Mostrar mensagens com a etiqueta Sala de Enfermagem. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Sala de Enfermagem. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

HOJE!

Análise do Relatório da OCDE


OECD Health Data 2008
How Does Portugal Compare



Relatório que combina a análise do investimento na saúde e a análise do número de profissionais, em relação à média dos países da OCDE.

Alemanha | Austrália | Áustria | Bélgica | Canadá | Coreia do Sul | Dinamarca | Eslováquia | Espanha | Estados Unidos da América | Finlândia | França | Grécia | Hungria | Irlanda | Islândia | Itália | Japão | Luxemburgo | México | Noruega | Nova Zelândia | Países Baixos | Polónia | Portugal | Reino Unido | República Checa | Suécia | Suíça | Turquia

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Correia de Campos...outra vez...

O nosso caro ex-ministro da saúde gosta de pérolas. Em especial das pérolas da oralidade, pelo menos tem-nos habituado a protagonizar algumas.


Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra e mestrado em Saúde Pública pela Universidade Johns Hopkins, demonstra pouca sensibilidade no que toca a assuntos tão polémicos como a empregabilidade dos profissionais formados em Portugal, a economia no ensino e, como muitos defendem não reconhece um sistema nacional de saúde, preferindo um sistema liberal como o adoptado nos EUA.


Durante o seu mandato, interrompido bruscamente (para bem do SNS), foi dissertando longamente acerca de temáticas que, claramente, dominava de forma deficitária. Do abre e fecha de serviços de urgência, ao abre e fecha de maternidades, passando pela contestação popular (que acabou no afastamento de Correia de Campos como ministro), ficou bem clara a intenção popular de terminar o nefasto capítulo. Mas, aparentemente, Correia de Campos não compreendeu o sinal para se afastar das luzes da ribalta. Continua a aparecer com frequência, a escrever com mais frequência ainda e a afirmar algumas...incongruências.


A última, publicada amplamente nos meios de comunicação social (ler exemplo aqui), dá conta de uma opinião no mínimo duvidosa. Correia de Campos refere que o "Estado não tem de privilegiar o acesso ao primeiro emprego a enfermeiros". Claro que não senhor advogado. Aliás o Estado deve efectivamente gastar tempo, recursos humanos e recursos económicos na formação de profissionais qualificados que servem apenas para engrossar as fileiras nos Centros de Emprego de todo o país. Chama-se a isto um investimento bem feito.

De forma gradualmente mais confiante (deram-lhe tempo...) analisou ainda o caso dos Enfermeiros quando comparado com os Psicólogos dizendo "Por que é que eu hei-de ser exigente com o emprego dos enfermeiros e não hei-de ser igualmente exigente com o emprego dos psicólogos? Temos muitos mais psicólogos desempregados do que felizmente temos enfermeiros!". Senhor Ex-ministro, actualmente comentador político na área da saúde e afins, o problema é precisamente esse. Em breve, dado o elevado número de Licenciados em Enfermagem, não demorará muito até que a gravidade da situação não só seja igual como até piore! E quando a realidade assistencial demonstra, em especial no litoral e no interior profundo, que existe uma gritante falta de profissionais de Enfermagem, não será estranho falar-se em desemprego? Não será estranho ser comparado com uma classe profissional, os psicólogos, onde existe um manifesto excesso de profissionais? Até os rácios da OCDE, aqui tão contestados, demonstram isto. Ah, mas vendo bem, pedimos desculpa. Afinal esta é a postura tão portuguesa do "Vocês estão mal? E aqueles ali? Vá, comam o vosso pão duro que há quem nem pão tenha!". É muito tradicional o Ex-ministro Correia de Campos.


Mas a miríade de eflúvios não termina. Correia de Campos, fazendo fintas à audiência, refere acalmando os ânimos que afinal a empregrabilidade dos Enfermeiros é um problema ultrapassado uma vez que nomeadamente nas novas áreas do Serviço Nacional de Saúde como a dos cuidados continuados onde, disse, vão existir "centenas, milhares de camas" na procriação medicamente assistida ou nos cuidados de saúde oral. "São áreas que vão, certamente, abrir espaço para a colocação de enfermeiros". Cá estamos nós para verificar, como especialista deve saber do que fala. Centenas de milhares de camas resolviam muitos problemas. Para já a sobrelotação das instituições do SNS...


Por fim, resta aos profissionais de Enfermagem no desemprego, agradecer ao Ex-ministro o seguinte conselho: Correia de Campos disse ainda que existem "imensas possibilidades" de emprego noutros países: "Há instituições inglesas que vêm buscar a Portugal centenas de enfermeiros por ano." Correia de Campos, mantendo a postura visionaria que caracterizou o seu mandato regressa aqui à ideia peregrina de investir para formar e depois exportar o ganho intelectual para outros países. Será da opinião que todos os trabalhadores intelectuais devem abandonar o país, migrando para super potências internacionais? Aqui , no Sala de Enfermagem, não queremos acreditar nisso, mas...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Aqui não se fazem greves de brincar.


Já chega de apoiar o sindicalismo corporativista do "arranja um papel a dizer que és delegado sindical e, no dia da greve, argumentas actividade sindical".

Caros colegas, a função da greve é, pontualmente, encetar uma jornada de luta por algum direito que se considere legalmente mal atribuído ou mesmo sem atribuição. Destaco o pontualmente. A função da greve é causar o incómodo, é ser mediático e difundido. A realidade é lamentável, já NINGUÉM tem paciência para as greves levadas a cabo por Enfermeiros... Em breve nem a atenção dos sedentos meios de comunicação teremos! Chega de greves de brincar.

A vulgarização e massificação foi um dos maiores erros da Enfermagem portuguesa...bastando para isso observar o número de licenciados que, anualmente, se produzem. Em série, em massa, como numa linha de montagem. Será esse o erro dos Enfermeiros? Não saber quando parar e direccionar a luta noutro sentido?

Até à proxima greve, algures daqui a dois ou três meses. Suspeito que não será dificil elaborar os manifestos...no fundo, as reivindicações não mudam...é pena. Da nossa parte fica a promessa... Se a greve for realista, inteligente, maciça e organizada...Estaremos na linha da frente. Até lá, chega de marasmos.

