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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

HOJE!

Análise do Relatório da OCDE


OECD Health Data 2008
How Does Portugal Compare



Relatório que combina a análise do investimento na saúde e a análise do número de profissionais, em relação à média dos países da OCDE.

Alemanha | Austrália | Áustria | Bélgica | Canadá | Coreia do Sul | Dinamarca | Eslováquia | Espanha | Estados Unidos da América | Finlândia | França | Grécia | Hungria | Irlanda | Islândia | Itália | Japão | Luxemburgo | México | Noruega | Nova Zelândia | Países Baixos | Polónia | Portugal | Reino Unido | República Checa | Suécia | Suíça | Turquia

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Correia de Campos...outra vez...

O nosso caro ex-ministro da saúde gosta de pérolas. Em especial das pérolas da oralidade, pelo menos tem-nos habituado a protagonizar algumas.


Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra e mestrado em Saúde Pública pela Universidade Johns Hopkins, demonstra pouca sensibilidade no que toca a assuntos tão polémicos como a empregabilidade dos profissionais formados em Portugal, a economia no ensino e, como muitos defendem não reconhece um sistema nacional de saúde, preferindo um sistema liberal como o adoptado nos EUA.


Durante o seu mandato, interrompido bruscamente (para bem do SNS), foi dissertando longamente acerca de temáticas que, claramente, dominava de forma deficitária. Do abre e fecha de serviços de urgência, ao abre e fecha de maternidades, passando pela contestação popular (que acabou no afastamento de Correia de Campos como ministro), ficou bem clara a intenção popular de terminar o nefasto capítulo. Mas, aparentemente, Correia de Campos não compreendeu o sinal para se afastar das luzes da ribalta. Continua a aparecer com frequência, a escrever com mais frequência ainda e a afirmar algumas...incongruências.


A última, publicada amplamente nos meios de comunicação social (ler exemplo aqui), dá conta de uma opinião no mínimo duvidosa. Correia de Campos refere que o "Estado não tem de privilegiar o acesso ao primeiro emprego a enfermeiros". Claro que não senhor advogado. Aliás o Estado deve efectivamente gastar tempo, recursos humanos e recursos económicos na formação de profissionais qualificados que servem apenas para engrossar as fileiras nos Centros de Emprego de todo o país. Chama-se a isto um investimento bem feito.

De forma gradualmente mais confiante (deram-lhe tempo...) analisou ainda o caso dos Enfermeiros quando comparado com os Psicólogos dizendo "Por que é que eu hei-de ser exigente com o emprego dos enfermeiros e não hei-de ser igualmente exigente com o emprego dos psicólogos? Temos muitos mais psicólogos desempregados do que felizmente temos enfermeiros!". Senhor Ex-ministro, actualmente comentador político na área da saúde e afins, o problema é precisamente esse. Em breve, dado o elevado número de Licenciados em Enfermagem, não demorará muito até que a gravidade da situação não só seja igual como até piore! E quando a realidade assistencial demonstra, em especial no litoral e no interior profundo, que existe uma gritante falta de profissionais de Enfermagem, não será estranho falar-se em desemprego? Não será estranho ser comparado com uma classe profissional, os psicólogos, onde existe um manifesto excesso de profissionais? Até os rácios da OCDE, aqui tão contestados, demonstram isto. Ah, mas vendo bem, pedimos desculpa. Afinal esta é a postura tão portuguesa do "Vocês estão mal? E aqueles ali? Vá, comam o vosso pão duro que há quem nem pão tenha!". É muito tradicional o Ex-ministro Correia de Campos.


Mas a miríade de eflúvios não termina. Correia de Campos, fazendo fintas à audiência, refere acalmando os ânimos que afinal a empregrabilidade dos Enfermeiros é um problema ultrapassado uma vez que nomeadamente nas novas áreas do Serviço Nacional de Saúde como a dos cuidados continuados onde, disse, vão existir "centenas, milhares de camas" na procriação medicamente assistida ou nos cuidados de saúde oral. "São áreas que vão, certamente, abrir espaço para a colocação de enfermeiros". Cá estamos nós para verificar, como especialista deve saber do que fala. Centenas de milhares de camas resolviam muitos problemas. Para já a sobrelotação das instituições do SNS...


Por fim, resta aos profissionais de Enfermagem no desemprego, agradecer ao Ex-ministro o seguinte conselho: Correia de Campos disse ainda que existem "imensas possibilidades" de emprego noutros países: "Há instituições inglesas que vêm buscar a Portugal centenas de enfermeiros por ano." Correia de Campos, mantendo a postura visionaria que caracterizou o seu mandato regressa aqui à ideia peregrina de investir para formar e depois exportar o ganho intelectual para outros países. Será da opinião que todos os trabalhadores intelectuais devem abandonar o país, migrando para super potências internacionais? Aqui , no Sala de Enfermagem, não queremos acreditar nisso, mas...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Aqui não se fazem greves de brincar.


Já chega de apoiar o sindicalismo corporativista do "arranja um papel a dizer que és delegado sindical e, no dia da greve, argumentas actividade sindical".

Caros colegas, a função da greve é, pontualmente, encetar uma jornada de luta por algum direito que se considere legalmente mal atribuído ou mesmo sem atribuição. Destaco o pontualmente. A função da greve é causar o incómodo, é ser mediático e difundido. A realidade é lamentável, já NINGUÉM tem paciência para as greves levadas a cabo por Enfermeiros... Em breve nem a atenção dos sedentos meios de comunicação teremos! Chega de greves de brincar.

A vulgarização e massificação foi um dos maiores erros da Enfermagem portuguesa...bastando para isso observar o número de licenciados que, anualmente, se produzem. Em série, em massa, como numa linha de montagem. Será esse o erro dos Enfermeiros? Não saber quando parar e direccionar a luta noutro sentido?

Até à proxima greve, algures daqui a dois ou três meses. Suspeito que não será dificil elaborar os manifestos...no fundo, as reivindicações não mudam...é pena. Da nossa parte fica a promessa... Se a greve for realista, inteligente, maciça e organizada...Estaremos na linha da frente. Até lá, chega de marasmos.

Destaco a leitura do artigo publicado no CM, dia 16 de Fevereiro, na íntegra: CLIQUE AQUI.


domingo, 8 de fevereiro de 2009

Açores I


"O Governo Regional pretende, a breve trecho, alargar o âmbito das suas bolsas de formação específica, contemplando os finalistas do curso de enfermagem que desejem prosseguir estudos, como médicos, em Medicina Geral e Familiar.

O anúncio foi feito ontem pelo secretário regional da Saúde, Miguel Correia, na sessão de abertura das comemorações dos 50 anos da Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada." Ler aqui (clique)


Como se já não bastassem o conjunto de políticas absurdas, o conjunto de "bitaites" que tudo o que é condutor de ambulância manda, a precariedade e a falta de corporativismo, agora parece que a Licenciatura em Medicina é PROSSEGUIR os estudos em Enfermagem. Parece-nos que o curso de Licenciatura em Enfermagem já é, por si só, uma licenciatura. Ora sendo uma licenciatura, obter o grau de licenciatura noutra área, sendo já licenciado em Enfermagem dificilmente se pode considerar uma PROGRESSÃO de estudos. É, no máximo, um alargamento de conhecimentos e competências. Que péssima escolha de palavras, sua excelência.


