para ler)

Nós, por cá, gostamos em especial desta notícia. Aliás, aplaudimos de pé. E que tal fechar todos os hospitais? Na compra de duas caixas de Valium oferecemos uma reanimação pós-tentativa de suicídio! Ou na compra de um Vibrocil Gotas Nasais oferecemos uma hora de oxigénio totalmente grátis?

E quem é o responsável pelos cuidados? O senhor Alfredo da farmácia, ajudante técnico de profissão, mas muito simpático! Sim porque o sôtor não está. Está nas Maldivas a gozar os rendimentos provenientes da cartelização e venda de drogas (lícitas...mas drogas). Em breve vai poder fazer a sua cirurgia LASIK(TM) numa farmácia perto de si, a sua trombólise numa farmácia perto de si, a sua Colangiopacreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) numa farmácia perto de si....e a questão que se põe é:

Para quê manter hospitais abertos?

(No Sala de Enfermagem...lamentamos a música...vai um pézinho de dança?)

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Cogitationis nemo poenam patitur (*)


(clique na imagem para aumentar)

Este escrito foi publicado no passado dia 1 de Outubro no Jornal Destak. É lamentável quando o que está a vista não é visto por quem deve. Ou por quem pode.
Infelizmente, há poucos profissionais de enfermagem que podem...e os que podem preferem aliar-se ao poder dos que também podem.

(*- Ninguém sofre pena pelo simples facto de pensar.)

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Bonis nocet qui malis parcet

CLIQUE PARA AUMENTAR
(Fluxograma retirado de Doutor Enfermeiro)


Se julga ser importante lutar pelos direitos da população portuguesa, no que concerne à segurança, fiabilidade e confiança na imunização coloque uma destas imagens no seu blogue. Pela segurança de todos, pela segurança na vacinação!





domingo, 12 de outubro de 2008

Esclarecimento

Criou-se ultimamente um mito. Esse mito é que, por alguma razão, se deu propositadamente destaque ao "Dia dos Mundial Cuidados Paliativos" esquecendo o "Dia Mundial da Saúde Mental", realizado no passado dia 10 de Outubro.
Lamentamos imenso mas, no que concerne à Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica consideramos existir um imenso vazio.
À parca produção científica nacional, juntamos um Dia Mundial cujo tema é "o suicídio". Longe de considerarmos o tema desprovido de interesse, consideramos no entanto que este tema é uma "pescadinha de rabo na boca". A título de informação, a taxa de suicídio decresceu em Portugal.


(Método directo: população-padrão europeia)
(a) Calculada pela DGS para Portugal, incluindo Regiões Autónomas. Fonte: PNS 2004-2010, Vol. 1, pág. 60.(b) Grécia, EUROSTAT (2008). Fonte: INE (2008). Elaborado a partir de informação disponível e não publicada.

Compreendemos que seja necessário justificar as vitórias obtidas pelo Alto Comissariado da Saúde na área de Coordenação Nacional para a Saúde Mental...mas o objectivo primordial destes dias é, mais que realizar palestras e congratularmo-nos com objectivos atingidos, chamar a atenção para áreas menos favorecidas. Isto, logicamente, com o objectivo de concentrar esforços e metodologias de melhoramento. Compreendemos a decisão, é tão mais fácil falar da alegria que se sente ao atingir os objectivos, ainda mais quando a comunicação social concede um eco especial nestes dias.

Infelizmente, estas acusações provêm de leitores menos atentos, uma vez que, no dia 30 de Julho de 2008, foi publicado no Sala de Enfermagem, um artigo que versava directamente sobre a temática da Saúde Mental e Psiquiátrica. Este artigo de cariz científico incidia na temática da detecção de delirium em doentes institucionalizados e com Demência por profissionais de Enfermagem.

Ler Artigo do Dia 30 de Julho (clique aqui para abrir).

Não seria, literalmente, uma atitude paradoxal evitar o tema mas publicar artigos da área?
Seria concerteza. No entanto, e para provar que a Sala é mais vossa do que nossa, aqui está. Sempre que surjam dúvidas façam delas a vossa bandeira e emitam o vosso juízo de valor! Aqui a liberdade é uma realidade.




Cuidados Paliativos são pela vida!

Aproveitando o ensejo para, depois de obviamente lembrar que ontem foi (ver artigo em baixo) o "Dia Mundial dos Cuidados Paliativos", o Sala de Enfermagem deixa-vos um artigo excepcional,

da Autoria da Enf.ª Paula Sapeta, Professora-Coordenadora e Presidente do Conselho Científico da Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias e Membro da Direcção da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos.



Este artigo foi publicado no Jornal semanário "Reconquista"



ARTIGO COMPLETO (CLIQUE PARA LER).



No Sala de Enfermagem, aplaudimos de pé. E subscrevemos.


quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Novos Heli's do INEM para 2009.