Destaco a leitura do artigo publicado no CM, dia 16 de Fevereiro, na íntegra: CLIQUE AQUI.


domingo, 8 de fevereiro de 2009

Açores I


"O Governo Regional pretende, a breve trecho, alargar o âmbito das suas bolsas de formação específica, contemplando os finalistas do curso de enfermagem que desejem prosseguir estudos, como médicos, em Medicina Geral e Familiar.

O anúncio foi feito ontem pelo secretário regional da Saúde, Miguel Correia, na sessão de abertura das comemorações dos 50 anos da Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada." Ler aqui (clique)


Como se já não bastassem o conjunto de políticas absurdas, o conjunto de "bitaites" que tudo o que é condutor de ambulância manda, a precariedade e a falta de corporativismo, agora parece que a Licenciatura em Medicina é PROSSEGUIR os estudos em Enfermagem. Parece-nos que o curso de Licenciatura em Enfermagem já é, por si só, uma licenciatura. Ora sendo uma licenciatura, obter o grau de licenciatura noutra área, sendo já licenciado em Enfermagem dificilmente se pode considerar uma PROGRESSÃO de estudos. É, no máximo, um alargamento de conhecimentos e competências. Que péssima escolha de palavras, sua excelência.


O responsável por esta frase, certamente desconhecedor da realidade vivida pela Enfermagem nos últimos anos é Miguel Correia, responsável pela pasta da saúde no arquipélago onde já vimos de tudo. Inclusivamente a exclusão dúbia de candidatos num concurso público...que teve inclusivamente direito à atenção mediática em prime-time da SIC.

Surge, ainda assim, coerente dissertar curtamente acerca das esperanças, possibilidades e opiniões que a população, órgão soberano numa democracia, destina ao actual Secretário Regional da Saúde nos Açores.

«-Noventa e quatro por cento dos leitores do site Acores.rtp.pt não acreditam na capacidade do novo Secretário da Saúde para resolver os problemas do sector.

-Os leitores consideram que o Secretário será boicotado pelos interesses instalados.
-Num inquérito realizado pelo site nas últimas duas semanas, é residual o número de pessoas que acredita que o novo Secretário será capaz de melhorar o sector público da saúde.» Ler aqui (clique)

Estes dados, espelhados no site da RTP Açores, são indicativos da opinião pública. Largas maiorias, sempre duvidosas, muitas vezes enganadoras, mas sempre sinceras.

No entanto, o senhor Secretário de Estado aparenta possuir opiniões fundamentadas, certeiras e, mais que isso, objectivamente direccionadas no que toca ao diálogo multidisciplinar da saúde. Pensaria o senhor leitor que, dada a afirmação anterior de antemão, o senhor Secretário de Estado não aparenta ser Enfermeiro. Seria estranho que o fosse. Não consideraria então a Licenciatura em Medicina o resultado da progressão de um Licenciado em Enfermagem. Será então, dado o vasto conhecimento, um membro da distinta (sem sarcasmos) classe médica? Para obter essa informação, assim como outras, vamos recorrer ao sítio do Governo Regional dos Açores. Passamos a citar:

"Miguel Fernandes Melo de Sousa Correia nasceu em Angra do Heroísmo a 8 de Janeiro de 1972. É casado.

Licenciou-se em Economia na Universidade Nova de Lisboa, com especialização em Economia de Empresa, e tem trabalhado no no sector empresarial, designadamente como director financeiro.

Colaborou na implementação do modelo de contratualização dos hospitais açorianos e coordenou a preparação do concurso público para a construção e exploração do Centro de Radioterapia dos Açores, que funcionará em Ponta Delgada.

Membro da Ordem dos Economistas e da Câmara dos Técnicos Oficiais de Contas, assumiu, em 2007, o cargo de vogal do Conselho de Administração da Saudaçor – Sociedade Gestora de Recursos e Equipamentos da Saúde dos Açores, SA." Ler aqui (clique).


Nota:

Da parte dos Enfermeiros, só nos resta esperar que mal entendidos deste género não voltem a ocorrer. É lamentável que se trate a classe dos Enfermeiros como meros "degraus" para um fim maior. O fim de medicina. Há quem queira mesmo ser Enfermeiro, Economista, Advogado, Médico, Arquitecto,...Palavras que nos entristecem, assim como a mercantilização empresarial da saúde. Felizmente, esquecemos cedo e não guardamos rancor.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Citação de blogue amigo...

«Cada vez tenho mais dificuldade em perceber o mundo da Enfermagem (paradoxal!). Recentemente tive oportunidade presenciar uma situação... estranha.

Vi um grupo de alunos de Enfermagem (estagiários) acompanhados do seu orientador (contratado pelo respectivo estabelecimento de ensino). Até aqui nada de relevante. O embaraçoso é que, naquele imenso conjunto, não consegui diferenciar o orientador dos alunos(!).
Quando o fiz (porque me indicaram quem era!), constatei que este (o orientador) deveria ter apenas mais três ou quatro anos que os próprios alunos. Mais engraçado ainda (mas sem piada!) é que o "Enfermeiro do serviço" destacado para os orientar - segundo me relataram - tem uns escassos meses de experiência profissional ("ainda nem integrado no serviço está!!").

Ao que parece os Enfermeiros mais velhos estão "cansados" de "acompanhar" as sucessivas "avalanches de alunos que inundam os serviços" sem direitos a pausas.
Comentei esta "passagem" com uma colega dessa instituição. Respondeu:
- "E têm sorte, já vi alunos de diferentes anos, que se encontravam a estagiar no mesmo serviço em simultâneo, a orientarem-se uns aos outros. Não havia ninguém que o fizesse numa base regular".
Não quis crer. Mas há mais:
- "Temos uma colega que conseguiu a proeza de iniciar a vida profissional sem nunca algaliar"...!
O meu pobre coração começa a ficar frágil para aguentar tudo isto e ver desmoronar algo que custou tanto levantar. Enfatizo: tanto! Não sei se acontece convosco, estimados colegas, mas às vezes nem sei bem se estou a sonhar (pesadelar não existe!) ou não!»

Escrito, como sempre, com mestria pelo Dr. Enfermeiro. Ver blogue AQUI.