O responsável por esta frase, certamente desconhecedor da realidade vivida pela Enfermagem nos últimos anos é Miguel Correia, responsável pela pasta da saúde no arquipélago onde já vimos de tudo. Inclusivamente a exclusão dúbia de candidatos num concurso público...que teve inclusivamente direito à atenção mediática em prime-time da SIC.

Surge, ainda assim, coerente dissertar curtamente acerca das esperanças, possibilidades e opiniões que a população, órgão soberano numa democracia, destina ao actual Secretário Regional da Saúde nos Açores.

«-Noventa e quatro por cento dos leitores do site Acores.rtp.pt não acreditam na capacidade do novo Secretário da Saúde para resolver os problemas do sector.

-Os leitores consideram que o Secretário será boicotado pelos interesses instalados.
-Num inquérito realizado pelo site nas últimas duas semanas, é residual o número de pessoas que acredita que o novo Secretário será capaz de melhorar o sector público da saúde.» Ler aqui (clique)

Estes dados, espelhados no site da RTP Açores, são indicativos da opinião pública. Largas maiorias, sempre duvidosas, muitas vezes enganadoras, mas sempre sinceras.

No entanto, o senhor Secretário de Estado aparenta possuir opiniões fundamentadas, certeiras e, mais que isso, objectivamente direccionadas no que toca ao diálogo multidisciplinar da saúde. Pensaria o senhor leitor que, dada a afirmação anterior de antemão, o senhor Secretário de Estado não aparenta ser Enfermeiro. Seria estranho que o fosse. Não consideraria então a Licenciatura em Medicina o resultado da progressão de um Licenciado em Enfermagem. Será então, dado o vasto conhecimento, um membro da distinta (sem sarcasmos) classe médica? Para obter essa informação, assim como outras, vamos recorrer ao sítio do Governo Regional dos Açores. Passamos a citar:

"Miguel Fernandes Melo de Sousa Correia nasceu em Angra do Heroísmo a 8 de Janeiro de 1972. É casado.

Licenciou-se em Economia na Universidade Nova de Lisboa, com especialização em Economia de Empresa, e tem trabalhado no no sector empresarial, designadamente como director financeiro.

Colaborou na implementação do modelo de contratualização dos hospitais açorianos e coordenou a preparação do concurso público para a construção e exploração do Centro de Radioterapia dos Açores, que funcionará em Ponta Delgada.

Membro da Ordem dos Economistas e da Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas, assumiu, em 2007, o cargo de vogal do Conselho de Administração da Saudaçor – Sociedade Gestora de Recursos e Equipamentos da Saúde dos Açores, SA." Ler aqui (clique).


Nota:

Da parte dos Enfermeiros, só nos resta esperar que mal entendidos deste género não voltem a ocorrer. É lamentável que se trate a classe dos Enfermeiros como meros "degraus" para um fim maior. O fim de medicina. Há quem queira mesmo ser Enfermeiro, Economista, Advogado, Médico, Arquitecto,...Palavras que nos entristecem, assim como a mercantilização empresarial da saúde. Felizmente, esquecemos cedo e não guardamos rancor.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Nós por cá: Enfermeiros excluídos de concurso público nos Açores.




O que para ali vai...Viva a legalidade...qual?

João Aguardela (1969-2009)

Partiu no passado dia 18 de Janeiro.

Adeus João Aguardela, até qualquer dia, o país chora a partida de um dos maiores génios criativos que este país já viu.

"Foi ontem, no hospital da Luz, em Lisboa. João Aguardela, músico do grupo Sitiados nos anos 90 e, actualmente, membro do colectivo A Naifa, faleceu aos 39 anos, de cancro."

"Aguardela fundou os Sitiados em l987, liderando, cantando e tocando baixo. Foi com esse projecto que começou a dar nas vistas na década de 90. Desde cedo ficou explícito que a sua ideia era combinar música tradicional portuguesa com linguagens como o rock ou a pop, um desígnio de fusão que nunca abandonou, como se constataria mais tarde com A Naifa e Megafone."


"O músico Jorge Buco esteve com ele desde o início. “Trabalhei com ele 17 anos, era espontâneo, criativo, sempre insatisfeito. Com ele, ou era para fazermos alguma coisa nova ou mais valia estarmos quietos. Tive a felicidade de ajudá-lo a pôr de pé muitas dessas ideias.”


Em 1996, numa entrevista ao PÚBLICO, Aguardela interrogava-se “porque raio não há em Portugal música de dança de raiz popular?”, numa alusão ao facto de haver quem não aceitasse que combinassem tipologias tecnológicas, como o tecno ou rap, com folclore.


Em declarações à Lusa, Zé Pedro, guitarrista dos Xutos & Pontapés, lembra o ex-vocalista dos Sitiados como “uma força muito positiva no meio musical”.

Citações do jornal " Público" Aqui e Aqui.

Nos últimos tempos, Aguardela era membro do colectivo "A Naifa", juntamente com Luís Varatojo e Mitó. Aguardela, mais uma vez à frente do seu tempo...a maior evolução de sempre no que toca ao fado.

Visite:
http://www.anaifa.com/pt_anaifa.html

Citação de blogue amigo...

«Cada vez tenho mais dificuldade em perceber o mundo da Enfermagem (paradoxal!). Recentemente tive oportunidade presenciar uma situação... estranha.

Vi um grupo de alunos de Enfermagem (estagiários) acompanhados do seu orientador (contratado pelo respectivo estabelecimento de ensino). Até aqui nada de relevante. O embaraçoso é que, naquele imenso conjunto, não consegui diferenciar o orientador dos alunos(!).
Quando o fiz (porque me indicaram quem era!), constatei que este (o orientador) deveria ter apenas mais três ou quatro anos que os próprios alunos. Mais engraçado ainda (mas sem piada!) é que o "Enfermeiro do serviço" destacado para os orientar - segundo me relataram - tem uns escassos meses de experiência profissional ("ainda nem integrado no serviço está!!").

Ao que parece os Enfermeiros mais velhos estão "cansados" de "acompanhar" as sucessivas "avalanches de alunos que inundam os serviços" sem direitos a pausas.
Comentei esta "passagem" com uma colega dessa instituição. Respondeu:
- "E têm sorte, já vi alunos de diferentes anos, que se encontravam a estagiar no mesmo serviço em simultâneo, a orientarem-se uns aos outros. Não havia ninguém que o fizesse numa base regular".
Não quis crer. Mas há mais:
- "Temos uma colega que conseguiu a proeza de iniciar a vida profissional sem nunca algaliar"...!
O meu pobre coração começa a ficar frágil para aguentar tudo isto e ver desmoronar algo que custou tanto levantar. Enfatizo: tanto! Não sei se acontece convosco, estimados colegas, mas às vezes nem sei bem se estou a sonhar (pesadelar não existe!) ou não!»

Escrito, como sempre, com mestria pelo Dr. Enfermeiro. Ver blogue AQUI.