O presidente do INEM, Abílio Gomes, afirmou ontem que os concursos para o aluguer de três helicópteros a instalar em Ourique, Macedo de Cavaleiros e Aguiar da Beira deverão ser lançados "em breve". Estes aparelhos, tripulados por enfermeiros, deverão começar "a funcionar em 2009".

Anunciados pelo Governo como reforços em troca do fecho de SAP e Urgências, os helicópteros foram questionados pelo próprio presidente doINEM. Tendo por base um estudo técnico, Abílio Gomes afirmou em Julho que "houve uma nova adaptação dos pontos de rede e os pressupostos que levaram à expectativa de novos meios aéreos já não se verificam". Ontem, o responsável disse apenas: "Em última análise, quem decide é a tutela. Nós temos a obrigação de executar o projecto da tutela."

Não é novidade...são apenas é maior número. Isto é, se a tutela deixar...

CM: Ler notícia AQUI. (clique para ler)

Imagem:Bombeiros de Portugal.

Healthcare Professionals Crossing Borders


O Healthcare Professionals Crossing Borders (HPCB) lançou um inquérito aos visitantes do seu site da internet. Trata-se de um conjunto de dez questões, disponíveis até 10 de Outubro, que pretende atestar a opinião de quem passa pelo site acerca do trabalho desenvolvido pelo HPCB e a avaliar a forma como é encarado o real papel da regulação na Europa.

Quem estiver interessado em responder a este inquérito poderá fazê-lo em inglês ou francês.

Segundo os promotores desta iniciativa, os resultados obtidos serão uma importante ferramenta para o actual trabalho do HPCB e poderão ajudar a antever o seu desenvolvimento futuro.

No ano passado, no dia 8 de Outubro, a HPCB foi a organização responsável pela criação e implementação do Acordo de Portugal. Assinado em Lisboa, este acordo preconiza as linhas orientadoras das Entidades Reguladoras da Saúde nos países europeus. Tudo isto de uma forma voluntária.


Ler todo o Acordo (clique para ler).


Ler o resumo do Acordo (clique para ler).

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Desmame Precoce – Análise dos Indicadores de Saúde em Crianças dos Zero aos Cinco Anos


Trabalho de conclusão do curso de Especialização em Saúde da Família, realizado na cidade de Laranjal do Jarí, estado do Amapá, sob orientação do professor João Farias Trindade.

Por:
Domingos de Oliveira-Enfermeiro do P.I.T.S./AP/L.J.(BR)
Luciane Alves Ribeiro-Enfermeira do P.I.T.S. /AP/L. J.(BR)


terça-feira, 30 de setembro de 2008

Muitos hospitais e centros de saúde sem enfermeiros.

Segundo o Jornal de Notícias, "A adesão dos enfermeiros à greve de dois dias, que se iniciou esta terça-feira, deixou muitos hospitais e centros de saúde sem um único profissional, garantiu o coordenador do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, admitindo que isso provocou um "impacto indesejado nos cidadãos". "De facto, esta greve está a traduzir-se em algum impacto indesejado para os cidadãos [porque] a generalidade dos blocos operatórios está a funcionar apenas com as urgências". Em "muitos centros de saúde (...) não existem enfermeiros" a trabalhar, disse José Carlos Martins em conferência de imprensa à porta do Hospital de São José, em Lisboa."Desctaca-se ainda a elevada taxa de adesão à greve no que diz respeito aos colegas dos Cuidados de Saúde Primários, "...há uma elevadíssima adesão da parte dos colegas dos cuidados primários que é, diga-se, onde existe o maior número de enfermeiros a contrato a quem a senhora ministra diz que lhes vai prorrogar o contrato", salientou o coordenador do SEP. Para José Carlos Martins, este tipo de adesão à greve demonstra que "está bem claro para os enfermeiros que a prorrogação dos contratos não é uma solução, é um remendo", porque a solução "é efectivar".


Contactado pela Agência Lusa, o Ministério da Saúde recusou avançar dados relativos à paralisação.


Apesar de não ter ainda dados definitivos sobre os números de adesão a esta greve, que começou esta terça-feira e se prolonga por quarta-feira, o dirigente sindical disse ao Jornal de Notícias não ter dúvidas de que os números rondarão entre os 60 a 80%, justificando que mesmo nos hospitais onde a média global de adesão é baixa, há serviços que ficaram completamente desfalcados de enfermeiros

Para José Carlos Martins, "se a senhora ministra da Saúde ainda não compreendia a greve, no decurso das primeiras horas da manhã passou a compreende-la".

As reivindicações, como explicou o sindicalista, passam pela admissão de mais enfermeiros, efectivação de contratos a cerca de cinco mil profissionais, melhores salários aos mais competentes, "nomeadamente os especialistas", numa carreira profissional que enquadre, do ponto de vista salarial, os enfermeiros de acordo com a licenciatura que detêm.


Segundo a RTP "Os serviços mínimos foram garantidos no Hospital de São José e as consultas externas foram os serviços menos afectados. Fonte hospitalar referiu [à RTP] que a adesão foi de 74 por cento.