Peço desculpa pela citação...Mas concerteza se entende o porque da minha perplexidade.
Este tipo de situação só pode acontecer numa profissão que, ironicamente, se esquece de si própria enquanto pensa apenas em si. Paradigmas de mudança, implicam unicamente uma evolução? Ou devemos falar apenas em...REGRESSÃO?

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson

"A Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson tem um novo site, no qual podem ser colocadas questões directamente a um médico neurologista na área da doença de Parkinson.

Através do novo site, que versa sobre a área técnica e clínica da doença de Parkinson, os associados podem obter informações sobre artigos vistos na imprensa, legislação de relevo e informação sobre apoios."



Obama vence



Barack Obama vence as presidenciais Norte-Americanas.
Dados de 5 de Novembro, ás 12:38.

"Se alguém duvidava de que neste país todos os sonhos podem ser realizados, se alguém duvidava do poder da democracia, esta noite tiveram a sua resposta". Foi com estas palavras que o novo presidente norte-americano, o democrata Barack Obama, iniciou ontem o seu discurso de vitória perante mais de 125 mil apoiantes.

"Demorámos muito tempo a chegar até aqui, mas esta noite, a mudança chegou à América", afirmou Obama, que subiu ao palco na companhia da esposa, Michelle, e das filhas. Num discurso tranquilo mas recheado de significado, o primeiro presidente negro da História dos EUA recordou a sua avó, que faleceu no dia anterior às eleições, agradeceu o apoio da esposa, que disse ser "a pessoa mais importante da sua vida", e felicitou McCain, lembrando o seu ''sacrifício pela América''.

"O senador McCain é um homem corajoso que lutou pelo nosso país e sofreu muito mais do que podemos imaginar em nome dos ideais deste país", afirmou também Obama, sublinhando esperar contar com ele para o ajudar a governar o país.

Apesar de satisfeito com a vitória, Obama disse ainda que "amanhã será um dia de grandes desafios, entre eles a guerra no Iraque e a crise financeira".

"Sempre fui honesto com o povo e continuarei a sê-lo. Terei o maior prazer em reconstruir a América que nasceu há 220 anos", acrescentou.

Como Lincoln, antigo presidente dos Estados Unidos, disse uma vez "a amizade é o que nos unirá".

''O caminho será longo e íngreme. Podemos não chegar lá num ano ou sequer num mandato, mas nunca tive tanto a certeza, como tenho hoje, de que lá chegaremos'', afirmou ainda, antes de terminar o discurso com o lema da sua campanha: ''Sim, podemos''.

Fonte:CM/JN

O candidato republicano John McCain já reconheceu a derrota e deu os parabéns ao adversário, afirmando que nada mais podia ter feito para tentar chegar à vitória. Aqui John McCain surpreendeu. Demonstrou humanidade, sinceridade e elevação ao silenciar os apupos dos seus apoiantes no momento em que falava de Obama. Aproveitou ainda o momento para, exemplarmente, pedir que todos os americanos, como ele próprio, se disponibilizem para ajudar e apoiar totalmente o novo presidente dos Estados Unidos da América.

O Presidente da Venezuela, Hugo Chávez felicitou hoje Barack Obama pela eleição histórica e expressou a vontade de estabelecer novas relações com os Estados Unidos e relançar uma agenda bilateral construtiva para o bem-estar dos dois povos.

O Presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, pediu, hoje, ao Presidente eleito dos EUA, Barack Obama, que conduza uma guerra anti-terrorismo que evite as mortes de civis. O apelo surge após um ataque, hoje, das forças americanas no sul do país que terá feito cerca de 40 mortos entre convidados de um casamento.

O nosso primeiro-ministro, José Sócrates, considerou hoje a vitória de Barack Obama nas presidenciais norte-americanas "um momento histórico" que irá contribuir para a melhoria das relações entre os Estados Unidos e a Europa.



Chega assim ao fim a campanha eleitoral mais longa, mais cara e mais mediática de toda a história. No Sala-de-Enfermagem destacamos a elevação do debate eleitoral, o respeito pelo adversário e a visão de futuro que ambos os candidatos demonstraram.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Estou?Estou...?ESTOU!?...Olha...isto paga-se na mesma?

"Das 02h00 até perto das 07h00 da madrugada de sábado para domingo a Linha Saúde 24 esteve sem conseguir atender chamadas, fazer triagem de doentes ou referenciar casos para as unidades de saúde. Um utente podia ligar, mas o telefonema não era atendido, apesar de lhe ser cobrado o habitual custo da chamada local."

Na origem das falhas esteve a actualização do sistema informático, que obrigou ao corte das linhas telefónicas durante uma parte da noite e depois impediu que os enfermeiros conseguissem aceder ao programa informático que faz o despiste das situações e permite o aconselhamento dos utentes sobre o que fazer em caso de doença. As chamadas começaram depois a ser atendidas via central do Porto, mas sempre sem o acesso ao sistema de triagem. O problema ficou solucionado perto das 07h00, mas a comunicação com as unidades de saúde (hospitais e centros de saúde) através de fax só ficou operacional por volta das 10h00.

Esta actualização já estava prevista, mas não foi informada aos utentes da linha, apenas aos funcionários que estavam de turno. E, como o sistema esteve inoperacional, é impossível perceber quantas chamadas se perdeu. Mas, ao que o CM apurou, a linha de atendimento recebeu dois casos de emergências que tiveram de ser encaminhados para o INEM através de chamadas manuais dos enfermeiros que estavam a trabalhar, mas sem que fosse possível enviar dados clínicos sobre os doentes. Houve também um caso de perigo de intoxicação que não foi possível transferir para o Centro de Informação Anti-Venenos (CIAV) do INEM e o operador foi obrigado a fornecer o número de telefone ao utente para ele próprio ligar.

Contactado pelo CM, o responsável da Direcção-Geral da Saúde pelo acompanhamento da Linha, Sérgio Gomes, afirmou apenas ter conhecimento de que haveria uma actualização do sistema, mas remeteu mais esclarecimentos para a entidade gestora. O nosso jornal tentou contactar o responsável pela LCS, mas tal não foi possível até ao fecho desta edição.