Peço desculpa pela citação...Mas concerteza se entende o porque da minha perplexidade.
Este tipo de situação só pode acontecer numa profissão que, ironicamente, se esquece de si própria enquanto pensa apenas em si. Paradigmas de mudança, implicam unicamente uma evolução? Ou devemos falar apenas em...REGRESSÃO?

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson

"A Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson tem um novo site, no qual podem ser colocadas questões directamente a um médico neurologista na área da doença de Parkinson.

Através do novo site, que versa sobre a área técnica e clínica da doença de Parkinson, os associados podem obter informações sobre artigos vistos na imprensa, legislação de relevo e informação sobre apoios."



Obama vence



Barack Obama vence as presidenciais Norte-Americanas.
Dados de 5 de Novembro, ás 12:38.

"Se alguém duvidava de que neste país todos os sonhos podem ser realizados, se alguém duvidava do poder da democracia, esta noite tiveram a sua resposta". Foi com estas palavras que o novo presidente norte-americano, o democrata Barack Obama, iniciou ontem o seu discurso de vitória perante mais de 125 mil apoiantes.

"Demorámos muito tempo a chegar até aqui, mas esta noite, a mudança chegou à América", afirmou Obama, que subiu ao palco na companhia da esposa, Michelle, e das filhas. Num discurso tranquilo mas recheado de significado, o primeiro presidente negro da História dos EUA recordou a sua avó, que faleceu no dia anterior às eleições, agradeceu o apoio da esposa, que disse ser "a pessoa mais importante da sua vida", e felicitou McCain, lembrando o seu ''sacrifício pela América''.

"O senador McCain é um homem corajoso que lutou pelo nosso país e sofreu muito mais do que podemos imaginar em nome dos ideais deste país", afirmou também Obama, sublinhando esperar contar com ele para o ajudar a governar o país.

Apesar de satisfeito com a vitória, Obama disse ainda que "amanhã será um dia de grandes desafios, entre eles a guerra no Iraque e a crise financeira".

"Sempre fui honesto com o povo e continuarei a sê-lo. Terei o maior prazer em reconstruir a América que nasceu há 220 anos", acrescentou.

Como Lincoln, antigo presidente dos Estados Unidos, disse uma vez "a amizade é o que nos unirá".

''O caminho será longo e íngreme. Podemos não chegar lá num ano ou sequer num mandato, mas nunca tive tanto a certeza, como tenho hoje, de que lá chegaremos'', afirmou ainda, antes de terminar o discurso com o lema da sua campanha: ''Sim, podemos''.

Fonte:CM/JN

O candidato republicano John McCain já reconheceu a derrota e deu os parabéns ao adversário, afirmando que nada mais podia ter feito para tentar chegar à vitória. Aqui John McCain surpreendeu. Demonstrou humanidade, sinceridade e elevação ao silenciar os apupos dos seus apoiantes no momento em que falava de Obama. Aproveitou ainda o momento para, exemplarmente, pedir que todos os americanos, como ele próprio, se disponibilizem para ajudar e apoiar totalmente o novo presidente dos Estados Unidos da América.

O Presidente da Venezuela, Hugo Chávez felicitou hoje Barack Obama pela eleição histórica e expressou a vontade de estabelecer novas relações com os Estados Unidos e relançar uma agenda bilateral construtiva para o bem-estar dos dois povos.

O Presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, pediu, hoje, ao Presidente eleito dos EUA, Barack Obama, que conduza uma guerra anti-terrorismo que evite as mortes de civis. O apelo surge após um ataque, hoje, das forças americanas no sul do país que terá feito cerca de 40 mortos entre convidados de um casamento.

O nosso primeiro-ministro, José Sócrates, considerou hoje a vitória de Barack Obama nas presidenciais norte-americanas "um momento histórico" que irá contribuir para a melhoria das relações entre os Estados Unidos e a Europa.



Chega assim ao fim a campanha eleitoral mais longa, mais cara e mais mediática de toda a história. No Sala-de-Enfermagem destacamos a elevação do debate eleitoral, o respeito pelo adversário e a visão de futuro que ambos os candidatos demonstraram.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Estou?Estou...?ESTOU!?...Olha...isto paga-se na mesma?

"Das 02h00 até perto das 07h00 da madrugada de sábado para domingo a Linha Saúde 24 esteve sem conseguir atender chamadas, fazer triagem de doentes ou referenciar casos para as unidades de saúde. Um utente podia ligar, mas o telefonema não era atendido, apesar de lhe ser cobrado o habitual custo da chamada local."

Na origem das falhas esteve a actualização do sistema informático, que obrigou ao corte das linhas telefónicas durante uma parte da noite e depois impediu que os enfermeiros conseguissem aceder ao programa informático que faz o despiste das situações e permite o aconselhamento dos utentes sobre o que fazer em caso de doença. As chamadas começaram depois a ser atendidas via central do Porto, mas sempre sem o acesso ao sistema de triagem. O problema ficou solucionado perto das 07h00, mas a comunicação com as unidades de saúde (hospitais e centros de saúde) através de fax só ficou operacional por volta das 10h00.

Esta actualização já estava prevista, mas não foi informada aos utentes da linha, apenas aos funcionários que estavam de turno. E, como o sistema esteve inoperacional, é impossível perceber quantas chamadas se perdeu. Mas, ao que o CM apurou, a linha de atendimento recebeu dois casos de emergências que tiveram de ser encaminhados para o INEM através de chamadas manuais dos enfermeiros que estavam a trabalhar, mas sem que fosse possível enviar dados clínicos sobre os doentes. Houve também um caso de perigo de intoxicação que não foi possível transferir para o Centro de Informação Anti-Venenos (CIAV) do INEM e o operador foi obrigado a fornecer o número de telefone ao utente para ele próprio ligar.

Contactado pelo CM, o responsável da Direcção-Geral da Saúde pelo acompanhamento da Linha, Sérgio Gomes, afirmou apenas ter conhecimento de que haveria uma actualização do sistema, mas remeteu mais esclarecimentos para a entidade gestora. O nosso jornal tentou contactar o responsável pela LCS, mas tal não foi possível até ao fecho desta edição.


SUSPENSA ENFERMEIRA VOZ DA LINHA

"Bem-vindo à Saúde 24. Por questões de segurança os seus dados pessoais serão registados. Por favor, não desligue. Obrigado." A voz da mensagem que se ouve sempre que alguém liga para o 808 24 24 24 é a da enfermeira suspensa na passada semana pelo conselho de administração da Linha Saúde 24. Ana Rita Cavaco é um dos oito supervisores que denunciaram problemas no serviço e a primeira subscritora da carta enviada à ministra da Saúde, Ana Jorge. Na 5ª feira, a administração da LCS comunicou-lhe que estava suspensa e que a sua presença é considerada "inconveniente nas instalações da empresa". Foi-lhe aberto um processo disciplinar, apesar de não ter sido comunicada nota de culpa (razão para o processo). A situação aumentou o clima de mal-estar na equipa que assegura o serviço.


DENÚNCIA

Numa carta enviada a Ana Jorge, oito supervisores do serviço alertam para o caos organizativo.

REACÇÃO

A ministra Ana Jorge pede à Direcção-Geral da Saúde que analise as denúncias. Esta avaliação está em curso. A empresa LCS rejeita as acusações e paga anúncio nos jornais onde defende que as denúncias se explicam pelo facto de os enfermeiros quererem "manter o pluriemprego e conveniências pessoais".

