
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
Aqui não se fazem greves de brincar.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Greve (II)
A actual situação da Saúde não é, de todo isolada. Vivemos num país trespassado por uma aura de secretismo e ocultismo atroz, onde apenas uma minoria tem acesso à informação, à admissão, à opinião, numa espécie de herança genealógica. Uma maçonaria de amigos, filhos, primos, enteados, afilhados e protegidos. Um país onde se cortam as árvores apenas para que não façam sombra aos arbustos, como escreveu Luís de Sttau Monteiro na peça “Felizmente há Luar!”.
A cartelização da saúde levou a que, socialmente, a Enfermagem e o processo de admissão se tornassem em anedotas contadas ao domingo no churrasco dos Conselhos de Administração, aos feriados no jantar de convívio dos Secretários de Estado da Saúde e durante toda a semana nos banquetes reservados do Executivo.
A comunidade de Enfermagem junta-se hoje, em dia de greve em frente ao Ministério da Saúde. A representatividade será a que se irá ver, mas pede-se mais. Pede-se que todos unam forças. Pede-se que se lute de punho erguido, em voz alta, mas pede-se também que seja transversal. Do Enfermeiro de Cuidados Gerais, ao Enfermeiro Especialista, do jovem ao mais experiente, do Enfermeiro de nível 1 ao Enfermeiro Director.
Aos senhores Enfermeiros com mais experiência, relembrem-se que esta é uma luta de TODOS e que, mesmo que perto da aposentação, os jovens precisam de ajuda nesta luta. O desemprego destrói uma profissão e, mais que isso, diminui a sua cotação económica e social. Lutem pela profissão que exercem, pela continuidade dela e pela continuidade dos seus profissionais que, mais não fazem senão manter o vosso legado vivo. É certo que a vós se devem muitas das conquistas que hoje são consideradas dados adquiridos, lutemos um pouco mais. Todos os jovens Enfermeiros e estudantes de Enfermagem deste país têm os olhos postos em vós e esperam um sinal aprovação.
Aos jovens Enfermeiros, avizinha-se um período duro, de luta, de perseverança. Lutem pela profissão que vos enche por dentro, que vos fez estudar, perder horas de sono e crescer como Seres Humanos. São vocês o futuro da profissão que escolheram, A Enfermagem. Lutem por uma profissão dignificada e não pela dignidade, pois essa, mesmo que esquecida por vezes, nunca nos abandonou.
Estamos em greve senhores Enfermeiros, mostremos a garra que nos une.
Notícias:
JN: Adesão de 100% nos Hospitais de São José, Curry Cabral, Dona Estefânea, Capuchos e INEM (Clique para ler).
DN: Adesão dos enfermeiros à greve superou os 70% (Clique para ler).
Público: Saúde das pessoas não fica em risco com greve dos enfermeiros, garante ministra (Clique para ler).
Idem: Greve da função pública: hospitais, comboios e recolha de lixo são dos sectores mais afectados (Clique para ler).
CM: Greve afecta Hospitais (Clique para ler).
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Muitos hospitais e centros de saúde sem enfermeiros.
provocou um "impacto indesejado nos cidadãos". "De facto, esta greve está a traduzir-se em algum impacto indesejado para os cidadãos [porque] a generalidade dos blocos operatórios está a funcionar apenas com as urgências". Em "muitos centros de saúde (...) não existem enfermeiros" a trabalhar, disse José Carlos Martins em conferência de imprensa à porta do Hospital de São José, em Lisboa."
Desctaca-se ainda a elevada taxa de adesão à greve no que diz respeito aos colegas dos Cuidados de Saúde Primários, "...há uma elevadíssima adesão da parte dos colegas dos cuidados primários que é, diga-se, onde existe o maior número de enfermeiros a contrato a quem a senhora ministra diz que lhes vai prorrogar o contrato", salientou o coordenador do SEP. Para José Carlos Martins, este tipo de adesão à greve demonstra que "está bem claro para os enfermeiros que a prorrogação dos contratos não é uma solução, é um remendo", porque a solução "é efectivar".Contactado pela Agência Lusa, o Ministério da Saúde recusou avançar dados relativos à paralisação.
Apesar de não ter ainda dados definitivos sobre os números de adesão a esta greve, que começou esta terça-feira e se prolonga por quarta-feira, o dirigente sindical disse ao Jornal de Notícias não ter dúvidas de que os números rondarão entre os 60 a 80%, justificando que mesmo nos hospitais onde a média global de adesão é baixa, há serviços que ficaram completamente desfalcados de enfermeiros
Para José Carlos Martins, "se a senhora ministra da Saúde ainda não compreendia a greve, no decurso das primeiras horas da manhã passou a compreende-la".As reivindicações, como explicou o sindicalista, passam pela admissão de mais enfermeiros, efectivação de contratos a cerca de cinco mil profissionais, melhores salários aos mais competentes, "nomeadamente os especialistas", numa carreira profissional que enquadre, do ponto de vista salarial, os enfermeiros de acordo com a licenciatura que detêm.
Segundo a RTP "Os serviços mínimos foram garantidos no Hospital de São José e as consultas externas foram os serviços menos afectados. Fonte hospitalar referiu [à RTP] que a adesão foi de 74 por cento.
Aderiram à greve 350 dos 660 enfermeiros escalados no Hospital de Santa Maria. Alguns serviços do maior hospital de Lisboa funcionaram com normalidade, mas noutros, como o bloco operatório, foi registada uma adesão de 80 por cento."
Notícias relacionadas:
RTP: Ministra da Saúde critica Greve dos Enfermeiros (clique para ver).
RTP: Enfermeiros iniciam greve de dois dias (clique para ver).
RTP: Enfermeiros entraram em greve (clique para ver).
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Antena Aberta, 15-01-2008, Desemprego em Enfermagem.
Emissão da Antena 1, o programa é o Antena Aberta. Neste programa, vários dirigentes, entre eles Guadalupe Simões, referem (e bem) quais os problemas da Enfermagem moderna e que soluções podem ser apontadas. Chocante, alarmante e, infelizmente, real.
Pode ser ouvido aqui. (Clique)