SUSPENSA ENFERMEIRA VOZ DA LINHA

"Bem-vindo à Saúde 24. Por questões de segurança os seus dados pessoais serão registados. Por favor, não desligue. Obrigado." A voz da mensagem que se ouve sempre que alguém liga para o 808 24 24 24 é a da enfermeira suspensa na passada semana pelo conselho de administração da Linha Saúde 24. Ana Rita Cavaco é um dos oito supervisores que denunciaram problemas no serviço e a primeira subscritora da carta enviada à ministra da Saúde, Ana Jorge. Na 5ª feira, a administração da LCS comunicou-lhe que estava suspensa e que a sua presença é considerada "inconveniente nas instalações da empresa". Foi-lhe aberto um processo disciplinar, apesar de não ter sido comunicada nota de culpa (razão para o processo). A situação aumentou o clima de mal-estar na equipa que assegura o serviço.


DENÚNCIA

Numa carta enviada a Ana Jorge, oito supervisores do serviço alertam para o caos organizativo.

REACÇÃO

A ministra Ana Jorge pede à Direcção-Geral da Saúde que analise as denúncias. Esta avaliação está em curso. A empresa LCS rejeita as acusações e paga anúncio nos jornais onde defende que as denúncias se explicam pelo facto de os enfermeiros quererem "manter o pluriemprego e conveniências pessoais".

INVESTIGAÇÃO

A Ordem dos Enfermeiros está também a analisar este caso.

Fonte:CM, ler Aqui. (Clique para ler)


Opinião da Ministra, Dr.ª Ana Jorge,

«A Ministra da Saúde recusou comentar esta segunda-feira a falha de funcionamento da Linha Saúde 24 durante a madrugada de sábado para domingo, que o 'Correio da Manhã' noticiou. Ana Jorge remeteu-se ao silêncio por estar ainda a aguardar os “resultados” de uma reunião entre a Direcção de Saúde e a empresa gestora do serviço.

A Ministra da Saúde ressalvou, no entanto, o bom funcionamento deste serviço de um modo geral: “A Linha Saúde 24 tem vindo a desempenhar um bom trabalho de resposta à população e esperamos que não se repita aquilo que possa ter acontecido”.

Ana Jorge revelou ainda estar também a acompanhar as situações de “falha” no atendimento telefónico do Instituto nacional de Emergência Médica (INEM), garantindo que são apenas “casos pontuais”.

A reunião entre a Direcção-geral de Saúde e a empresa gestora da Linha Saúde 24 decorreu esta manhã, mas a Ministra da Saúde diz que não sabe quando vai ter os resultados da mesma.»


Fonte: CM, ler Aqui.(clique para ler)

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Absens heres non erit. (*)

O Sala-de-Enfermagem divulga uma carta que tem circulado por alguns e-mails. Nada do que aqui está escrito reflecte a opinião de nenhum dos redactores do blogue. Embora a possamos subscrever.

"Caros Colegas Enfermeiros,

Há longa data, repetidamente reciclada, estamos todos à espera que a enfermagem tenha finalmente uma carreira digna dos profissionais de louvor a que diz respeito. Porém, há vários anos que isso nos é prometido e há outros tantos que tal é adiado. E, ao longo destes anos, enquanto este impasse se não resolve, todos vimos carreiras congeladas. Para além de já ganharmos mal relativamente ao trabalho que desenvolvemos, aos riscos que a nossa profissão acarreta e ás qualificações que possuímos, há vários anos que não há subida para ninguém! Nem sequer a licenciatura que todos foram obrigados a fazer nos serviu de nada! Dinheiro e tempo gasto na escola, para na prática se passar a receber mais 0 Euros! Fala-se actualmente que até Setembro a nova carreira de enfermagem terá que estar definida, mas sinceramente ninguém já acredita em nada. E mesmo que até Novembro seja definida uma nova carreira de enfermagem, acreditem meus amigos que será muito má, pois segundo as fontes que tenho a contraproposta apresentada pelo governo irá arruinar por completo a Enfermagem, e como sempre haverá alguém “que diz defender a classe de Enfermagem” que irá mais uma vez concordar com o governo e estará pronto a assinar a nossa “sentença de morte”.

Todavia colegas perguntam vocês: “Mas afinal de quem é a culpa de toda esta fraude que todos temos vivido na última década?”.

Para essa pergunta a resposta é facílima e eu próprio a tenho: “A CULPA é de todos nós caros colegas”! A culpa é nossa pois temo-nos deixado manipular como autênticos fantoches, temos sido vandalizados consentidamente, temos caído em todas as armadilhas e ciladas que nos têm sido montadas quer pelos sucessivos governos, quer por alguns membros de alguns Sindicatos e da Ordem dos Enfermeiros que apenas representam as respectivas fundações para beneficio próprio mesmo que para isso tenham que sacrificar toda uma profissão e toda uma classe de Enfermagem! E o que é que nós temos feito perante esta situação caros colegas? Temos ficado impávidos e serenos na esperança que um dia de manhã acordemos e todos os problemas da enfermagem tenham sido resolvidos!

Com muita pena minha, lamento dar-vos a triste noticia mas essa suposta manhã não vai chegar nunca, pois como todos já devem ter reparado, a cada dia que passa a enfermagem está cada vez mais no fundo do poço, estando a atingir um fundo tão longínquo que daqui a um pequeno nada, não existe corda nenhuma que a volte a agarrar e a trazer á tona da água.

Parem todos 1 minutos para pensar:
-O crescendo de escolas e vagas não parou desde o momento em que foi criada a licenciatura em Enfermagem, em 1999;

-Por ano saem das escolas de Enfermagem cerca de três mil licenciados em Enfermagem;

-Neste momento existem em Portugal cerca de três mil enfermeiros desempregados a trabalhar em lavandarias, caixas de supermercados e na construção civil, e daqueles que estão empregados muitos deles sujeitam-se a receber cerca de 500 euros mensais.

-Actualmente as escolas portuguesas de Enfermagem têm quinze mil alunos em formação e o número de vagas de ingresso no curso continua a aumentar!