INVESTIGAÇÃO

A Ordem dos Enfermeiros está também a analisar este caso.

Fonte:CM, ler Aqui. (Clique para ler)


Opinião da Ministra, Dr.ª Ana Jorge,

«A Ministra da Saúde recusou comentar esta segunda-feira a falha de funcionamento da Linha Saúde 24 durante a madrugada de sábado para domingo, que o 'Correio da Manhã' noticiou. Ana Jorge remeteu-se ao silêncio por estar ainda a aguardar os “resultados” de uma reunião entre a Direcção de Saúde e a empresa gestora do serviço.

A Ministra da Saúde ressalvou, no entanto, o bom funcionamento deste serviço de um modo geral: “A Linha Saúde 24 tem vindo a desempenhar um bom trabalho de resposta à população e esperamos que não se repita aquilo que possa ter acontecido”.

Ana Jorge revelou ainda estar também a acompanhar as situações de “falha” no atendimento telefónico do Instituto nacional de Emergência Médica (INEM), garantindo que são apenas “casos pontuais”.

A reunião entre a Direcção-geral de Saúde e a empresa gestora da Linha Saúde 24 decorreu esta manhã, mas a Ministra da Saúde diz que não sabe quando vai ter os resultados da mesma.»


Fonte: CM, ler Aqui.(clique para ler)

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Infecção por HPV...Questões principais.

O cancro do colo do útero tem uma incidência muito alta em Portugal no contexto da Europa dos quinze. Tal facto é consequência da ausência de programas de rastreio organizados em todo o país. A região centro tem um programa em curso desde 1990, por isso apresenta uma taxa de incidência muito mais baixa que o resto do país.


A história natural deste cancro é bem conhecida. O principal responsável é o vírus do papiloma humano de alto risco (HPV). Numa 1ª fase o vírus infecta as células do colo do útero e depois, perante determinadas condições, transforma-as progressivamente numa célula cancerosa. Na maior parte dos casos, esta evolução acontece sem qualquer sintoma, sem qualquer sinal.

As infecções pelo HPV são a doença sexualmente transmissível mais frequente na Europa. Em mulheres sexualmente activas, alguns estudos demonstram uma prevalência de 70%, o que é muito elucidativo da facilidade com que transmite. Não são necessários comportamentos considerados de risco para que uma mulher possa entrar em contacto com o vírus e adquirir a infecção.

O vírus propaga-se com extrema facilidade através das relações sexuais, mas não é indispensável que haja penetração, basta um contacto da zona genital com o vírus. A infecção, por si só não representa uma ameaça grave, na medida em que na maior parte dos casos (95%) é debelada pelas defesas naturais, sem consequências.


O problema está, que não é possível distinguir à partida os 5% em que corre mal. Por isso é fundamental a prevenção com a vacina e o rastreio. Em Portugal te-mos cerca de 2.850.000 mulheres

que deviam fazer regularmente um rastreio com citologia. Destas 20 a 30% fazem citologias todos os anos, às vezes mais de uma vez por ano.

As restantes nunca o fizeram ou fazem-no erraticamente, sem método, sem rigor! É sobretudo neste grupo que vamos encontrar os cerca de 960 novos casos de cancro invasivo que diagnosticamos todos os anos. Destas cerca de 360 vão morrer, porque a doença é detectada numa fase tão avançada, que a cura não é possível! No programa de rastreio da região centro 90% das mulheres com cancro invasivo do colo não fazem uma citologia há mais de 5 anos!


Uma nova e promissora expectativa foi aberta com o advento da vacina. Duas estão disponíveis nas farmácias. Ambas protegem contra o HPV 16 e 18, que são responsáveis por cerca de 75% dos casos de cancro do colo do útero. Uma delas é quadrivalente, porque protege também contra o HPV 6 e 11, que é responsável por 90% dos condilomas genitais e pode proporcionar outros benefícios potenciais diminuindo a frequência de lesões pré-cancerosas genitais e doenças graves da laringe. O Ministério da Saúde decidiu incluir a vacina no plano nacional de vacinação, tornando-a de uso universal e gratuita para toda a população envolvida: jovens com 13 anos em 2008; jovens com 13 e 17 anos em 2009, 2010 e 2011, seguindo-se então só as adolescentes com 13 anos.


Seja como for, importa salientar que a vacina não cobre todas as hipóteses. Para as vacinadas e não vacinadas o rastreio é indispensável.

Dr. Daniel Pereira da Silva, Director do Serviço de Ginecologia, IPO Coimbra.



É realmente eficaz?

O valor da actual vacina contra o HPV não pode ser subestimado e deveria ser considerado de acordo com as recomendações do FDA e CDC ou seja : crianças e mulheres até 26 anos de idade devem receber a vacina em 3 doses nos meses 0, 2 e 6.

Em mulheres com 21 anos ou mais, um teste de papanicolau deve ser realizado antes de se administrar a vacina. A vacina contra o HPV não substitui a necessidade de se utilizar outros meios preventivos tais como o Papanicolau. Em mulheres que planeiam se abster de sexo, ou que possuem apenas um parceiro sexual há uma redução dramática do risco de infecção com o HPV de tipos 16/18 e 6/11 tornando o uso da vacina nestes casos menos valiosa.

(Obstet Gynecol 2006 Jan;107(1):18-27: Eficácia da vacina contra o vírus do papiloma humano tipo 16 para prevenir a neoplasia intraepiltelial cervical:um teste aleatório controlado.Mao C, Koutsky LA, Ault KA, Wheeler CM, Brown DR, Wiley DJ, Alvarez FB, Bautista OM, Jansen KU, Barr E. Departamento de Obstetrícia e Ginecologia, University of Washington, Seattle, Washington 98104-2499, USA.)




Confere protecção imunitária durante qua
nto tempo?

"A vacina de partículas similares do vírus do HPV16 L1 oferece protecção de alto nível contra infecções persistentes pelo HPV16 e contra NIC 2-3 relacionadas com o HPV16 por pelo menos 3, 5 anos após a imunização. A administração de vacinas de partículas similares do vírus do HPV16 L1 que atacam o vírus do HPV16 tem probabilidade de reduzir o risco de cancro cervical."

(Gynecol Obstet Fertil 2006 Mar;34(3):189-201. Prevenção do câncer cervical: o impacto da vacina contra o HPV. Monsonego J. Institut A.-Fournier, 174, rue de Courcelles, 75017 Paris, France.)



O Sala-de-Enfermagem, disponibiliza esclarecimentos adicionais acerca desta temática. Coloquem as vossas questões e dúvidas. Seja, ou não, profissional de saúde. Disponibilizamos ainda o poster acerca do HPV, distribuído pelo governo brasileiro, numa tentativa de diminuir as taxas de infecção.

(clique na imagem para abrir)




Bancos pagaram menos 145 milhões de impostos este ano

Apesar de lucrarem mais de 3 milhões por dia, para os cinco maiores bancos 2008 é ano de poupar nos impostos. Ao todo são menos 145 milhões de euros, e nem tudo é pago às finanças portuguesas. A quebra dos lucros e o facto de efectivamente pagarem metade da taxa de IRC das empresas em geral, através da manobra fiscal do aumento de provisões, são as explicações para esta "poupança fiscal" dos banqueiros.