Aderiram à greve 350 dos 660 enfermeiros escalados no Hospital de Santa Maria. Alguns serviços do maior hospital de Lisboa funcionaram com normalidade, mas noutros, como o bloco operatório, foi registada uma adesão de 80 por cento."



RTP: Enfermeiros entraram em greve (clique para ver).

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Qui furtim accipit, palam exsolvit(*)

A reavaliação dos exames nacionais de uma aluna do 11.º ano da Escola Secundária de Fafe transformou notas "suficientes" em notas "excelentes". Os restantes pais não se conformam e já foi pedida a intervenção do Ministério da Educação.

Pais e alunos das turmas do 11º ano, do ano lectivo transacto, da Escola Secundária de Fafe estão revoltados com a "subida astronómica" que tiveram as notas de uma aluna após pedido de recurso dos exames nacionais de Física e Química e de Biologia e Geologia. As notas transformaram-se, após o recurso da aluna, de positivas suficientes em notas de excelência.
"Na prova de Física e Química passou de 9,8 para 18,9 enquanto na prova de Biologia e Geologia a nota de 11,6 transformou-se em 19", explicou ao JN um dos vários encarregados de educação que se apresentam revoltados com esta reviravolta na classificação dos exames nacionais.

"Como é possível que um professor avalie uma prova com uma nota muito baixa e a mesma prova seja reavaliada e colocada quase com a cotação máxima?" Esta pergunta atravessa, por estes dias, a mente de vários pais e alunos que se sentem injustiçados e descriminados pelo tratamento dado a este caso.

A desconfiança dos pais é ainda reforçada pelo facto de a mãe da aluna em causa ser docente naquele estabelecimento de ensino e, segundo alegam, "há cerca de três anos" ter acontecido "o mesmo com outro filho que agora até está na universidade a cursar Medicina". São coincidências que os encarregados de educação não pretendem deixar passar em branco

Ao que o JN apurou, em causa não está apenas uma simples reavaliação dos exames mas também um hipotético atestado médico que indica que a jovem poderá sofrer de dislexia e que a leva a não responder acertadamente às questões que na sua maioria são de escolha múltipla. (!?)

Este assunto está a causar algum mal-estar na Secundária de Fafe onde, inclusive, terá estado nos últimos dias uma equipa de inspectores do Ministério da Educação. Esta informação não foi confirmada oficialmente ao JN, já que José Caetano, presidente do Conselho Executivo da escola, não quis pronunciar-se para já sobre o assunto.
Esta situação é delicada porque abrange a comunidade escolar de uma pequena cidade onde quase todos se conhecem e, por esse facto, todos negam dar a cara para a reportagem do JN. A Associação de Pais também não se quis pronunciar oficialmente sobre o caso, mas o JN apurou junto de fonte próxima que "por uma questão de equidade entre todos os alunos foi pedido, através de carta, ao Ministério da Educação e ao Juíz Presidente dos Exames Nacionais que as provas de todos os alunos do 11º ano da Secundária sejam reavaliadas".

Fonte: Jornal de Notícias
(*)- Quem o alheio veste, na praça o despe.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Semana do Humor.

Como parece que afinal o país está a saldo...ou melhor, para celebrar o início do ano político, vamos publicar humor. Humor do bom. Ou do razoável...


Hot Line (INEM - Bombeiros de Mafamude) - Gato Fedorento


Ricardo Araújo Pereira brinca com o INEM...eu fiquei claramente indignado...aliás, sabemos que em Portugal esta situação NUNCA poderia ocorrer. Para atestar esta bonita situação aqui vai uma (super espectacular) situação real:



Hot Line (INEM-Desgraça(!)) - Real....

"Está doente? Ah, então...espera uns 30 minutinhos, mais IVA...pronto, são umas 2 horinhas...pode ser? É para comer já ou levar?..."

"Está morto? Então sempre morrem pessoas?! Bolas, não me ensinaram isto!"

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Início de um novo ciclo.

Inicia-se hoje o Sala de Enfermagem, um blogue inteiramente dedicado à vivência da Enfermagem. Desde o seu ensino até à prática diária, passando pela história e também pela actualidade.
Pretende-se que este blogue inclua todas as áreas científicas existentes e por isso destacam-se algumas secções que irão sendo criadas gradualmente. A saber:


  • Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica;
  • Enfermagem de Saúde Infantil e Pediatria;
  • Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia;
  • Enfermagem Médico-Cirúrgica;
  • Enfermagem de Cuidados Paliativos;
  • Enfermagem Comunitária;
  • Anatomia;
  • Fisiologia;
  • Farmacologia;
  • Urgência e Intensivismo.


Vamos, naturalmente, incidir com mais pormenor nas áreas associadas aos temas assinalados por um asterisco(*), uma vez que me parece serem as áreas mais essenciais. De qualquer forma podem deixar o vosso contributo contactando o administrador do Sala de Enfermagem pelas formas habituais e seguir as instruções que forem enviadas.

Com desejo de sucesso.

Sala de Enfermagem.