Pensem agora o que será da enfermagem daqui a uns meros cinco anos. Haverá nessa altura cerca de 15 mil enfermeiros no desemprego. E calculo que todos consigam imaginar que uma profissão com quinze mil desempregados fique automaticamente sem poder reivindicativo, pois tudo no mercado se baseia na lei da oferta e da procura. Penso também que consigam imaginar, e isto também para aqueles que já estão em topo de carreira que o seu preço/hora poderá vir a baixar e poderão vir a ter que trabalhar mais e a receber...bem mas bem menos! É o que acontece com as uvas na altura das vindimas que são vendidas a uma terça parte do preço do que nas restantes épocas do ano pela grande dificuldade em dar escoamento a este produto na altura da sua colheita. Portanto não pensem que isto é um problema apenas dos mais novos pois esta crise irá ser vivida por todos os profissionais de enfermagem caso não seja travada atempadamente, e atempadamente será AGORA.

Mas afinal o que tem feito a nossa Ordem perante esta situação que todos conseguimos enxergar? Continua a dizer que faltam cerca de trinta mil enfermeiros em Portugal! O que têm feito os sindicatos? Distribuir papeis que publicitem trabalho do sindicato mas na prática não têm feito mais que receber as quotas mensais dos seus associados! Mas pior do que isso, o que temos feito todos nós estimados colegas? NADA, absolutamente nada! Temos todos sido uma verdadeira mole de lentificados e comodistas! Enquanto conjunto e força não temos lutado rigorosamente nada pelos nossos direitos e pela nossa carreira, e isso é vergonhoso!

É por isso meus amigos que hoje vos escrevo esta carta na esperança que todos levantem os braços e ponham mãos à obra! Recordem todos o que ainda o ano passado os nossos colegas finlandeses conseguiram graças à união:” Dezasseis mil enfermeiros finlandeses uniram-se e ameaçaram o governo com uma demissão em massa, caso não lhes fosse conferido um aumento de ordenado de 24%. O sistema de saúde finlandês ficou assim em risco de parar completamente. Perante isto o que pôde fazer o governo? Antes de terminar o prazo imposto pelos enfermeiros foi obrigado a ceder ás exigências impostas pela classe de enfermagem do referido país pois caso contrário o sistema de saúde entraria em rotura total.

Da mesma forma recordo-vos também o caos que ainda o mês passado o país viveu graças à pequena greve de três dias dos camionistas! Não sei se todos estiveram nas filas intermináveis de carros juntos das gasolineiras para meterem os derradeiros litros de gasolina, depois de terem passado por algumas já fechadas por terem esgotado os combustíveis, todos devem ter reparado na corrida aos supermercados para comprar os últimos produtos das prateleiras quase vazias e da ruptura de stocks de todos os supermercados que, para não alarmarem o país, não deixaram os jornalistas filmar o seu interior completamente desfalcado.

Agora pensem no caos que se geraria em Portugal se todos os enfermeiros se unissem uma vez na vida e fizessem uma paralisação total. Estão todos a imaginar os serviços de urgência a rebentar pelas costuras e a prestarem apenas os cuidados mínimos emergentes? Estão a ver os blocos operatórios todos a operarem apenas as emergências apesar das intermináveis listas de espera? Estão a ver os serviços de internamento completamente atulhados, a cheirarem nauseabundamente sem poderem admitir mais doentes os quais ficariam retidos nas urgências que por sua vez ficariam imediatamente sem macas e sem espaço para mais ninguém até ao ponto que já ninguém conseguiria passar as portas da admissão para dentro? E já pensaram no protesto que a população civil faria perante o governo? O Serviço Nacional de saúde entraria imediatamente em rotura, entraríamos imediatamente numa situação insuportável e incontornável, restando ao governo uma única solução, ceder a ás exigências feitas pela Classe de Enfermagem.

Penso que agora está claro para todos que se quisermos sair da “arrastadeira onde nos meteram e nos defecaram em cima” só haverá uma forma: Uma Aliança entre todos os enfermeiros fazendo uma GREVE POR TEMPO INDETERMINADO até o governo ceder à proposta que lhe for apresentada pela supracitada classe. Mas uma carreira decente para todos nós caros colegas. Eu tenho uma delineada que vos darei a conhecer futuramente caso estejam interessados em lutar ao meu lado. Uma carreira que mesmo aqueles que à partida não poderiam subir mais nada pela antiga carreira ainda poderão subir e ganhar mais uns bons belos euros, os quais por sua vez irão ter um grande impacto quando os colegas forem aposentados.

Uma única vez na vida vamos todos remar para o mesmo lado Senhores Enfermeiros. UNAM-SE, ASSOCIEM-SE, UNIFIQUEM-SE, REVOLTEM-SE contra o que nos têm feito. Deixem de se acobardar perante a pressão dos vossos chefes e dos vossos directores. ACREDITEM na nossa FORÇA pois todos unidos será impossível vencerem-nos. Eu acredito em vocês. Há por ai quem se ria de nós e diga que os enfermeiros são demasiado cobardes e medrosos para fazer uma coisa desta dimensão, mas seguidamente também dizem que se tivessem coragem para o fazer criariam imediatamente uma situação incontornável no país á qual o governo seria obrigado a ceder. Basta metade de nós ter coragem para o fazer. Mas eu acredito que serão todos a fazê-lo e não apenas metade. Façamos todos unidos, o 25 de Abril da Enfermagem.

É para uma GREVE POR TEMPO INDETERMINADO que eu apelo a todos os enfermeiros. Até aqui apenas têm sido feitas greves politicas da função pública e da frente comum dos sindicatos, ou seja, no final de contas apenas temos feito greves em proveito de outras classes profissionais. Agora greves exclusivas da classe de enfermagem quantas foram feitas na última década meus amigos? Nem vê-las e é por isso que este país nos tem torturado constantemente. Portanto está encontrada a solução para o problema da enfermagem e a um pequeno passo de ser posta em prática, mas para isso necessito da colaboração e união de todos vocês!"

Caros Colegas, retirem as vossas conclusões. Façam um exercício introspectivo e comentem em consciência.