O anúncio dos resultados do terceiro trimestre dos principais bancos portugueses (só falta a Caixa Geral de Depósitos) mostrou que afinal a banca portuguesa continua a lucrar apesar da crise. Apesar dos lucros serem menores que em 2007, os banqueiros não têm razões para estarem descontentes. Como disse Ricardo Salgado na apresentação dos resultados do BES (lucros de 334,8 milhões entre Julho e Setembro), este lucro "não deixa de ser notável, considerando que há bancos na Europa a apresentar resultados negativos".


Vivemos num país simpático. De brandos costumes. À semelhança de outros países, que até são visita frequente neste blogue, já vamos esquecedo as agruras do dia-a-dia com sol, samba e sorvete.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Inem não transporta cadáveres de pacientes que morram nas ambulâncias

Se um doente morrer a bordo de uma carrinha do INEM, o veículo detém-se e o cadáver tem de ser transferido para um transporte alternativo porque formalmente não pode seguir viagem na mesma viatura.

Esta norma pode dar origem a situações em que um corpo demore cerca de uma hora a ser transferido de veículo, como aconteceu esta semana no distrito de Bragança.De acordo com a Lusa, o caso aconteceu na passada quinta-feira quando uma vítima de AVC (Acidente Vascular Cerebral, vulgarmente conhecido por trombose) morreu a meio caminho entre Torre de Moncorvo e Bragança, na zona de Caravelas, próximo de Bornes.

A partir do momento em que é confirmado o óbito, o INEM cessa a sua função e a ambulância pára, segundo disse à Lusa fonte do Instituto sublinhando que "não é missão do INEM transportar cadáveres". Segundo explicou, quando ocorre o óbito é accionada a autoridade mais próxima, neste caso a GNR, que fica no local junto ao corpo até chegar o transporte alternativo. A finalidade, de acordo com a fonte é "libertar os meios de emergência, nomeadamente as ambulâncias para a sua missão de socorro".

Porém neste caso, a VMER ficou imediatamente disponível, mas a ambulância do INEM que transportava o doente falecido manteve-se no local até chegar uma outra ambulância dos bombeiros de Mirandela que fez o transporte para a morgue de Bragança.

Delegado distrital de Saúde de Bragança discorda da norma. Os intervenientes admitem que este processo possa parecer "chocante", mas dizem que são as regras, de que discorda o delegado distrital de Saúde de Bragança. Victor Lourenço defende que "a ambulância em transporte do doente urgente deve seguir para a morgue", e não encontra qualquer justificação de saúde para este procedimento. Para o delegado de saúde, a forma de resolver este tipo de situações e agilizar e libertar realmente os meios de socorro seria licenciar em Portugal os carros de transporte de cadáveres, à semelhança do que já acontece em outros países da União Europeia, nomeadamente na vizinha Espanha.

fonte: Público/Fernando Veludo

Em busca da dignidade perdida...

Na Letónia é possível jantar, num restaurante criado por três médicos: os empregados de mesa servem vestidos de enfermeiros e a decoração remete para o ambiente hospitalar.

O restaurante chama-se simplesmente "Hospital" e foi aberto em Riga. Os clientes podem comer em mesas para exames médicos ou até mesmo numa cama ginecológica. Embora sirva pratos tipicamente europeus, o cardápio não foi deixado ao acaso e os pratos têm nomes referentes a doenças, como por exemplo "Debilitas Universalis Gravis".

De acordo com a BBC, o restaurante tem ainda um serviço especial: se o cliente quiser pode pedir para ser alimentado preso numa camisa-de-forças.


fonte: Expresso


Lamentável....e ridículo.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Absens heres non erit. (*)

O Sala-de-Enfermagem divulga uma carta que tem circulado por alguns e-mails. Nada do que aqui está escrito reflecte a opinião de nenhum dos redactores do blogue. Embora a possamos subscrever.

"Caros Colegas Enfermeiros,

Há longa data, repetidamente reciclada, estamos todos à espera que a enfermagem tenha finalmente uma carreira digna dos profissionais de louvor a que diz respeito. Porém, há vários anos que isso nos é prometido e há outros tantos que tal é adiado. E, ao longo destes anos, enquanto este impasse se não resolve, todos vimos carreiras congeladas. Para além de já ganharmos mal relativamente ao trabalho que desenvolvemos, aos riscos que a nossa profissão acarreta e ás qualificações que possuímos, há vários anos que não há subida para ninguém! Nem sequer a licenciatura que todos foram obrigados a fazer nos serviu de nada! Dinheiro e tempo gasto na escola, para na prática se passar a receber mais 0 Euros! Fala-se actualmente que até Setembro a nova carreira de enfermagem terá que estar definida, mas sinceramente ninguém já acredita em nada. E mesmo que até Novembro seja definida uma nova carreira de enfermagem, acreditem meus amigos que será muito má, pois segundo as fontes que tenho a contraproposta apresentada pelo governo irá arruinar por completo a Enfermagem, e como sempre haverá alguém “que diz defender a classe de Enfermagem” que irá mais uma vez concordar com o governo e estará pronto a assinar a nossa “sentença de morte”.

Todavia colegas perguntam vocês: “Mas afinal de quem é a culpa de toda esta fraude que todos temos vivido na última década?”.

Para essa pergunta a resposta é facílima e eu próprio a tenho: “A CULPA é de todos nós caros colegas”! A culpa é nossa pois temo-nos deixado manipular como autênticos fantoches, temos sido vandalizados consentidamente, temos caído em todas as armadilhas e ciladas que nos têm sido montadas quer pelos sucessivos governos, quer por alguns membros de alguns Sindicatos e da Ordem dos Enfermeiros que apenas representam as respectivas fundações para beneficio próprio mesmo que para isso tenham que sacrificar toda uma profissão e toda uma classe de Enfermagem! E o que é que nós temos feito perante esta situação caros colegas? Temos ficado impávidos e serenos na esperança que um dia de manhã acordemos e todos os problemas da enfermagem tenham sido resolvidos!

Com muita pena minha, lamento dar-vos a triste noticia mas essa suposta manhã não vai chegar nunca, pois como todos já devem ter reparado, a cada dia que passa a enfermagem está cada vez mais no fundo do poço, estando a atingir um fundo tão longínquo que daqui a um pequeno nada, não existe corda nenhuma que a volte a agarrar e a trazer á tona da água.

Parem todos 1 minutos para pensar:
-O crescendo de escolas e vagas não parou desde o momento em que foi criada a licenciatura em Enfermagem, em 1999;

-Por ano saem das escolas de Enfermagem cerca de três mil licenciados em Enfermagem;

-Neste momento existem em Portugal cerca de três mil enfermeiros desempregados a trabalhar em lavandarias, caixas de supermercados e na construção civil, e daqueles que estão empregados muitos deles sujeitam-se a receber cerca de 500 euros mensais.

-Actualmente as escolas portuguesas de Enfermagem têm quinze mil alunos em formação e o número de vagas de ingresso no curso continua a aumentar!