Absens heres non erit - Não há ausentes sem culpa nem presentes sem desculpa



quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Inimici sui amicum nemo in amicitia sumit. (*)


1) No seguimento das intervenções que a Ordem dos Enfermeiros tem vindo a desenvolver e, após a divulgação da Tomada de Posição sobre a Administração de Vacinas e Injectáveis nas Farmácias - divulgada a 1 de Setembro e suportada num parecer do Conselho de Enfermagem da Ordem dos Enfermeiros - a OE teve conhecimento que colegas que inicialmente tinham aceite realizar acções de formação a farmacêuticos suspenderam a sua disponibilidade para tal.

A Ordem dos Enfermeiros congratula-se com compreensão, por parte dos colegas, da problemática que tais atitudes envolvem para a profissão e com o trabalho desenvolvido pelos Presidentes das Secções Regionais da Ordem dos Enfermeiros, nomeadamente das Secções Regionais do Centro e do Sul, na sensibilização dos colegas para esta matéria.


2) Está a Ordem dos Enfermeiros a elaborar um dossiê com as informações de que tem conhecimento, bem como sobre irregularidades verificadas em farmácias, para preparar a sua intervenção.


3) Está ao dispor de todos os membros, NA ÁREA RESERVADA DO SITE, o parecer nº 60/2008 do Conselho de Enfermagem, subordinado ao tema «ORIENTAÇÕES TÉCNICAS PARA A VACINAÇÃO EM SECTOR PRIVADO».


4) Será divulgada informação aos membros sobre o resultado da reunião que se realizará a 23 de Outubro com a Ordem dos Farmacêuticos.


Fonte: Ordem dos Enfermeiros (Link)


O Sala-de-Enfermagem aplaude de pé.

(*)-Não pode ser meu amigo o amigo de meu inimigo.



quarta-feira, 22 de outubro de 2008

1.º Grande Arraial na Farmácia Alfredo (com música a combinar...esse som no máximo!)



(imagem humorística original, toda e qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência)

Okay, a música é boa...mas tentem ler o artigo...vá lá...

Como se não bastassem os últimos avanços por parte de profissionais de áreas distintas, como os farmacêuticos, eis que chega ao correio electrónico de um dos redactores o seguinte anúncio:

Curso de Formação: Auxiliar de Geriatria
Instituto de Ciências da Saúde do Porto
Área de formação: Saúde
Modalidade: Presencial

Distrito: Porto

Preço: 500,00 €

Data Inicio: quinta-feira, 13 de Março de 2008
Duração: 4 meses
Horário: Laboral e Pós Laboral
Local: Rua Júlio Dinis, 748 - 7º andar - 4050-012 Porto (ao Parque Itália)
Número de horas: 100 horas
Objectivos: O curso tem como objectivo dotar os formandos dos conhecimentos e das competências técnicas necessárias para apoiar idosos em instituições ou no seu domicílio.
Programa: Os serviços de prestação de cuidados a idosos (lar de terceira idade;centro de dia,apoio domiciliário) Saúde e cuidados básicos no idoso (Higiene, Alimentação e nutrição do idoso Administração de medicamentos, Incontinência, Úlceras por pressão: prevenção e tratamento, Reabilitação), Gerontologia (Psicologia do idoso,Problemas neurológicos nos idosos,O idoso no confronto com a morte,Como auxiliar os processos de luto no idoso,a importância da reciclagem dos papéis de vida) Promover a qualidade de vida do idoso (Terapia ocupacional,Animação sócio-cultural com idosos) O apoio ao cuidador (Auxiliar o cuidador nos cuidados básicos a ter com o idoso, O apoio psicológico ao cuidador em caso de doença grave ou morte do idoso.


Se não questionamos a pertinência do ponto prevenção, o mesmo não acontece com o ponto tratamento. A menos que, ridiculamente, se limite a "chamar o enfermeiro". É mais um episódio da novela "Enfermeiros? Para quê?". Uma vez que vivemos num país pejado de "super-farmacêuticos-que-sabem-e-fazem-tudo-menos-neurocirurgia-e-transplantes" e, mais recentemente, de "auxiliares-de-geriatria-responsáveis-pela-reabilitação-e-especialistas-em-tratamento-de-feridas" a questão que se impõe é:


Para quê mais médicos e enfermeiros?

Surpreendentemente:

Farmácias vão prestar primeiros socorros:
Os farmacêuticos vão passar a assistir doentes através de cuidados de suporte básico de vida – oxigenar alguém com um ataque de asma ou fazer manobras de reanimação a um diabético com hipoglicemia. A lei permite, a Ordem dos Farmacêuticos (OF) aproveita. E fez um acordo com a Cruz Vermelha Portuguesa para formar os profissionais.
José Mário Miranda, membro da direcção da OF, explica que as farmácias aderentes vão ter um símbolo a identificar que ali se prestam, gratuitamente, cuidados deste tipo.

Ler notícia completa aqui. (clique para ler)

Nós, por cá, gostamos em especial desta notícia. Aliás, aplaudimos de pé. E que tal fechar todos os hospitais? Na compra de duas caixas de Valium oferecemos uma reanimação pós-tentativa de suicídio! Ou na compra de um Vibrocil Gotas Nasais oferecemos uma hora de oxigénio totalmente grátis?

E quem é o responsável pelos cuidados? O senhor Alfredo da farmácia, ajudante técnico de profissão, mas muito simpático! Sim porque o sôtor não está. Está nas Maldivas a gozar os rendimentos provenientes da cartelização e venda de drogas (lícitas...mas drogas). Em breve vai poder fazer a sua cirurgia LASIK(TM) numa farmácia perto de si, a sua trombólise numa farmácia perto de si, a sua Colangiopacreatografia Retrógrada Endoscópica (CPRE) numa farmácia perto de si....e a questão que se põe é:

Para quê manter hospitais abertos?

(No Sala de Enfermagem...lamentamos a música...vai um pézinho de dança?)

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Férias Super "Calientes" (com música a combinar)


"Os 14 médicos do Uruguai que o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) contratou no início de Julho ainda não podem trabalhar em Portugal por não estarem inscritos na Ordem dos Médicos"

"Os clínicos entraram para o INEM no dia 1 de Julho, após terem assinado contratos a termo certo por um período de três anos, que lhes garante um ordenado mensal de cerca de três mil euros.