Pensem agora o que será da enfermagem daqui a uns meros cinco anos. Haverá nessa altura cerca de 15 mil enfermeiros no desemprego. E calculo que todos consigam imaginar que uma profissão com quinze mil desempregados fique automaticamente sem poder reivindicativo, pois tudo no mercado se baseia na lei da oferta e da procura. Penso também que consigam imaginar, e isto também para aqueles que já estão em topo de carreira que o seu preço/hora poderá vir a baixar e poderão vir a ter que trabalhar mais e a receber...bem mas bem menos! É o que acontece com as uvas na altura das vindimas que são vendidas a uma terça parte do preço do que nas restantes épocas do ano pela grande dificuldade em dar escoamento a este produto na altura da sua colheita. Portanto não pensem que isto é um problema apenas dos mais novos pois esta crise irá ser vivida por todos os profissionais de enfermagem caso não seja travada atempadamente, e atempadamente será AGORA.

Mas afinal o que tem feito a nossa Ordem perante esta situação que todos conseguimos enxergar? Continua a dizer que faltam cerca de trinta mil enfermeiros em Portugal! O que têm feito os sindicatos? Distribuir papeis que publicitem trabalho do sindicato mas na prática não têm feito mais que receber as quotas mensais dos seus associados! Mas pior do que isso, o que temos feito todos nós estimados colegas? NADA, absolutamente nada! Temos todos sido uma verdadeira mole de lentificados e comodistas! Enquanto conjunto e força não temos lutado rigorosamente nada pelos nossos direitos e pela nossa carreira, e isso é vergonhoso!

É por isso meus amigos que hoje vos escrevo esta carta na esperança que todos levantem os braços e ponham mãos à obra! Recordem todos o que ainda o ano passado os nossos colegas finlandeses conseguiram graças à união:” Dezasseis mil enfermeiros finlandeses uniram-se e ameaçaram o governo com uma demissão em massa, caso não lhes fosse conferido um aumento de ordenado de 24%. O sistema de saúde finlandês ficou assim em risco de parar completamente. Perante isto o que pôde fazer o governo? Antes de terminar o prazo imposto pelos enfermeiros foi obrigado a ceder ás exigências impostas pela classe de enfermagem do referido país pois caso contrário o sistema de saúde entraria em rotura total.

Da mesma forma recordo-vos também o caos que ainda o mês passado o país viveu graças à pequena greve de três dias dos camionistas! Não sei se todos estiveram nas filas intermináveis de carros juntos das gasolineiras para meterem os derradeiros litros de gasolina, depois de terem passado por algumas já fechadas por terem esgotado os combustíveis, todos devem ter reparado na corrida aos supermercados para comprar os últimos produtos das prateleiras quase vazias e da ruptura de stocks de todos os supermercados que, para não alarmarem o país, não deixaram os jornalistas filmar o seu interior completamente desfalcado.

Agora pensem no caos que se geraria em Portugal se todos os enfermeiros se unissem uma vez na vida e fizessem uma paralisação total. Estão todos a imaginar os serviços de urgência a rebentar pelas costuras e a prestarem apenas os cuidados mínimos emergentes? Estão a ver os blocos operatórios todos a operarem apenas as emergências apesar das intermináveis listas de espera? Estão a ver os serviços de internamento completamente atulhados, a cheirarem nauseabundamente sem poderem admitir mais doentes os quais ficariam retidos nas urgências que por sua vez ficariam imediatamente sem macas e sem espaço para mais ninguém até ao ponto que já ninguém conseguiria passar as portas da admissão para dentro? E já pensaram no protesto que a população civil faria perante o governo? O Serviço Nacional de saúde entraria imediatamente em rotura, entraríamos imediatamente numa situação insuportável e incontornável, restando ao governo uma única solução, ceder a ás exigências feitas pela Classe de Enfermagem.

Penso que agora está claro para todos que se quisermos sair da “arrastadeira onde nos meteram e nos defecaram em cima” só haverá uma forma: Uma Aliança entre todos os enfermeiros fazendo uma GREVE POR TEMPO INDETERMINADO até o governo ceder à proposta que lhe for apresentada pela supracitada classe. Mas uma carreira decente para todos nós caros colegas. Eu tenho uma delineada que vos darei a conhecer futuramente caso estejam interessados em lutar ao meu lado. Uma carreira que mesmo aqueles que à partida não poderiam subir mais nada pela antiga carreira ainda poderão subir e ganhar mais uns bons belos euros, os quais por sua vez irão ter um grande impacto quando os colegas forem aposentados.

Uma única vez na vida vamos todos remar para o mesmo lado Senhores Enfermeiros. UNAM-SE, ASSOCIEM-SE, UNIFIQUEM-SE, REVOLTEM-SE contra o que nos têm feito. Deixem de se acobardar perante a pressão dos vossos chefes e dos vossos directores. ACREDITEM na nossa FORÇA pois todos unidos será impossível vencerem-nos. Eu acredito em vocês. Há por ai quem se ria de nós e diga que os enfermeiros são demasiado cobardes e medrosos para fazer uma coisa desta dimensão, mas seguidamente também dizem que se tivessem coragem para o fazer criariam imediatamente uma situação incontornável no país á qual o governo seria obrigado a ceder. Basta metade de nós ter coragem para o fazer. Mas eu acredito que serão todos a fazê-lo e não apenas metade. Façamos todos unidos, o 25 de Abril da Enfermagem.

É para uma GREVE POR TEMPO INDETERMINADO que eu apelo a todos os enfermeiros. Até aqui apenas têm sido feitas greves politicas da função pública e da frente comum dos sindicatos, ou seja, no final de contas apenas temos feito greves em proveito de outras classes profissionais. Agora greves exclusivas da classe de enfermagem quantas foram feitas na última década meus amigos? Nem vê-las e é por isso que este país nos tem torturado constantemente. Portanto está encontrada a solução para o problema da enfermagem e a um pequeno passo de ser posta em prática, mas para isso necessito da colaboração e união de todos vocês!"

Caros Colegas, retirem as vossas conclusões. Façam um exercício introspectivo e comentem em consciência.

Absens heres non erit - Não há ausentes sem culpa nem presentes sem desculpa



quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Ética em Enfermagem - Uma Luz com Futuro

Voltamos aos artigos de opinião no Sala-de-Enfermagem.
Desta vez temos para apresentar um artigo original da autoria da Enfermeira Nisa Gomes. Enfermeira no Hospital de Santo António dos Capuchos, observadora atenta da realidade no seu blogue "Rebenta a Bolha" e, por fim, redactora associada do Sala-de-Enfermagem.



Ética em Enfermagem
Uma Luz com Futuro

Decorreu no dia 26 de Setembro no Grande Auditório da Faculdade de Ciências de Lisboa, Campo Grande, o IX Seminário de Ética da Ordem dos Enfermeiros subordinado à temática “10 Anos de Deontologia Profissional, 60 Anos de Direitos Humanos”.

Com grande ênfase à abordagem dos direitos humanos enquanto base para o desenvolvimento e argumento da Deontologia, este seminário contou com a presença da Digníssima Bastonária da Ordem dos Enfermeiros Enfª Maria Augusta de Sousa, Professor Doutor Silveira de Brito, Professor Doutor Daniel Serrão, Enfª Teresa Oliveira Marçal, Enfº José Cerqueira, Enfª Merícia Bettencourt, Enfª Margarida Vieira, Enf.ª Lucília Nunes e Enf. Sérgio Deodato, entre outros. Todos os conteúdos expostos e debatidos encontram uma área comum de significância que reflecte a sua interdependência.