Desde que estão no INEM, os 14 médicos estrangeiros já realizaram formação em emergência pré-hospitalar, tendo participado, nomeadamente, num curso de viatura médica de emergência. Concluíram, aliás, a formação prevista para a primeira fase – a qual ia permitir pô-los já a trabalhar no terreno. No entanto, desde o início deste mês, limitam-se a acompanhar e a observar o trabalho dos seus colegas do CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes) – um aspecto da formação que estava previsto realizar «futuramente», segundo a newsletter de Setembro publicada pelo INEM."

Ler notícia aqui.


Ups. Então os senhores auferem 3000 euros mensais e não podem trabalhar...ah, já percebi, são férias remuneradas! Viva o luxo, quem pode, pode. Só falta mesmo usarem uma VMER para ir às compras...com umas luzes por baixo e tal...

A Sala-de-Enfermagem fica estupefacta!

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Estou sim?!




Oito fundadores e supervisores da linha Saúde 24 (800 24 24 24), lançada há ano e meio, escreveram uma carta à ministra Ana Jorge denunciando aquilo que consideram ser “o caos organizativo” em que este serviço caiu.

Segundo a notícia avançada hoje pelo “Correio da Manhã”, a carta, com 15 pontos, os subscritores apontam falhas na plataforma de atendimento, que chega a estar inoperacional por várias horas, dizem que há utentes que ligam para a linha mas que não são atendidos e que há falhas na comunicação com os serviços de emergência.

Na carta, a empresa responsável, regida numa parceria público-privado com a operadora LCS, SA, do grupo Caixa Geral de Depósitos, é ainda acusada de alterar regras no atendimento para poder ganhar mais dinheiro e das triagens dos doentes nem sempre serem eficazes e rápidas como era esperado.

Os supervisores alertam ainda para o facto do director do centro de atendimento ter pedido que as transferências para o INEM sejam imediatas, mesmo antes de uma avaliação correcta das reais necessidades do doente, porque “o Estado só paga se 95 por cento das chamadas forem tratadas e transferidas em menos de 10 minutos”, diz o documento, citado pelo “Correio da Manhã”.

A LCS foi alvo de uma providência cautelar interposta por cinco dos enfermeiros supervisores, que viram os seus horários de trabalho alterados unilateralmente e que se queixam ainda de terem sido impedidos de entrar no local de trabalho e de terem acesso ao sistema informático.

Contactada pela Lusa, a Direcção-Geral de Saúde rejeitou as críticas de falta de eficácia e "caos organizativo" da linha telefónica Saúde 24, alegando que a qualidade do atendimento e o interesse público estão salvaguardados.

"É natural que haja interesse da operadora em ter lucro. Nós, Direcção-Geral da Saúde (DGS), marcamos a diferença no cumprimento da qualidade do serviço público. Asseguramos que a qualidade e o interesse público estão acima de qualquer outro interesse", afirmou à agência Lusa o responsável da DGS pela linha, enfermeiro Sérgio Gomes.

Face às denúncias de falhas no atendimento, a Direcção-Geral da Saúde responde que a taxa de eficácia tem níveis superiores a 95 por cento.

Assim, em 100 chamadas realizadas, menos de cinco ficarão por atender, sublinha Sérgio Gomes, lembrando ainda que a linha Saúde 24 atende uma média de 1600 chamadas diárias.

O balanço ao final de um ano apontava para 125 mil horas de atendimento e 106 mil idas às urgências evitadas.

(fonte:jornal Público)


Em resposta:

A Direcção-Geral de Saúde rejeitou as críticas de falta de eficácia e "caos organizativo" da linha telefónica Saúde 24, alegando que a qualidade do atendimento e o interesse público estão salvaguardados.

(Fonte: Jornal de Notícias)


A ministra da Saúde garantiu, esta segunda-feira, ter informações de que a qualidade do atendimento na linha telefónica Saúde 24 "é boa". Ainda bem que não disse "porreira", ou "jeitosinha", ou "bacana", ou "fixe". Não está bem mas está boa...Boa, Senhora ministra! Sempre em cima do acontecimento. Logo agora que todos esperávamos que dissesse mal de uma iniciativa política socialista.


Resenha de imprensa:

Público: Supervisores da linha Saúde 24 denunciam "caos organizativo" deste serviço

JN: Direcção-Geral nega caos na Linha Saúde 24

CM: Linha Saúde 24 vive no caos


DG: Ministra da Saúde considera atendimento «bom»


RTP: Direcção-Geral garante qualidade no atendimento da Linha Saúde 24




domingo, 19 de outubro de 2008

AVC's Pediátricos

Estudos científicos realizados no estrangeiro revelaram que o acidente vascular cerebral (AVC), que afecta também crianças e adolescentes, tem a maior incidência no grupo dos recém-nascidos. Em Portugal, a Unidade de Vigilância Pediátrica (UVP) da Sociedade Portuguesa de Pediatria vai dar início a um trabalho análogo, a partir do dia 1 de Dezembro. Os resultados finais deverão ser conhecidos dentro de seis anos.

A UVP trabalha em articulação com a comunidade nacional de pediatras, tendo a seu cargo a investigação clínica de doenças raras até 100 novos doentes por ano. Os especialistas, de forma voluntária, informam, mensalmente, aquele órgão da Sociedade Portuguesa de Pediatria acerca das doenças sob vigilância, competindo, depois, à UVP estudar a enfermidade, dando indicações sobre o diagnóstico e o respectivo tratamento. Assim sucedeu com a infecção congénita por estreptococo do grupo B, uma bactéria que causa infecção nos recém-nascidos, provocando doença aguda grave e morte. Através do empenho do UVP, das instruções sobre como prevenir a doença, dois anos após tinha havido uma redução de vítimas.

Quanto ao AVC, a nível internacional surgem quatro crianças afectadas em mil. O alerta, conforme esclareceram ao DN as médicas Almerinda Barroso Pereira e Leonor Sassetti, da comissão executiva da UVP, abarca um universo de 1700 pediatras e internos de pediatria. A partir da altura que algum deles noticie ter observado um caso, será enviado um questionário com dados que os investigadores pretendem conhecer. Importante, então, saber como o AVC surgiu, quais os seus sintomas e sinais, a evolução e o tratamento. Uma vez na posse dessa informação, a UVP fornecerá o diagnóstico ou o tratamento mais adequados.