Pela sua complexidade, Ética e Deontologia encadeiam-se embora caracterizem entidades diferentes. Enquanto a primeira se rege pela noção do que é bom, a vida boa, poder-se-á fazer referência à Deontologia quando se integra o saber que remete para o saber fazer que diz respeito à praxis profissional. Neste sentido, e de acordo com Oliveira de Brito na sua intervenção, a Deontologia Profissional totaliza-se pelos deveres e obrigações do profissional, entendidos enquanto normas que orientam o seu desempenho. Já o Código profissional que inclui os valores, princípios e normas da profissão constitui o instrumento e não a finalidade em si, em uso no empenho profissional.

Sendo assim, e como reforçado por Oliveira de Brito, o Código Deontológico (CD) pode ser percebido como a exteriorização dos valores que devem reger a profissão e que se materializa pelos Direitos Humanos enquanto fundamento-base de todos os CD.

Face à criação e consolidação do CD, instrumento de e para a profissão, o Juramento cria um compromisso ético em que o profissional se consciencializa do seu papel e das possibilidades interventivas situadas num quadro ético-deontológico. O Juramento como compromisso profissional face à liberdade e dignidade humanas e do enfermeiro, o respeito pelos princípios e valores que regem a profissão, o altruísmo, a liberdade responsável, verdade e justiça, a procura da qualidade no exercício profissional, elementos que merecem destaque diário e um esforço constante por parte de todos os enfermeiros envolvidos no sentido de se valorizar um dos aspectos mais complexos e importantes no campo profissional – ético-deontológico.

A protecção da vida e a protecção da saúde interagem reciprocamente com o direito à protecção da saúde e direito ao cuidados de saúde pelo que e percebe de imediato a sua interligação com os Direitos Humanos através da relação com o cliente/utente, que prefiro nesta circunstâncias tratar por pessoa. Assim o é também afirmado por Lucília Nunes cuja intervenção no decorrer deste Seminário foi exemplo para a continuação da aposta no desenvolvimento profissional multidimensional que integra, quer as cinco áreas de actuação definidas no Regulamento do Exercício Profissional do Enfermeiro, quer as que se intercruzam, como as que concernem à vertente mais relacional ou humana e que é diariamente alvo evidente de desvalorização por parte de alguns profissionais de saúde e motivo de descontentamento por parte da sociedade.

Na verdade, se se verificar que os enfermeiros se deparam constantemente com dilemas éticos e necessidade permanente de tomar decisões complexas cuja resolução está dependente dos valores e princípios éticos, morais e legais, de orientações de conduta, de repente nos apercebemos da importância que esta dimensão assume no campo profissional.

Finalmente, é crucial perceber que a sociedade tem expectativas, que espera algo da actuação dos enfermeiros e que tende a valorizar a sua dimensão moral, sendo que as virtudes institucionais – saber, respeito, serviço, competência e justiça – comprometem o profissional para um maior esforço que concorre para a qualidade no seu desempenho (Ordem dos Enfermeiros, 2005). Importa por isso reflectir ma acima de tudo integrar essas reflexões no exercício diário junto das pessoas que são alvo/parceiros nos cuidados e que merecem uma assistência digna da sua condição humana e particular.

Enf.ª Nisa Gomes

Referência bibliográfica:
ORDEM DOS ENFERMEIROS – Código Deontológico do Enfermeiro: dos Comentários à Análise de Casos. Lisboa: Ordem dos Enfermeiros, 2005.

Inimici sui amicum nemo in amicitia sumit. (*)


1) No seguimento das intervenções que a Ordem dos Enfermeiros tem vindo a desenvolver e, após a divulgação da Tomada de Posição sobre a Administração de Vacinas e Injectáveis nas Farmácias - divulgada a 1 de Setembro e suportada num parecer do Conselho de Enfermagem da Ordem dos Enfermeiros - a OE teve conhecimento que colegas que inicialmente tinham aceite realizar acções de formação a farmacêuticos suspenderam a sua disponibilidade para tal.

A Ordem dos Enfermeiros congratula-se com compreensão, por parte dos colegas, da problemática que tais atitudes envolvem para a profissão e com o trabalho desenvolvido pelos Presidentes das Secções Regionais da Ordem dos Enfermeiros, nomeadamente das Secções Regionais do Centro e do Sul, na sensibilização dos colegas para esta matéria.


2) Está a Ordem dos Enfermeiros a elaborar um dossiê com as informações de que tem conhecimento, bem como sobre irregularidades verificadas em farmácias, para preparar a sua intervenção.


3) Está ao dispor de todos os membros, NA ÁREA RESERVADA DO SITE, o parecer nº 60/2008 do Conselho de Enfermagem, subordinado ao tema «ORIENTAÇÕES TÉCNICAS PARA A VACINAÇÃO EM SECTOR PRIVADO».


4) Será divulgada informação aos membros sobre o resultado da reunião que se realizará a 23 de Outubro com a Ordem dos Farmacêuticos.


Fonte: Ordem dos Enfermeiros (Link)


O Sala-de-Enfermagem aplaude de pé.

(*)-Não pode ser meu amigo o amigo de meu inimigo.



quarta-feira, 22 de outubro de 2008

1.º Grande Arraial na Farmácia Alfredo (com música a combinar...esse som no máximo!)



(imagem humorística original, toda e qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência)

Okay, a música é boa...mas tentem ler o artigo...vá lá...

Como se não bastassem os últimos avanços por parte de profissionais de áreas distintas, como os farmacêuticos, eis que chega ao correio electrónico de um dos redactores o seguinte anúncio:

Curso de Formação: Auxiliar de Geriatria
Instituto de Ciências da Saúde do Porto
Área de formação: Saúde
Modalidade: Presencial

Distrito: Porto

Preço: 500,00 €

Data Inicio: quinta-feira, 13 de Março de 2008
Duração: 4 meses
Horário: Laboral e Pós Laboral
Local: Rua Júlio Dinis, 748 - 7º andar - 4050-012 Porto (ao Parque Itália)
Número de horas: 100 horas
Objectivos: O curso tem como objectivo dotar os formandos dos conhecimentos e das competências técnicas necessárias para apoiar idosos em instituições ou no seu domicílio.
Programa: Os serviços de prestação de cuidados a idosos (lar de terceira idade;centro de dia,apoio domiciliário) Saúde e cuidados básicos no idoso (Higiene, Alimentação e nutrição do idoso Administração de medicamentos, Incontinência, Úlceras por pressão: prevenção e tratamento, Reabilitação), Gerontologia (Psicologia do idoso,Problemas neurológicos nos idosos,O idoso no confronto com a morte,Como auxiliar os processos de luto no idoso,a importância da reciclagem dos papéis de vida) Promover a qualidade de vida do idoso (Terapia ocupacional,Animação sócio-cultural com idosos) O apoio ao cuidador (Auxiliar o cuidador nos cuidados básicos a ter com o idoso, O apoio psicológico ao cuidador em caso de doença grave ou morte do idoso.