Ainda de acordo com Almerinda Pereira e Leonor Sassetti, os principais factores de risco de AVC nas crianças respeita a anemias, má formação do coração, doenças metabólicas, má formação artériovenosa cerebral. No entanto, reconhecem, "há outras causas desconhecidas".

Ler notícia completa AQUI. (clique para ler)

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

...que para irregulares já bastam as admissões!

No Sala-de-Enfermagem admitimos qualquer tema...sem recurso artes mágicas do oculto.
Afinal, e como o gostamos de ser justos, não é só o senhor Silva que tropeça nas palavras.


O Eng.º José Sócrates, graças à Universidade Independente, conseguiu um bonito nível de Inglês Técnico. Aliás este nível verbal é atestado pelas adequadas palavras ditas (em 2007) sobre a abertura do espaço Schengen à Polónia. Angela Merkel achou as palavras do Primeiro Ministro português tão sabias que não conseguiu disfarçar um sorriso de satisfação...nem ela, nem o resto da comitiva. Não acredita? Veja o vídeo:





Mais recentemente, o senhor engenheiro seguindo o seu bom hábito de adequação, descaiu-se para os jornalistas e disse uma verdade. Inconveniente, mais ainda assim uma verdade. Gaguejou e lá se recompôs, mas o disparate já estava dito...





Ora, nas próximas legislativas...Deixa cá ver...Estamos com dúvidas.
Voltaremos brevemente aos posts exclusivamente relacionados com saúde.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

As Vaquinhas, um poema do Sr. Silva.




Foi um momento bonito, enternecedor, emotivo e carregado de pertinência política. Pela primeira vez na história, um Presidente da República português refere, poeticamente, a realidade quotidiana das vaquinhas. As vaquinhas.

Esperamos ansiosamente a crítica acerca das ovelhinhas, cabrinhas, galinhas, patinhas, e outros animais de quinta como as porquinhas.



"Os Mú-Mús" por, Sr. Silva

Fiquei surpreendidíssimo,
Por ver como... as vacas avançavam,
Uma atrás das outras,
Se encostavam ao robot,
E, se sentiam deliciadas,
Enquanto ele...sim, enquanto ele

Durante seis, sete minutos,
lhes fazia...a ordenha.

Cogitationis nemo poenam patitur (*)


(clique na imagem para aumentar)

Este escrito foi publicado no passado dia 1 de Outubro no Jornal Destak. É lamentável quando o que está a vista não é visto por quem deve. Ou por quem pode.
Infelizmente, há poucos profissionais de enfermagem que podem...e os que podem preferem aliar-se ao poder dos que também podem.

(*- Ninguém sofre pena pelo simples facto de pensar.)

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Bonis nocet qui malis parcet

CLIQUE PARA AUMENTAR
(Fluxograma retirado de Doutor Enfermeiro)


Se julga ser importante lutar pelos direitos da população portuguesa, no que concerne à segurança, fiabilidade e confiança na imunização coloque uma destas imagens no seu blogue. Pela segurança de todos, pela segurança na vacinação!





domingo, 12 de outubro de 2008

Esclarecimento

Criou-se ultimamente um mito. Esse mito é que, por alguma razão, se deu propositadamente destaque ao "Dia dos Mundial Cuidados Paliativos" esquecendo o "Dia Mundial da Saúde Mental", realizado no passado dia 10 de Outubro.
Lamentamos imenso mas, no que concerne à Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiátrica consideramos existir um imenso vazio.
À parca produção científica nacional, juntamos um Dia Mundial cujo tema é "o suicídio". Longe de considerarmos o tema desprovido de interesse, consideramos no entanto que este tema é uma "pescadinha de rabo na boca". A título de informação, a taxa de suicídio decresceu em Portugal.


(Método directo: população-padrão europeia)
(a) Calculada pela DGS para Portugal, incluindo Regiões Autónomas. Fonte: PNS 2004-2010, Vol. 1, pág. 60.(b) Grécia, EUROSTAT (2008). Fonte: INE (2008). Elaborado a partir de informação disponível e não publicada.

Compreendemos que seja necessário justificar as vitórias obtidas pelo Alto Comissariado da Saúde na área de Coordenação Nacional para a Saúde Mental...mas o objectivo primordial destes dias é, mais que realizar palestras e congratularmo-nos com objectivos atingidos, chamar a atenção para áreas menos favorecidas. Isto, logicamente, com o objectivo de concentrar esforços e metodologias de melhoramento. Compreendemos a decisão, é tão mais fácil falar da alegria que se sente ao atingir os objectivos, ainda mais quando a comunicação social concede um eco especial nestes dias.

Infelizmente, estas acusações provêm de leitores menos atentos, uma vez que, no dia 30 de Julho de 2008, foi publicado no Sala de Enfermagem, um artigo que versava directamente sobre a temática da Saúde Mental e Psiquiátrica. Este artigo de cariz científico incidia na temática da detecção de delirium em doentes institucionalizados e com Demência por profissionais de Enfermagem.

Ler Artigo do Dia 30 de Julho (clique aqui para abrir).

Não seria, literalmente, uma atitude paradoxal evitar o tema mas publicar artigos da área?
Seria concerteza. No entanto, e para provar que a Sala é mais vossa do que nossa, aqui está. Sempre que surjam dúvidas façam delas a vossa bandeira e emitam o vosso juízo de valor! Aqui a liberdade é uma realidade.




Cuidados Paliativos são pela vida!

Aproveitando o ensejo para, depois de obviamente lembrar que ontem foi (ver artigo em baixo) o "Dia Mundial dos Cuidados Paliativos", o Sala de Enfermagem deixa-vos um artigo excepcional,

da Autoria da Enf.ª Paula Sapeta, Professora-Coordenadora e Presidente do Conselho Científico da Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias e Membro da Direcção da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos.



Este artigo foi publicado no Jornal semanário "Reconquista"



ARTIGO COMPLETO (CLIQUE PARA LER).



No Sala de Enfermagem, aplaudimos de pé. E subscrevemos.