Se não questionamos a pertinência do ponto prevenção, o mesmo não acontece com o ponto tratamento. A menos que, ridiculamente, se limite a "chamar o enfermeiro". É mais um episódio da novela "Enfermeiros? Para quê?". Uma vez que vivemos num país pejado de "super-farmacêuticos-que-sabem-e-fazem-tudo-menos-neurocirurgia-e-transplantes" e, mais recentemente, de "auxiliares-de-geriatria-responsáveis-pela-reabilitação-e-especialistas-em-tratamento-de-feridas" a questão que se impõe é:


Para quê mais médicos e enfermeiros?

Surpreendentemente:

Farmácias vão prestar primeiros socorros:
Os farmacêuticos vão passar a assistir doentes através de cuidados de suporte básico de vida – oxigenar alguém com um ataque de asma ou fazer manobras de reanimação a um diabético com hipoglicemia. A lei permite, a Ordem dos Farmacêuticos (OF) aproveita. E fez um acordo com a Cruz Vermelha Portuguesa para formar os profissionais.
José Mário Miranda, membro da direcção da OF, explica que as farmácias aderentes vão ter um símbolo a identificar que ali se prestam, gratuitamente, cuidados deste tipo.

Ler notícia completa aqui. (clique para ler)

Nós, por cá, gostamos em especial desta notícia. Aliás, aplaudimos de pé. E que tal fechar todos os hospitais? Na compra de duas caixas de Valium oferecemos uma reanimação pós-tentativa de suicídio! Ou na compra de um Vibrocil Gotas Nasais oferecemos uma hora de oxigénio totalmente grátis?

E quem é o responsável pelos cuidados? O senhor Alfredo da farmácia, ajudante técnico de profissão, mas muito simpático! Sim porque o sôtor não está. Está nas Maldivas a gozar os rendimentos provenientes da cartelização e venda de drogas (lícitas...mas drogas). Em breve vai poder fazer a sua cirurgia LASIK(TM) numa farmácia perto de si, a sua trombólise numa farmácia perto de si, a sua Colangiopacreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) numa farmácia perto de si....e a questão que se põe é:

Para quê manter hospitais abertos?

(No Sala de Enfermagem...lamentamos a música...vai um pézinho de dança?)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Férias Super "Calientes" (com música a combinar)


"Os 14 médicos do Uruguai que o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) contratou no início de Julho ainda não podem trabalhar em Portugal por não estarem inscritos na Ordem dos Médicos"

"Os clínicos entraram para o INEM no dia 1 de Julho, após terem assinado contratos a termo certo por um período de três anos, que lhes garante um ordenado mensal de cerca de três mil euros.

Desde que estão no INEM, os 14 médicos estrangeiros já realizaram formação em emergência pré-hospitalar, tendo participado, nomeadamente, num curso de viatura médica de emergência. Concluíram, aliás, a formação prevista para a primeira fase – a qual ia permitir pô-los já a trabalhar no terreno. No entanto, desde o início deste mês, limitam-se a acompanhar e a observar o trabalho dos seus colegas do CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes) – um aspecto da formação que estava previsto realizar «futuramente», segundo a newsletter de Setembro publicada pelo INEM."

Ler notícia aqui.


Ups. Então os senhores auferem 3000 euros mensais e não podem trabalhar...ah, já percebi, são férias remuneradas! Viva o luxo, quem pode, pode. Só falta mesmo usarem uma VMER para ir às compras...com umas luzes por baixo e tal...

A Sala-de-Enfermagem fica estupefacta!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Estou sim?!




Oito fundadores e supervisores da linha Saúde 24 (800 24 24 24), lançada há ano e meio, escreveram uma carta à ministra Ana Jorge denunciando aquilo que consideram ser “o caos organizativo” em que este serviço caiu.

Segundo a notícia avançada hoje pelo “Correio da Manhã”, a carta, com 15 pontos, os subscritores apontam falhas na plataforma de atendimento, que chega a estar inoperacional por várias horas, dizem que há utentes que ligam para a linha mas que não são atendidos e que há falhas na comunicação com os serviços de emergência.

Na carta, a empresa responsável, regida numa parceria público-privado com a operadora LCS, SA, do grupo Caixa Geral de Depósitos, é ainda acusada de alterar regras no atendimento para poder ganhar mais dinheiro e das triagens dos doentes nem sempre serem eficazes e rápidas como era esperado.

Os supervisores alertam ainda para o facto do director do centro de atendimento ter pedido que as transferências para o INEM sejam imediatas, mesmo antes de uma avaliação correcta das reais necessidades do doente, porque “o Estado só paga se 95 por cento das chamadas forem tratadas e transferidas em menos de 10 minutos”, diz o documento, citado pelo “Correio da Manhã”.

A LCS foi alvo de uma providência cautelar interposta por cinco dos enfermeiros supervisores, que viram os seus horários de trabalho alterados unilateralmente e que se queixam ainda de terem sido impedidos de entrar no local de trabalho e de terem acesso ao sistema informático.

Contactada pela Lusa, a Direcção-Geral de Saúde rejeitou as críticas de falta de eficácia e "caos organizativo" da linha telefónica Saúde 24, alegando que a qualidade do atendimento e o interesse público estão salvaguardados.

"É natural que haja interesse da operadora em ter lucro. Nós, Direcção-Geral da Saúde (DGS), marcamos a diferença no cumprimento da qualidade do serviço público. Asseguramos que a qualidade e o interesse público estão acima de qualquer outro interesse", afirmou à agência Lusa o responsável da DGS pela linha, enfermeiro Sérgio Gomes.

Face às denúncias de falhas no atendimento, a Direcção-Geral da Saúde responde que a taxa de eficácia tem níveis superiores a 95 por cento.

Assim, em 100 chamadas realizadas, menos de cinco ficarão por atender, sublinha Sérgio Gomes, lembrando ainda que a linha Saúde 24 atende uma média de 1600 chamadas diárias.

O balanço ao final de um ano apontava para 125 mil horas de atendimento e 106 mil idas às urgências evitadas.

(fonte:jornal Público)


Em resposta:

A Direcção-Geral de Saúde rejeitou as críticas de falta de eficácia e "caos organizativo" da linha telefónica Saúde 24, alegando que a qualidade do atendimento e o interesse público estão salvaguardados.

(Fonte: Jornal de Notícias)


A ministra da Saúde garantiu, esta segunda-feira, ter informações de que a qualidade do atendimento na linha telefónica Saúde 24 "é boa". Ainda bem que não disse "porreira", ou "jeitosinha", ou "bacana", ou "fixe". Não está bem mas está boa...Boa, Senhora ministra! Sempre em cima do acontecimento. Logo agora que todos esperávamos que dissesse mal de uma iniciativa política socialista.


Resenha de imprensa:

Público: Supervisores da linha Saúde 24 denunciam "caos organizativo" deste serviço

JN: Direcção-Geral nega caos na Linha Saúde 24

CM: Linha Saúde 24 vive no caos


DG: Ministra da Saúde considera atendimento «bom»


RTP: Direcção-Geral garante qualidade no atendimento da Linha Saúde 24